Comparar-me para quê? – Reflexões Diárias

Tenho refletido sobre a beleza, sobre a imagem de mim mesma e sobre a minha postura em relação aos outros.

Sempre me comparei com os que me rodeavam. Queria ser a melhor em relação aos outros; a melhor aluna, a mais bonita, a mais inteligente…

Começava a sentir-me bem comigo mesma e lá vinha novamente o mal-estar porque olhava à minha volta e havia sempre alguém melhor que eu. Era como estar a competir pelo primeiro lugar e estar sempre a sair e entrar do pódio.

A minha vida era um inferno, pois por muito que eu fizesse, havia sempre alguém que fazia melhor. Nunca era boa o suficiente.

Mas isso tinha que mudar. A minha postura tinha que mudar.

A vida não se trata de ser melhor que todos, mas sim ser o melhor que posso ser.

Se me aceitar, se desenvolver os meus talentos aí eu estarei a ser a melhor: a melhor para mim, para os que me rodeiam e para o mundo.

Todos podemos ser os melhores, pois todos somos únicos. Cada um de nós tem uma história, ideias, sonhos, perspetivas e objetivos diferentes. Cada um de nós desempenha um papel único.

Competir para ser a melhor é negar aquilo que eu sou. É roubar ao mundo uma peça essencial.

É bom crescer com os outros, inspirar-me naquilo que eles emanam e criar na minha vida aquilo que eu quero experienciar.

O facto de alguém ser bonito, não faz de mim menos bonita. O facto de alguém ser inteligente, não me tira a inteligência.

Se eu me ocupasse em desenvolver ao máximo aquilo que sou e se desse espaço aos outros para que fizessem isso mesmo, tenho a certeza que em vez de me sentir limitada ou inferior, iria ver desabrochar algo maravilhoso dentro de mim.

A vida é aquilo que eu quero que seja. Só sendo quem realmente sou e deixando de me comparar com os outros é que permito que as bênçãos venham até mim.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Jogar pelo seguro – Reflexões Diárias

Lembro-me de ser mais pequena e de arriscar sempre. Desafiava-me a participar em atividades em público, arriscava mesmo quando tinha medo.

Mas ao longo dos anos fui perdendo essa postura.

Foi entrando a ansiedade, o medo de cometer algum erro em público, de ser julgada e comecei a fechar-me.

Passei a jogar pelo seguro e a procurar sempre o conhecido.

A vida passava-me ao lado, com todas as oportunidades de usufruir de todas as maravilhas destinadas a mim.

Fui tomando consciência de tudo aquilo que estava a perder. Para o recuperar teria que largar tudo o que era conhecido, abrir mão da zona de conforto e deixar de jogar pelo seguro.

Comecei aos poucos, após alguma resistência, a aproximar-me de todas as barreiras que tinha construído e fui destruindo aquilo que me protegia do desconhecido.

Pensava que me ia sentir indefesa, que todo o “mal” do mundo ia cair sobre mim e que as coisas iam começar a correr mal.

Mas não foi isso que aconteceu.

Pensava que me estava a proteger, mas estava na verdade a trancar-me com o meu pior inimigo: os meus pensamentos.

Toda aquela imagem que eu tinha do mundo era uma ilusão criada por todos os meus medos. O jogar pelo seguro era na verdade fugir daquilo que eu mais queria: viver.

Os melhores momentos na minha vida foram  aqueles em que arrisquei e todo o sofrimento de alguns momentos “arriscados” foi causado pelo facto de pensar em vez de agir, controlar em vez de viver.

Todas as possibilidades estão no mesmo lugar.

Posso escolher o “de sempre” e viver todos os dias o mesmo, sem crescimento, apenas com estagnação, ou então escolher o novo e ter a certeza que irei ter sempre o melhor possível à minha disposição.

É só dar o primeiro passo que a vida encarrega-se do resto.

Obrigado por este dia repleto de vida!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Procurar a beleza – Reflexões Diárias

Há alguns dias atrás comentei aqui por casa que durante muito tempo eu queria pertencer àquele grupo de pessoas com uma beleza estonteante. Queria ser daquelas raparigas que “faziam parar o trânsito”.

Achava que para me sentir bonita deveria ter determinadas características e como nasci sem elas, estava condenada a sentir-me mal com a minha aparência.

Depois refleti sobre o conceito de beleza e sobre a prisão que o padrão de beleza é ( o livro A Ditadura da Beleza aborda muito bem este assunto). Comecei então a procurar a beleza em tudo o que vejo e a libertar-me daquela ideia que eu tenho relativamente ao que é belo.

Procurei ver a beleza em todos com que me encontrava e de facto encontrei-a.

O corpo que eu tenho é resultado da pessoa que eu sou e é exatamente aquilo que preciso para desempenhar a minha missão aqui na Terra.

Passei muitas horas em frente ao espelho a apontar todas as “falhas” que via em mim. Lembro-me de odiar todas as raparigas que tinham o corpo que eu queria ter.

Mas isso apenas me levou a mais sofrimento. É importante amar-me e aceitar-me como sou.

O meu corpo é o meu melhor amigo e odiá-lo é uma grande estupidez.

Tem sido cada vez mais fácil olhar para o meu corpo com amor e deixar de perseguir uma imagem de beleza que a sociedade tem.

O engraçado é que eu achava que era a sociedade que impunha esse padrão, mas era eu que todos os dias incutia aquela ideia a mim mesma.

Quanto mais amo o meu corpo como é, menos noto essas “falhas” e vejo quanto elas contribuem para que eu seja a pessoa perfeita que sou.

Obrigado por este dia repleto de beleza.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

A minha realidade – Reflexões Diárias

Após estes dois dias de pausa nas reflexões, aqui estou eu para mais uma partilha sobre o meu dia e sobre o que me tem passado pela mente.

Desde há uns tempos para cá tenho visto o quanto as minhas emoções interferem com a forma como a minha vida se desenrola.

É cada vez mais rápido “colher aquilo que semeio”, ou seja, sinto que mais rapidamente é materializado um determinado acontecimento.

Um medo, uma preocupação; uma expectativa, um sentimento de gratidão, tudo isto acontece num estalar de dedos.

É importante estar sempre atenta àquilo que penso e sinto e ter consciência que se existe alguma resistência, algum incómodo ou ansiedade significa que eu não estou bem.

Sou eu quem escolho a minha realidade e por muito que eu possa pensar em justificações, a verdade é que aquilo que eu experiencio é 100% responsabilidade minha.

Não interessa saber o momento em que eu escolhi determinada consciência ou o que motivou  essa escolha.

O que é realmente importante é a consciência de responsabilidade perante aquilo que está presente na minha realidade e que é essa responsabilidade que me dá o poder de mudar.

O facto de ser responsável é a única forma de mudar. Quando assumo que sou responsável, tudo se alinha e as oportunidades de mudança aparecem. Aliás no momento em que tomo consciência que fui eu quem criou o que estou a viver, o primeiro passo para a mudança está dado.

2017 foi um excelente ano por isso mesmo. Responsabilizei-me pela minha vida e imediatamente vi a diferença.

Mesmos nos momentos em que me sinto tentada a justificar há sempre aquela voz que me relembra que se estou eu a colher, fui eu quem semeei.

A partir do momento em que vi a vida desta perspetiva, já não deu como voltar atrás.

Abriu-se a porta para uma nova realidade.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

O meu percurso – Reflexões Diárias

Hoje pensei um pouco no meu percurso. Nunca poderia imaginar estar no ponto em que estou neste momento.

Já senti raiva pelo meu percurso, pois achava que se as coisas tivessem sido diferentes, eu seria uma pessoa diferente.

Culpava a minha educação, o sistema, as pessoas que me rodeavam, pois considerava que elas eram responsáveis por aquilo que eu era. Vivia na ilusão, vítima dos acontecimentos.

Aos poucos comecei a ver que tudo aquilo não era a causa daquilo que eu sentia, mas sim o efeito daquilo que acontecia interiormente.

Mudei e as coisas mudaram, mas esse meu percurso continua cá e é isso que me faz ser a pessoa que sou hoje.

Os acontecimentos apenas me condicionam e me limitam se eu permitir que isso aconteça. A minha história foi escrita com a minha perspetiva da altura, mas agora posso reescrever todo aquele enredo à luz de uma nova visão.

Já achei que sabia tudo e que podia ensinar os outros como viver. Fui arrogante ao ponto de pensar que já tinha atingido um patamar que me fazia superior aos outros.

Mas depressa vi que tudo isso era uma outra forma de baixa-autoestima. Umas vezes sentia-me no topo e outras lá em baixo.

Cada dia escrevo uma nova página do percurso que é a minha vida. Cada dia é uma nova aprendizagem, uma nova oportunidade de crescer.

A vida é tão boa que nos dá a todos 24 horas por dia para que possamos usufruir e criar mais daquilo que desejamos.

O poder de mudar, de criar algo diferente está nas minhas mãos.

Se sinto que a minha vida está nas mãos de outros foi porque eu própria a coloquei lá. Já senti bem na pele o que é ver a responsabilidade da minha vida nas mãos dos outros.

Mas também já senti o prazer de criar a minha vida de sonho.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Mudar num estalar de dedos – Reflexões Diárias

Ao contrário do que eu pensava nada é permanente. Nenhum estado, nenhuma situação, nenhuma emoção dura para sempre.

Isso é bom. Naqueles momentos em que me encontro em situações desconfortáveis sei que tudo aquilo é momentâneo. Ou melhor, o que quer que eu esteja a sentir é mutável e por isso não durará para sempre.

Durará apenas o tempo que eu escolher que dure. Posso sair de qualquer estado num estalar de dedos, basta largar.

Os momentos em que me sinto plena também não durarão para sempre. Não significa que a plenitude não é eterna. Significa que à medida que expando a minha consciência o que estou a sentir, aquilo que acredito irá dar lugar a algo novo e isso acontecerá enquanto eu estiver a crescer.

Permitir que a vida flua ajuda-me a ser guiada para as melhores experiências e para que a cada momento eu possa ter os melhores resultados possíveis.

É tão engraçado olhar para trás e ver coisas que não conseguia ver e observar as coisas que sempre quis agora na minha mão.

Posso escolher deixar fluir e isso não significa que as coisas correrão à minha maneira, mas sim que irão correr da melhor forma possível.

Posso escolher estar bem e isso não depende de nada exterior. Aliás o exterior depende daquilo que eu escolho interiormente.

No fundo, a minha responsabilidade é estar bem e quando não estou bem é escolher mudar num estalar de dedos.

Cada segundo que passo “mal” é um segundo de mal-estar que semeio neste mundo, contribuindo para o mal-estar do mundo.

Cada segundo que estou bem é um segundo de bem-estar que semeio neste momento, sendo uma pessoa melhor e criando um mundo cada vez melhor.

A vida acontece num estalar de dedos. Basta aproveitar.

Obrigado por este dia cheio de vida!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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