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A criança e o sábio – Augusto Cury

sábio

Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe: “Que tamanho tem o universo?” Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu: “O universo tem o tamanho do seu mundo.” Perturbada, ela novamente indagou: “Que tamanho tem o meu mundo?” O pensador respondeu: “Tem o tamanho dos seus sonhos.”

Se os seus sonhos são pequenos, a sua visão será pequena, as suas metas serão limitadas, os seus alvos serão diminutos, a sua estrada será estreita, a sua capacidade de suportar as tormentas será frágil.

Shakespeare disse que “quando se avistam nuvens, os sábios vestem os seus mantos”. Sim! A vida tem inevitáveis tempestades. Quando elas sobrevêm, os sábios preparam os seus mantos invisíveis: protegem a sua emoção usando a sua inteligência como paredes e os seus sonhos como teto.

Os sonhos regam a existência com sentido. Se os seus sonhos são frágeis, a sua comida não terá sabor, as suas primaveras não terão flores, as suas manhãs não terão orvalho, a sua emoção não terá romances.

A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, e a ausência dos sonhos transforma milionários em mendigos. A presença de sonhos faz de idosos, jovens, e a ausência de sonhos faz dos jovens, idosos.

A juventude mundial está perdendo a capacidade de sonhar. Os jovens têm muitos desejos, mas poucos sonhos. Desejos não resistem às dificuldades da vida, sonhos são projetos de vida, sobrevivem ao caos.

A culpa, porém, não é dos jovens. Os adultos criaram uma estufa intelectual que lhes destruiu a capacidade de sonhar. Eles estão adoecendo coletivamente: são agressivos, mas introvertidos; querem muito, mas se satisfazem pouco.

Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história, renovam as forças do ansioso, animam os deprimidos, transformam os inseguros em seres humanos de raro valor. Os sonhos fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.

(…)

Uma mente saudável deveria ser uma usina de sonhos. Pois os sonhos oxigenam a inteligência e irrigam a vida de prazer e sentido.

Excerto do livro Nunca desista dos seus sonhos de Augusto Cury

Composto e postado por Ângela Barnabé

Aprendizagem – Osho

aprendizagem

A aprendizagem não equivale a ter conhecimentos.

A aprendizagem passou a ser demasiado identificada com o ter conhecimentos, mas é o oposto disso. Quanto mais conhecimentos uma pessoa tem, menos capaz é de aprender. Daí as crianças serem mais capazes de aprender do que os adultos. E se os adultos também quiserem manter a atitude de aprendizagem, têm de continuar a esclarecer aquilo que aprenderam. Têm de continuar a deixar morrer o que para eles se tornou conhecimento. Se coleccionarmos conhecimentos, o nosso espaço interior fica demasiado sobrecarregado com o passado. Acumulamos demasiado lixo.

A aprendizagem só acontece quando há espaço para isso. A criança tem esse espaço, essa inocência. A beleza da criança reside no facto de funcionar a partir do estado de não-conhecimento, e é esse o segredo fundamental da aprendizagem: funcionar a partir do estado de não-conhecimento.

Olhe, veja, observe, mas nunca tire uma conclusão. Quando se chega a uma conclusão, a aprendizagem pára. Se já sabe, que mais há a aprender? Nunca funcione a partir da resposta feita tirada das escrituras, das universidades, dos professores, dos pais ou da sua própria experiência.

Tudo o que conhece tem de ser descartado a favor da aprendizagem. Então, continuará a crescer, então o crescimento não tem fim. Então, uma pessoa mantém-se como as crianças, inocente, cheia de deslumbramento e temor respeitoso até ao fim. Mesmo que esteja a morrer, continua a aprender. Aprende a vida e aprende a morte. E a pessoa que aprendeu a vida e aprendeu a morte vai além das duas; passa para o transcendente.

A aprendizagem é receptividade e vulnerabilidade. A aprendizagem é abertura, não conclusão.

Osho, in O livro da criança

A Capacidade de Brincar

A Capacidade de Brincar

“Ninguém deixa os filhos dançar, cantar, gritar e saltar. E as­sim, por motivos triviais – pode-se partir alguma coisa, ou a chuva pode molhá-los se forem para a rua, destrói-se por completo uma grande qualidade espiritual, a capacidade de brincar.

A criança obediente recebe elogios dos pais, dos professores, de todos; e a criança brincalhona é condenada. As suas brincadeiras podem ser totalmente inofensivas, mas ela é condenada porque a rebelião contém um perigo potencial. Se a criança continuar a crescer com liberdade total para ser brincalhona, passará a ser rebelde. Não será facilmente escravizada; não será facilmente in­cluída em exércitos para destruir pessoas ou para ser destruída.

A criança rebelde transformar-se-á num jovem rebelde. E os pais não conseguirão obrigá-lo a casar; não poderão obrigá-lo a arranjar um emprego qualquer; não conseguirão forçá-lo a reali­zar os desejos e anseios que eles próprios deixaram por concreti­zar. O jovem rebelde seguirá o seu próprio caminho. Viverá a vida de acordo com os seus desejos mais íntimos – e não segundo os ideais dos outros.

Por todos estes motivos, a capacidade de brincar é abafada, esmagada logo no início. A natureza do indivíduo nunca tem o direito de exprimir a sua vontade. A pouco e pouco, passa a trans­portar uma criança morta dentro de si. Essa criança morta destrói o seu sentido de humor: não consegue rir com gosto, não conse­gue brincar, não consegue apreciar as coisas boas da vida. Torna-se tão sério que a sua vida, em vez de se expandir, começa a encolher.

A vida devia ser, em cada momento, de uma criatividade preci­osa. O que criamos não interessa – podem ser apenas castelos de areia na praia -, mas tudo o que fazemos devia vir da nossa ale­gria e capacidade de brincar.

Excerto de: O LIVRO DA CRIANÇA de OSHO

Fonte: http://solucaoperfeita.com/a-capacidade-de-brincar/

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