3 Lições que aprendi em Abril – 2020

lições abril

Abril tem sido sempre um mês de grandes mudanças e este ano posso dizer que foi um mês em circunstâncias que nunca antes vivi. Deixo aqui três das muitas lições que os 30 dias de Abril me trouxeram através de todas as situações únicas que me foram apresentadas.

  • É muito importante amar-me: tenho uma grande tendência para o perfeccionismo e isso leva-me a ser muito dura comigo mesma. Em diversos momentos questiono-me se estou a fazer um bom trabalho e crio padrões altíssimos a cumprir. Isto é resultado de uma baixa auto-estima, portanto uma das lições deste mês é mais uma vez a importância de me amar.
  • É a fazer que se cresce: hoje tudo aquilo que me é natural fazer é resultado de toda a prática adquirida com o ir fazendo. É fazendo e pondo em prática aquilo que vou aprendendo que cresço em todas as áreas da minha vida. Seja na cozinha, seja na escrita ou mesmo a nível emocional, só o pôr ação é que me dá experiência e que permite o meu crescimento. Muitas vezes, talvez devido ao perfecionismo, quero saber fazer bem à primeira, sem passar por todo o processo e começa o ciclo de ser dura comigo mesma ( e tenho que me relembrar da lição acima).
  • Cada um tem o seu percurso: é uma estupidez tecer julgamentos e achar que os outros deviam viver uma vida diferente; cada um tem o seu percurso. Quando observo a vida de alguém e as suas escolhas devo sempre colocar uma postura de amor, que tanto ajuda o outro a crescer ao seu ritmo, como me ajuda a mim, pois já não caio no erro de julgar e pensar que eu é que sei qual a maneira certa de viver.

Obrigado Abril e bem-vindo Maio!

Ângela

Imagem de Capri23auto por Pixabay

À espera de estar preparada

estar preparada

Muitas vezes me apercebo que fico à espera de estar preparada. Quero que algo aconteça, sei que tenho que pôr ação para que tudo seja posto em movimento e se encaminhe, mas detenho-me, à espera…

Vem a tentativa de controlar, vem o perfecionismo e eu fico embalada naquilo, sem nunca dar o primeiro passo.

O que é engraçado é que a vida é perfeita e sabe bem das minhas intenções. De repente, sem que eu me aperceba, aquilo que quero vem parar às minhas mãos e eu tenho que agir, sentindo-me ou não preparada.

Se eu resistir a isso, procurando preparar-me e duvidando das minhas capacidades, e não confiando no fluxo e processo da vida, as coisas passam por mim e eu não poderei usufruir de nada, nem aprenderei nada com a situação.

Mas se eu aceitar todo esse processo, tudo parece magia. As coisas fluem e o “preparo” que eu esperava e que sempre esteve comigo, aparece por detrás do véu da dúvida e permite-me usufruir de todas as experiências.

Se pensar em todas as oportunidades que apareceram na minha vida, sempre que eu dei o primeiro passo em relação a elas, tudo se desenrolou e as ferramentas que eu precisava surgiram.

Não houve nenhum momento em que eu não tivesse a capacidade de lidar com o que quer que seja que me fosse apresentado. Existiram sim momentos, em que eu não confiei em mim e que desisti, com medo de não conseguir seguir em frente com os meus projetos.

Ainda existem momentos em que eu sou dura comigo mesma e me questiono se estou preparada. Mas isso só acontece quando eu penso em vez de deixar fluir.

Ângela

A aparência, a beleza e a autoestima

aparência

O conceito de “beleza” está por todo o lado. Fala-se de beleza, trabalha-se para ficar mais belo, mudam-se e ajustam-se os corpos para se puder fazer parte de um padrão.

Ultimamente tenho refletido bastante sobre autoestima, porque é ela a base de uma vida plena e de uma boa relação comigo mesma, com os outros e com o mundo.

Dito isto, na maioria das vezes a autoestima está ligada a aparência, no sentido em que muitas vezes ouvi afirmar ( e até eu própria afirmei) que olharmo-nos ao espelho e gostarmos do que vemos é sinónimo de uma boa autoestima.

Mas será que em todos os casos isto é verdade?

Nem sempre, quando me olhei ao espelho e gostei do que vi, me senti bem comigo mesma. Em muitas dessas ocasiões o julgamento e a crítica estavam presentes, talvez um pouco mais disfarçadas pelo facto da a minha aparência corresponder a um padrão que eu me tinha imposto.

Beleza e aparência são coisas diferentes, apesar de na minha mente significarem a mesma coisa durante muito tempo.

A aparência é algo que cuidamos exteriormente e que se pode refletir naquilo que vemos quando olhamos ao espelho. É algo que pode ser mudado apenas por ações no exterior.

A beleza é algo que vem do interior e que se pode refletir em todos os aspetos da nossa vida: seja a forma como nos vemos, como nos veem e como nos sentimos; no fundo aquilo que emanamos.

Esta beleza vem de uma boa autoestima. Quando me sinto bem comigo mesma, quando me sinto a vibrar por aquilo que sou, irradio tudo o que é belo para o exterior.

Quando me sinto mal comigo mesma e as ações que tenho são para alterar o resultado em vez da causa, não posso irradiar beleza e só irradiarei mal-estar, criando cada vez “piores” resultados.

Enquanto existir uma parte de mim que eu não ame incondicionalmente, existirá sempre uma lacuna. Posso tentar adiar ou disfarçar, mas mais cedo ou mais tarde terei que trabalhar esse aspeto.

A aparência é a coisa que menos importa quando me sinto bem comigo mesma ( e nada é o que parece). A beleza é algo que é irradiado naturalmente quando me sinto bem. Uma boa autoestima é tudo aquilo em que me tenho que focar.

Obrigado!

Ângela

Escutar o meu corpo – 143 de 365

corpo

Desde que entrei na adolescência que criei uma relação não muito saudável com o meu corpo. Sabendo eu hoje que a minha mente interfere com a minha realidade física, consigo ver o porquê de isso acontecer.

O meu corpo era o meu inimigo e ele estava entre mim e o bem-estar que eu iria sentir quando a imagem que estava no espelho fosse aquela que eu queria ver.

Não posso dizer que me foi passado directamente um conceito de beleza, mas eu impus a mim mesma uma imagem que tinha de alcançar para ser bonita.

A minha baixa autoestima punha-me numa posição inferior a toda a gente e não conseguia sentir-me bem com aquilo que eu era.

O meu corpo foi-me dando sinais que a minha conduta não era muito boa para mim, mas eu suprimi essa mensagem, ficando cada vez mais frustrada por tudo o que ia acontecendo na minha vida.

Hoje sinto que tenho uma postura diferente. Cada vez que tenho um sintoma físico sei que é um sinal que algo não está bem. Existe culpa, medo, resistência…; tudo causado por conceitos obsoletos que eu tenho em relação à vida.

A relação com o meu corpo está diferente. Quando me olho no espelho, não procuro a beleza nos traços físicos que se aproximam de um padrão de beleza.

Procuro um sorriso, uma luz no olhar que mostra que eu me sinto bem comigo mesma e com a vida.

Procuro o entusiasmo por cada segundo novo, repleto de novas possibilidades.

Por muito cliché que isto possa parecer, só quando me sinto bonita por dentro é que posso ver essa beleza por fora.

Quando não me sinto bem comigo mesma, posso fazer mil e uma coisas fisicamente, que nunca encontro aquela “chama” de bem-estar que procuro.

Estar bem comigo mesma é uma forma (talvez mesmo a única) de garantir que tudo flui bem!

Obrigado!

Ângela Barnabé 

Foto original por Luis Villasmil on Unsplash

Ter uma boa autoestima – 121 de 365

autoestima

Sempre me disseram que eu tinha que gostar de mim em primeiro lugar. Aliás, desde que comecei a ver a vida de uma forma diferente que fui alertada para o facto de que a minha relação comigo mesma dita a minha relação com os outros.

Eu achava isso muito bonito e pensava ter percebido o conceito, mas a verdade é que não tinha entendido nada. Continuei a procurar a aprovação dos outros, continuei a tentar fazer os outros gostarem de mim.

Enquanto eu não tiver uma relação saudável comigo mesma, aquilo que eu fizer será sempre “manchado” com a minha baixa autoestima. Se eu me critico, não aceito o meu corpo, não confio em mim e acho que já deveria “isto ou aquilo”, algo não está muito bem.

Se me perguntarem se já melhorei, a resposta é sim.

Hoje sei que o mal-estar pode ser transformado em bem-estar e facilmente altero o meu estado de espírito. Hoje sei que gostar de mim não é impossível e que a cada dia que passa posso sentir-me a pessoa certa, no lugar certo, a fazer a coisa certa.

Tenho uma vida toda para aprender a gostar de mim e quanto mais rapidamente o fizer mais tempo poderei aproveitar a vida maravilhosa que está à minha espera!

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Eva Waardenburg on Unsplash

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