A vida não está lá… Está aqui!

a vida está aqui

Os objetivos sempre desempenharam um papel na minha vida. Seja a sua ausência, que me levou a um caminho de indiferença em relação à vida; seja o seu “excesso” que me levou a um estado de ansiedade; os objetivos sempre contribuíram para o rumo que fui seguindo ao longo da minha existência.

Durante muito tempo, considerei a vida um constante alcançar de objetivos, na medida em que só estaria a aproveitar realmente a vida se conseguisse atingir o máximo de metas possível, num curto espaço de tempo.

Não importava o que tinha que fazer, fosse controlar, manipular, “pôr a carroça à frente dos bois”… quando atingisse aquilo que tinha programado tudo passava e podia usufruir daquilo que tinha alcançado.

Mas o que realmente acontecia era que mal eu conseguisse por as mãos naquilo que queria, já estava ansiosa de conquistar o “nível” seguinte e assim sucessivamente, nunca apreciando nem o caminho que me levava onde queria ir, nem o destino ao qual chegava.

E quando não conseguia obter o que queria da minha maneira e no tempo que eu programava, ficava de tal maneira ansiosa que mesmo vendo que tudo estava a acontecer da melhor maneira e que se não tinha aquilo num dado momento era porque o momento certo ainda não tinha chegado, duvidava de tudo e bloqueava todo o processo.

Com o tempo, o conceito de que tudo vem ter comigo no momento certo foi se firmando e comecei a expandir a consciência para ter objetivos e largar, ficando a ansiedade e a dúvida de parte.

Mas hoje, no meio de todas as aprendizagens, no meio de objetivos alcançados, no meio de acontecimentos que nunca pensei serem possíveis e que me realizaram mais do que qualquer objetivo, estou a abrir-me para uma nova consciência.

A vida não está lá… Viver não é alcançar objetivos uns atrás de outros, nem mesmo quando  eles são alcançados através do pôr ação e largar.

A vida está aqui, neste momento.

O tempo que passo a definir objetivos, a pensar que quando isto ou aquilo acontecer tudo vai melhorar, é um tempo que não é vivido e que não volta mais.

As melhores coisas da minha vida aconteceram de forma inesperada e mais do que isso: nunca foram objetivos meus. Foram oportunidades que surgiram de onde eu nunca pensaria e que mudaram tudo.

Cada vez que me apeguei a um objetivo, limitei-me a uma possibilidade que conseguia conceber e não permiti que o infinito leque de acontecimentos me fosse apresentando.

Quando deixei ir, tendo apenas na minha mente o abrir-me a todas as possibilidades, foi presenteada com tudo o que era maravilhoso.

Mas agora vem a pergunta: devo largar todos os meus objetivos?

Não, penso que a ideia não será bem essa. Mas em vez de deixar que os objetivos comandem a minha vida, devo apenas usá-los como linhas orientadoras.

Um objetivo pode bem ser como uma chave que abre uma porta. Ao pensar em algo que quero alcançar, agarro na chave. Depois de pôr ação, abro a porta. De seguida basta observar aquilo que se esconde por detrás da porta e aproveitar até ao último segundo tudo aquilo que está reservado para mim.

Mas mais importante que os resultados, que o alcançar de objetivos, está o apreciar cada momento, cada passo da aprendizagem. A vida não está lá… A vida está aqui!

Ângela Barnabé

Dois anos de crescimento…

dois anos de crescimento

Comemoro hoje dois anos que comecei a escrever as reflexões diárias. Quando tomei a decisão de partilhar os meus pensamentos do dia-a-dia através de artigos publicados neste blog, fi-lo com intenção de aprender a lidar com emoções que estavam “presas” dentro de mim.

O medo, a insegurança e a dúvida acompanhavam-me com frequência nas decisões e impediam-me de  viver com entrega e confiança. A baixa-autoestima estava também “por cá” e a busca pela valorização que me pudessem dar interferia com aquilo que eu escolhia.

Quando comecei a escrever não fazia ideia de tudo o que tinha cá dentro; não tinha noção de aquilo que “rodava” no plano de fundo e que tão fortemente agia no que tocava à tomada de decisões em todas as áreas da minha vida.

Com o tempo fui deitando cá para fora e fui vendo coisas que até então achava impossíveis. Fui descobrindo a segurança, a autoconfiança, o amor por mim mesma… Aquilo que estava cá dentro e que “aparecia” de vez em quando e que depressa era tapado por coisas às quais eu dava mais atenção.

Descobri também que a minha partilha foi ajudando algumas pessoas, que por vezes se dirigiam a mim com as suas próprias partilhas e com as suas histórias de crescimento e mudança.

A pessoa que escreveu a primeira reflexão foi dando lugar a outras versões de mim mesma; versões com menos camadas de preconceitos e julgamentos, que se permitiam amar e viver a vida com alegria.

Graças a todo este trajeto sou uma pessoa bem melhor. Pude ver-me de uma maneira diferente, pude aprender a lidar com as minhas emoções de uma forma bem mais saudável, pude, acima de tudo, ver um propósito em tudo ( ou quase tudo) o que vivenciei na minha jornada.

Quando escrevi aquele texto nunca poderia imaginar estar a viver aquilo que estou a viver hoje; nunca poderia imaginar que todos os “bichos de sete cabeças” da altura se iriam transformar em presentes, recheados de crescimento e aprendizagem.

Hoje encerro um ciclo. Escrevi bastantes artigos, partilhei imensos aspetos sobre mim, sobre a minha vida e sobre o meu crescimento.

E com este encerrar de ciclo quero partilhar a minha gratidão por estes dois anos, e por aqueles vinte e um anos, que pavimentaram o caminho que eu hoje palmilho e as aprendizagens que levo hoje no coração.

Obrigado a todos os que leram: os que compartilharam comigo as suas histórias e aqueles que apenas me permitiram compartilhar as minhas.

Obrigado a todos os que fizeram parte do meu dia-a-dia e que para além de serem os ouvintes das minhas histórias, desempenharam um papel crucial nelas.

Obrigado a todos os acontecimentos destes dois anos: os grandes que me trouxeram grandes mudanças e os pequenos que me trouxeram tanto crescimento e tantas reflexões.

Veremos o que este novo ciclo me trará!

Obrigado!

Com amor,

Ângela Barnabé

Comparar-me para quê? – Reflexões Diárias

Tenho refletido sobre a beleza, sobre a imagem de mim mesma e sobre a minha postura em relação aos outros.

Sempre me comparei com os que me rodeavam. Queria ser a melhor em relação aos outros; a melhor aluna, a mais bonita, a mais inteligente…

Começava a sentir-me bem comigo mesma e lá vinha novamente o mal-estar porque olhava à minha volta e havia sempre alguém melhor que eu. Era como estar a competir pelo primeiro lugar e estar sempre a sair e entrar do pódio.

A minha vida era um inferno, pois por muito que eu fizesse, havia sempre alguém que fazia melhor. Nunca era boa o suficiente.

Mas isso tinha que mudar. A minha postura tinha que mudar.

A vida não se trata de ser melhor que todos, mas sim ser o melhor que posso ser.

Se me aceitar, se desenvolver os meus talentos aí eu estarei a ser a melhor: a melhor para mim, para os que me rodeiam e para o mundo.

Todos podemos ser os melhores, pois todos somos únicos. Cada um de nós tem uma história, ideias, sonhos, perspetivas e objetivos diferentes. Cada um de nós desempenha um papel único.

Competir para ser a melhor é negar aquilo que eu sou. É roubar ao mundo uma peça essencial.

É bom crescer com os outros, inspirar-me naquilo que eles emanam e criar na minha vida aquilo que eu quero experienciar.

O facto de alguém ser bonito, não faz de mim menos bonita. O facto de alguém ser inteligente, não me tira a inteligência.

Se eu me ocupasse em desenvolver ao máximo aquilo que sou e se desse espaço aos outros para que fizessem isso mesmo, tenho a certeza que em vez de me sentir limitada ou inferior, iria ver desabrochar algo maravilhoso dentro de mim.

A vida é aquilo que eu quero que seja. Só sendo quem realmente sou e deixando de me comparar com os outros é que permito que as bênçãos venham até mim.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Jogar pelo seguro – Reflexões Diárias

Lembro-me de ser mais pequena e de arriscar sempre. Desafiava-me a participar em atividades em público, arriscava mesmo quando tinha medo.

Mas ao longo dos anos fui perdendo essa postura.

Foi entrando a ansiedade, o medo de cometer algum erro em público, de ser julgada e comecei a fechar-me.

Passei a jogar pelo seguro e a procurar sempre o conhecido.

A vida passava-me ao lado, com todas as oportunidades de usufruir de todas as maravilhas destinadas a mim.

Fui tomando consciência de tudo aquilo que estava a perder. Para o recuperar teria que largar tudo o que era conhecido, abrir mão da zona de conforto e deixar de jogar pelo seguro.

Comecei aos poucos, após alguma resistência, a aproximar-me de todas as barreiras que tinha construído e fui destruindo aquilo que me protegia do desconhecido.

Pensava que me ia sentir indefesa, que todo o “mal” do mundo ia cair sobre mim e que as coisas iam começar a correr mal.

Mas não foi isso que aconteceu.

Pensava que me estava a proteger, mas estava na verdade a trancar-me com o meu pior inimigo: os meus pensamentos.

Toda aquela imagem que eu tinha do mundo era uma ilusão criada por todos os meus medos. O jogar pelo seguro era na verdade fugir daquilo que eu mais queria: viver.

Os melhores momentos na minha vida foram  aqueles em que arrisquei e todo o sofrimento de alguns momentos “arriscados” foi causado pelo facto de pensar em vez de agir, controlar em vez de viver.

Todas as possibilidades estão no mesmo lugar.

Posso escolher o “de sempre” e viver todos os dias o mesmo, sem crescimento, apenas com estagnação, ou então escolher o novo e ter a certeza que irei ter sempre o melhor possível à minha disposição.

É só dar o primeiro passo que a vida encarrega-se do resto.

Obrigado por este dia repleto de vida!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Procurar a beleza – Reflexões Diárias

Há alguns dias atrás comentei aqui por casa que durante muito tempo eu queria pertencer àquele grupo de pessoas com uma beleza estonteante. Queria ser daquelas raparigas que “faziam parar o trânsito”.

Achava que para me sentir bonita deveria ter determinadas características e como nasci sem elas, estava condenada a sentir-me mal com a minha aparência.

Depois refleti sobre o conceito de beleza e sobre a prisão que o padrão de beleza é ( o livro A Ditadura da Beleza aborda muito bem este assunto). Comecei então a procurar a beleza em tudo o que vejo e a libertar-me daquela ideia que eu tenho relativamente ao que é belo.

Procurei ver a beleza em todos com que me encontrava e de facto encontrei-a.

O corpo que eu tenho é resultado da pessoa que eu sou e é exatamente aquilo que preciso para desempenhar a minha missão aqui na Terra.

Passei muitas horas em frente ao espelho a apontar todas as “falhas” que via em mim. Lembro-me de odiar todas as raparigas que tinham o corpo que eu queria ter.

Mas isso apenas me levou a mais sofrimento. É importante amar-me e aceitar-me como sou.

O meu corpo é o meu melhor amigo e odiá-lo é uma grande estupidez.

Tem sido cada vez mais fácil olhar para o meu corpo com amor e deixar de perseguir uma imagem de beleza que a sociedade tem.

O engraçado é que eu achava que era a sociedade que impunha esse padrão, mas era eu que todos os dias incutia aquela ideia a mim mesma.

Quanto mais amo o meu corpo como é, menos noto essas “falhas” e vejo quanto elas contribuem para que eu seja a pessoa perfeita que sou.

Obrigado por este dia repleto de beleza.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

A minha realidade – Reflexões Diárias

Após estes dois dias de pausa nas reflexões, aqui estou eu para mais uma partilha sobre o meu dia e sobre o que me tem passado pela mente.

Desde há uns tempos para cá tenho visto o quanto as minhas emoções interferem com a forma como a minha vida se desenrola.

É cada vez mais rápido “colher aquilo que semeio”, ou seja, sinto que mais rapidamente é materializado um determinado acontecimento.

Um medo, uma preocupação; uma expectativa, um sentimento de gratidão, tudo isto acontece num estalar de dedos.

É importante estar sempre atenta àquilo que penso e sinto e ter consciência que se existe alguma resistência, algum incómodo ou ansiedade significa que eu não estou bem.

Sou eu quem escolho a minha realidade e por muito que eu possa pensar em justificações, a verdade é que aquilo que eu experiencio é 100% responsabilidade minha.

Não interessa saber o momento em que eu escolhi determinada consciência ou o que motivou  essa escolha.

O que é realmente importante é a consciência de responsabilidade perante aquilo que está presente na minha realidade e que é essa responsabilidade que me dá o poder de mudar.

O facto de ser responsável é a única forma de mudar. Quando assumo que sou responsável, tudo se alinha e as oportunidades de mudança aparecem. Aliás no momento em que tomo consciência que fui eu quem criou o que estou a viver, o primeiro passo para a mudança está dado.

2017 foi um excelente ano por isso mesmo. Responsabilizei-me pela minha vida e imediatamente vi a diferença.

Mesmos nos momentos em que me sinto tentada a justificar há sempre aquela voz que me relembra que se estou eu a colher, fui eu quem semeei.

A partir do momento em que vi a vida desta perspetiva, já não deu como voltar atrás.

Abriu-se a porta para uma nova realidade.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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