fazer o que é preciso

Na maior parte das vezes, durante a minha vida eu quis seguir a minha vontade, fazer aquilo que eu queria. Tentava resolver os problemas com a minha mente e da mesma maneira que os criava: com o meu raciocinar.

Mas nessas situações o que eu tinha de fazer não era o que eu queria, mas sim o que era preciso.

Se eu sinto medo de fazer alguma coisa, a minha vontade é fugir e evitar ao máximo a situação. Mas, para me libertar do medo o que eu preciso fazer é aquilo que eu mais temo.

Muitas vezes ouvi dizer que tinha de fazer apenas o que eu gostava porque só assim podia ser feliz.

Mas hoje vejo que tenho de gostar de tudo o que faço e que por vezes são aquelas coisas me “mexem” na minha zona de conforto que são as linhas de orientação a seguir.

Eu não estaria neste momento a escrever este texto se para além de fazer o que queria, não tivesse feito o que era preciso: lidar com medos, tomar decisões e ir aprendendo a lidar com a minha tendência para ficar na zona de “conforto”.

Se ainda adio o que tenho de fazer? Sim, ainda o faço. Mas sei que é uma questão de tempo até ao momento em que terei de mudar aqueles aspetos, lidar com aquele medo ou tomar aquela decisão.

Quanto mais adio, mais me engano a mim mesma.

Obrigado!

Ângela Barnabé

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