fazer a diferença

Eu pensava que para fazer a diferença eu tinha que ser especial. Não podia ser igual aos outros, tinha que me destacar, tinha que fazer com que reparassem em mim.

Então passava uma grande parte do tempo tentando ser algo de destaque na vida das pessoas, fazendo coisas para agradar, pondo máscaras, fingindo ser algo que não era, para que eu me sentisse especial, para que sentisse que tinha valor.

No fundo, ao procurar fazer a diferença eu procurava sentir-me a fazer parte. Fosse na minha família, no meu grupo de amigos… Queria que gostassem de mim porque tinha uma baixa autoestima, mas também queria sentir que o meu tempo de vida era utilizado para algo útil para a humanidade.

Para fazer a diferença só preciso de ser eu própria. Isto não é nenhuma novidade nem nada que já não tivesse sido dito milhares de vezes por diferentes pessoas ao longo da história, mas às vezes é preciso relembrar.

A minha experiência é única. As minhas escolhas, as minhas situações para trabalhar, aquilo que eu decido experienciar fazem de mim alguém diferente de qualquer pessoa.

Cada vez que eu escolho estar bem eu estou a fazer a diferença. Faço a diferença para mim e para toda a humanidade, porque mais uma célula deste planeta fica bem.

A busca de ser diferente e especial apenas me faz mais comum e apaga aquilo que é a minha essência.

Quanto mais tomo consciência que cada um de nós tem uma missão a desempenhar e que o objetivo não é ser melhor que ninguém, mas sim uma pessoa melhor para mim mesma, alguém com quem eu posso contar e que em vez de se focar em dificuldades cria soluções, mais me apercebo da importância que cada um de nós desempenha neste planeta.

Eu faço a diferença quando sou eu mesma, quando me sinto bem e quando escolho ser feliz.

Obrigado!

Ângela Barnabé

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