Aquilo que procuro leva-me ao que preciso – 40 de 365

preciso

O mês passado dei por mim a refletir no quanto aquilo que procuro interfere naquilo que eu preciso. Mas, como as coisas mudam muito rápido e como à medida que vou pondo em prática novos conceitos vejo a realidade de maneira diferente, cheguei à conclusão que aquilo que procuro é essencial para encontrar aquilo que preciso.

Isto só é possível se a postura que eu tiver em relação à vida for de abertura e de confiança, porque se eu quiser as coisas à minha maneira e tentar controlar o que acontece irei bloquear tudo: o que quero e o que preciso.

Quando eu procuro algo ponho ação. Seja procurar uma solução para uma situação, procurar atingir um objetivo; isso faz-me dar um passo em frente e começar uma caminhada.

Mas, nesse percurso posso, em vez de encontrar aquilo que pensava encontrar, ser surpreendida com algo ainda melhor.

E esse algo ainda melhor pode à primeira vista não o parecer. Pode ser algo completamente contrário àquilo que buscava e que muitas vezes pode desconstruir ideias e abalar estruturas.

Mas a verdade é que tudo acontece por um motivo e sempre que me deparo com algo é porque chegou o momento certo para isso acontecer.

Em vez de questionar o desenlace dos acontecimentos e pensar que não era bem aquilo que eu queria, posso aceitar o que encontro como sendo o melhor para mim.

Talvez mais à frente encontrarei aquilo que fui à procura. Talvez olhando para trás veja que afinal aquilo que encontrei é bem melhor do que o motivo que me fez caminhar.

Basta palmilhar esta caminhada que é a vida, tendo sempre em mente a perfeição do fluxo das coisas e libertando-me não só daquilo que me impede de ir à procura como daquilo que me impede de ver aquilo que já encontrei.

Grata por este dia maravilhoso,

Ângela Barnabé

Seguir atalhos – 39 de 365

atalhos

Muitas vezes na minha vida ando à procura de formas de não passar pelas situações. Procuro atalhos, tentando convencer-me que estou à procura de um caminho mais fácil e rápido, quando na verdade estou com a intenção de adiar mais um pouco, de fugir a passar pelos processos.

Há sempre uma maneira simples de resolver uma situação (a complicação normalmente está na minha cabeça), mas mais simples não significa que irá condizer com a minha vontade.

Nem sempre o caminho que parece mais curto é mais rápido. Nem sempre uma “solução” que apenas serve de remedeio me leva a um lugar tão bonito como eu estava a imaginar ou a prever.

Às vezes é preciso remexer naqueles aspetos que quero deixar quietos; é preciso admitir a mim mesma traços que tenho e que não queria assumir; é preciso desmanchar toda a estrutura para se voltar a construir.

Esse processo, que muitas vezes pode ser demorado e um pouco doloroso, não pode ser feito por atalhos. Tem que se seguir o caminho e o fluxo da vida e deixar que tudo, a seu tempo, aconteça da melhor maneira.

Mesmo tendo seguido muitas vezes por atalhos, encontrei-me, mais à frente no caminho, com uma nova oportunidade de trabalhar aquilo que foi evitado e adiado.

Com o tempo os atalhos vão sendo cada vez menos, mas também toda a mudança feita até aqui possibilita uma nova consciência, que permite lidar cada vez melhor com tudo aquilo que acontece.

Grata por este dia no caminho da vida,

Ângela Barnabé

O mundo através de outros olhos – 115 de 365

olhos

Fui passear em Lisboa, nas zonas com mais movimento. Antes, só de pensar que provavelmente teria que “enfrentar” uma multidão ou que seria obrigada a interagir com situações fora da minha zona de conforto ficava logo ansiosa e arranjava inúmeros motivos para ficar em casa.

Quanto mais me fechei à vida, mais limitada ficou a minha visão e a forma como via o mundo estava repleta de preconceitos baseados no medo na culpa… Via o mundo através de umas lentes bastante escuras e  cada vez mais tinha provas daquilo que eu acreditava.

O problema não era o mundo, nem as pessoas. O “problema” era eu.

Quanto mais me focava num mundo perigoso, mais situações via que comprovavam aquilo que eu achava que sabia.

Mas quando comecei a ver o mundo através de outros olhos, tudo se transmutou. Parece que fui transportada para um mundo paralelo e que as mesmas pessoas, os mesmos lugares e as mesmas situações mudaram completamente.

Bastava estar no meio de uma multidão para a minha visão ficar turva. Mas isso não aconteceu.

Vi mais claramente do que poderia imaginar, quando me encontrava rodeada daqueles que outrora eu via como inimigos imprevisíveis, que a qualquer momento me poriam à prova e me fariam sair da minha zona de conforto.

O mundo não é um lugar perigoso.

O perigo é a minha mente que se foca e materializa situações que eu não quero experienciar e que me arrasta para o inferno.

O paraíso está aqui, ao meu alcance em todos os momentos. Basta deixar de pensar e começar a sentir.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foro original por  Steven Spassov on Unsplash

A aceitação permite a mudança – 101 de 365

aceitação permite mudança

Durante muito tempo foquei-me nas minhas limitações. Ocupava a minha mente com os aspetos que não gostava em mim, desesperada para que ocorresse uma mudança.

Só há pouco tempo é que me apercebi que fazia isso, mesmo sabendo que o primeiro passo para mudar é aceitar.

Gostar de mim é sinónimo de aceitar todos os meus traços, mas isso não invalida a mudança.

Hoje vi uma fotografia minha de 2007, quando tinha apenas 11 anos. Observei a alegria no olhar daquela criança, uma alegria que nunca pensei voltar a experienciar.

Mas agora neste momento, enquanto escrevo este texto sinto alegria. Os meus dias estão repletos de sentido e felicidade.

Com o tempo tenho vindo a aceitar-me e a largar tudo aquilo que só me traz sofrimento. Tenho criado sonhos, projetos e principalmente tenho estado focada em viver o momento presente e a valorizar tudo aquilo com que sou presentada.

Todas as possibilidades estão aqui, neste lugar.

Ainda que tenha escolhido durante muito tempo ser a minha própria inimiga, hoje cultivo uma relação cada vez melhor comigo mesma.

A mudança começa com a aceitação, porque através dela posso escolher a partir de um lugar de amor.

Enquanto quis mudar as coisas para que pudesse gostar de mim, estava numa postura de resistência àquilo que eu precisava trabalhar.

Mas quando gosto de mim e me permito ser uma pessoa melhor para mim, tudo muda e passo gostar cada vez mais de mim, dos outros e da vida.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Antonina Bukowska on Unsplash

Mudar ou aceitar? – 74 de 365

mudar

 

“Concedei-me, Senhor, Serenidade

para aceitar as coisas que não posso modificar,

Coragem para modificar aquelas que posso

e Sabedoria para distinguir umas das outras.”

Oração da Serenidade

Uma das primeiras ferramentas que me dada quando iniciei a minha jornada de mudança foi a Oração da Serenidade. Apesar de inicialmente achar que tinha percebido o conceito, a verdade é que quanto mais evoluo mais vejo a minha ignorância.

Achava que havia coisas exteriores que eu podia modificar e outras que tinha que aceitar e era necessário saber a diferença entre umas e outras, é claro.

Mas hoje vejo tudo de uma maneira diferente.

A única coisa que eu posso mudar sou eu mesma.  A minha postura em relação às situações, aquilo que sinto e penso diariamente é algo que depende de mim.

Mas aquilo que acontece, a forma como as coisas se desenrolam é algo que eu apenas posso aceitar.

Não posso mudar aquilo que acontece, mas posso mudar aquilo que sinto e a forma como ajo relativamente àquilo que acontece.

E ao mudar a minha postura tudo muda.

Se a minha vida é resultado da minha consciência, quando mudo a minha consciência tudo muda.

É tão simples criar uma vida 100% satisfatória e é ainda mais simples usufruir dela.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Annie Spratt on Unsplash

Viver o que acredito – 44 de 365

A minha vida é resultado daquilo em que acredito. Nada daquilo que experiencio diariamente é da responsabilidade dos outros. Seja o que for que aconteça, a reação que eu tenho, aquilo que eu escolho fazer da situação, é inteiramente da minha responsabilidade.

No passado não me sentia satisfeita com a vida que tinha e sabia que tinha que existir uma mudança, mas não estava a pensar na mudança certa.

Pensava que os outros tinham que mudar, que a vida tinha que mudar, mas que eu podia permanecer a mesma porque eu estava certa, eu é que tinha razão…

No fundo eu sempre recebi aquilo em que acreditava. Acreditava que a vida era injusta, que eu não podia merecer algo melhor enquanto não atingisse uma determinada imagem de mim… Era isso que eu experienciava: uma vida que não correspondia àquilo que eu queria, mas que correspondia àquilo que acreditava.

Para mudar aquilo que vivo basta mudar aquilo em que acredito.

Acredito num mundo de amor ou de ódio? Acredito que mereço todas as bênçãos do mundo ou que a vida é injusta? Acredito que sou capaz de realizar o que conceber ou que não tenho talento para nada?

É uma questão de escolha. Se quiser mudar aquilo que vivo, decido mudar e dou o primeiro passo.

A vida pode ser um paraíso ou um inferno. Posso viver a mais linda caminhada, em que cada passo me leva sempre para o melhor resultado possível ou posso arrastar-me todos os dias numa vida que não me realiza.

Hoje estou cada vez mais satisfeita com a realidade que experiencio, porque escolhi mudar e tenho permitido que as mudanças aconteçam.

Acredito num mundo cada vez melhor, acredito em dias cada vez melhores e sei que é isso que acontecerá até que eu queira…

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Brian Garcia on Unsplash

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