A vida é entusiasmo – 280 de 365

entusiasmo

Quando eu era criança via tudo com entusiasmo. Cada dia era encarado na expectativa do que poderia acontecer. Os dias pareciam infinitos e o tempo parecia nunca mais passar.

Mas à medida que foi crescendo fui criando conceitos em relação à vida que apenas me trouxeram sofrimento. Fui criando medos, inseguranças e fui construindo uma barreira entre mim e o mundo, fechando-me numa bolha.

Fazer coisas novas assustava-me. Sonhar era motivo de ansiedade porque começava a pensar em todo o caminho que existia entre mim e o meu objetivo e vinham à minha mente pensamentos de tudo o que podia correr mal.

A minha vida resumia-se a medo, culpa, ansiedade… Aquilo que eu considerava alegria era na verdade euforia que depressa se transformava em depressão.

Quando comecei a ver a luz ao fundo do túnel pensei que um dia iria acordar e como por magia toda a insegurança iria ser substituída por confiança e que magicamente todos os meus problemas iriam ser resolvidos.

Mas as coisas não acontecem assim.

Tenho experimentado momentos mágicos em que sou inundada de confiança e em que sinto o entusiasmo causado pela expectativa do que a vida me irá trazer.

Mas isso acontece porque eu assim o decidi. Acontece porque sempre que sinto a tendência para duvidar eu escolho confiar. Acontece porque apesar de ainda tentar adiar a mudança, eu escolho abrir-me ao novo e deixo que a vida me guie.

A vida é entusiasmo. Se eu não o sinto é porque o enterrei debaixo de todos os conceitos que o impedem de se fazer aparecer na minha vida.

Mas eu posso escolher deixar o entusiasmo entrar e apreciar todas as belezas que a vida me traz, principalmente aquela que mais me tem dado satisfação: o meu crescimento e a mudança que tenho feito até aqui.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Permitir o fluxo criativo – 274 de 365

fluxo

Como já escrevi muitas vezes, uma das tarefas que mais me tem despertado reflexões e que mais aprendizagens me tem trazido é a cozinha, mais especificamente a parte da doçaria.

Nos últimos tempos, as atividades da Casa Escola têm proporcionado uma grande oportunidade para desenvolver a minha criatividade na cozinha e com a ajuda de todos têm sido servidas grandes delícias.

Muitas vezes (talvez mesmo todas), aquilo que tinha na minha mente para “construir”, como por exemplo um bolo, não saem como eu esperava e tenho que mudar a forma como estou a levar as coisas.

É um desafio conceber uma receita, combinando a minha experiência  com a de outros e depois ir adaptando as coisas à medida que vão acontecendo.

Quando deixo fluir, é uma diversão todo o processo, aprendo muito e acabo com um resultado muito melhor do que poderia imaginar. Mas quando resisto, as coisas correm “mal” e acabo com um desastre.

Se transportar este raciocínio para a minha vida no geral, vejo que é também assim que acontece.

Eu tenho um objetivo e com o percurso que me leva até ele, aprendo com as experiências, com aquilo que os outros vão partilhando e quando chego ao destino final sou uma pessoa mais “crescida” com o resultado muito melhor do que o inicialmente imaginado.

Enquanto na cozinha me delicio com os sabores e com todos os processos, na vida delicio-me com o apreciar dos momentos e de todas as aprendizagens que a vida me traz. É só permitir o fluxo criativo!

Obrigado!

Ângela Barnabé

Cada um pode fazer a diferença – 174 de 365

diferença

A ideia de fazer do mundo um sítio melhor foi algo que sempre me agradou. Mas, para considerava isso uma tarefa quase impossível.

Como é que eu podia fazer o mundo um lugar melhor se não conseguia acabar com a pobreza? Ou com a fome?

Parecia uma tarefa monstruosa, mas hoje, com uma consciência mais expandida que na altura consigo achar possível que isso aconteça.

Não se trata de mudar os outros, nem de passar a vida a lutar contra a forma como as coisas funcionam… Trata-se de em primeiro lugar mudar eu mesma.

Se eu escolher ser amor em vez de medo, se eu escolher a aceitação em vez da resistência, sou uma pessoa que escolhe estar bem. Em vez de estar a contribuir para uma onda de pessoas em sofrimento, contribuo para uma onde de pessoas em bem-estar.

A partir de essa postura de bem-estar posso realmente ajudar os outros e tomar decisões com base no amor em vez de serem com base na luta.

Já tentei mudar aspetos lutando contra eles e o resultado foi cansaço e nenhuma mudança real.

Mas quando a mudança foi resultado da aceitação e da responsabilização, as coisas foram bastante diferentes.

Cada um pode fazer a diferença. Basta eu decidir qual é a diferença que quero ver e ser eu mesma essa diferença para a mudança acontecer.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Trabalhar o medo e a insegurança – 134 de 365

Hoje refleti sobre o quanto eu deixei que o medo e a insegurança limitassem a minha vida.

Eu deixei de falar em público, por exemplo, porque, pensava eu, as atitudes que outras pessoas tiveram em relação a mim me deixaram desmotivada e por isso era preferível ficar calada.

Mas, lembrei-me de um episódio da minha vida em que fui convidada a falar sobre um tema em frente a algumas pessoas e misteriosamente fiquei rouca e não podia sequer dizer uma frase. Recordo-me de me sentir aliviada por não poder falar e de sentir que de uma certa maneira, fui eu que provoquei a minha rouquidão.

O convite para falar foi-me feito porque viram o meu potencial e eu aceitei-o porque era algo que eu gostava de fazer.

Mas deixei o medo entrar. Comecei a pensar naquilo que poderia correr mal e no meio de tanta coisa preferi não passar pela situação, nem trabalhar o meu medo e a minha insegurança.

Achava que isso tinha sido um episódio isolado, mas a verdade é que foi um inicio de um ciclo. Quanto mais deixei de fazer, mais medo fui tendo.

É essencial trabalhar o medo e a insegurança, quando me deparo com eles, ainda que isso me seja desconfortável.

Há que agir apesar do medo, porque senão, mais cedo ou mais tarde, o único motivo das minhas ações será o medo e não a vontade e a alegria de viver.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Dawid Zawiła on Unsplash

Tudo passa… – 27 de 365

Hoje pensei na duração das coisas que acontecem. Já tive diversas fases na minha vida; umas boas, outras que não me trouxeram coisas muito agradáveis. Mas tudo passou… Quando dei por isso os momentos tinham-se transformado noutros e aquilo que eu achava permanente tinha-se metamorfoseado.

Ao pensar nisso, tomei consciência da importância de aproveitar cada momento, cada aprendizagem, cada experiência.

A resistência que eu tinha ao meu passado e aos momentos que me trouxeram sofrimento, impedia-me de largar aquilo que sentia e transformar tudo aquilo numa aprendizagem e num trampolim para o crescimento.

A negação àquilo que estava acontecer impedia-me de mudar a minha postura e perpetuava o que eu estava a experienciar.

Nunca poderia imaginar estar onde estou neste momento nem a forma como chegaria até aqui hoje.

Amanhã celebro 22 anos e sinto que neste último ano estabeleci uma melhor relação comigo mesma. Trabalhei a aceitação daquilo que fui e daquilo que sou e isso libertou-me de uma grande pressão.

Provavelmente daqui a um ano estarei a ver tudo isto de uma forma diferente. Aquilo que eu considero “bom” agora no futuro poderá não ser assim tão “bom”.

A mudança acontece de uma forma tão subtil e faz que com que coisas tão notáveis aconteçam. É só deixar fluir que tudo passa!

Obrigado por este dia maravilhoso!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Colby Thomas on Unsplash

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