Trabalhar o medo e a insegurança – 134 de 365

Hoje refleti sobre o quanto eu deixei que o medo e a insegurança limitassem a minha vida.

Eu deixei de falar em público, por exemplo, porque, pensava eu, as atitudes que outras pessoas tiveram em relação a mim me deixaram desmotivada e por isso era preferível ficar calada.

Mas, lembrei-me de um episódio da minha vida em que fui convidada a falar sobre um tema em frente a algumas pessoas e misteriosamente fiquei rouca e não podia sequer dizer uma frase. Recordo-me de me sentir aliviada por não poder falar e de sentir que de uma certa maneira, fui eu que provoquei a minha rouquidão.

O convite para falar foi-me feito porque viram o meu potencial e eu aceitei-o porque era algo que eu gostava de fazer.

Mas deixei o medo entrar. Comecei a pensar naquilo que poderia correr mal e no meio de tanta coisa preferi não passar pela situação, nem trabalhar o meu medo e a minha insegurança.

Achava que isso tinha sido um episódio isolado, mas a verdade é que foi um inicio de um ciclo. Quanto mais deixei de fazer, mais medo fui tendo.

É essencial trabalhar o medo e a insegurança, quando me deparo com eles, ainda que isso me seja desconfortável.

Há que agir apesar do medo, porque senão, mais cedo ou mais tarde, o único motivo das minhas ações será o medo e não a vontade e a alegria de viver.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Dawid Zawiła on Unsplash

Tudo passa… – 27 de 365

Hoje pensei na duração das coisas que acontecem. Já tive diversas fases na minha vida; umas boas, outras que não me trouxeram coisas muito agradáveis. Mas tudo passou… Quando dei por isso os momentos tinham-se transformado noutros e aquilo que eu achava permanente tinha-se metamorfoseado.

Ao pensar nisso, tomei consciência da importância de aproveitar cada momento, cada aprendizagem, cada experiência.

A resistência que eu tinha ao meu passado e aos momentos que me trouxeram sofrimento, impedia-me de largar aquilo que sentia e transformar tudo aquilo numa aprendizagem e num trampolim para o crescimento.

A negação àquilo que estava acontecer impedia-me de mudar a minha postura e perpetuava o que eu estava a experienciar.

Nunca poderia imaginar estar onde estou neste momento nem a forma como chegaria até aqui hoje.

Amanhã celebro 22 anos e sinto que neste último ano estabeleci uma melhor relação comigo mesma. Trabalhei a aceitação daquilo que fui e daquilo que sou e isso libertou-me de uma grande pressão.

Provavelmente daqui a um ano estarei a ver tudo isto de uma forma diferente. Aquilo que eu considero “bom” agora no futuro poderá não ser assim tão “bom”.

A mudança acontece de uma forma tão subtil e faz que com que coisas tão notáveis aconteçam. É só deixar fluir que tudo passa!

Obrigado por este dia maravilhoso!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Colby Thomas on Unsplash

Holler Box

Pin It on Pinterest