fechar-me ao mundo

Cada vez mais me apercebo do quanto eu me fechei às pessoas e ao mundo. Vejo o quanto eu me fecho dentro de barreiras, que eu própria criei para não sofrer, mas que apenas me fizeram sofrer mais.

Sempre olhei para as pessoas que agiam de forma espontânea com muita admiração. Questionava a facilidade com que algumas pessoas que eu conhecia lidavam com imprevistos.

Parecia um mundo à parte, mundo do qual eu muito dificilmente eu seria um membro.

Comecei a ver que era eu quem me separava dessas pessoas, porque eu preferia ter razão e viver segundo o meu controlo do que me entregar à vida e ser realmente feliz.

Nos momentos em que se “faz luz” ( e esses momentos são cada vez mais) consigo sentir-me a fazer parte deste maravilhoso universo e sou mais uma dessas pessoas que dança com a vida, em vez de lutar contra ela.

Ainda resisto e ainda me tento proteger dentro da minha muralha, mas lá fico eu sozinha, ansiosa e a deixar passar a vida ao lado.

A única coisa que eu devo “temer” sou eu mesma: a minha tendência para querer as coisas à minha maneira, a minha vontade de querer ter razão ainda que isso me leve à destruição; é isso que eu devo temer.

Quanto à vida a única coisa que devo fazer é abraçá-la e agradecer-lhe…

Obrigado!

Ângela Barnabé

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