fazer a minha parte

Quando comecei a tomar consciência da loucura ou da ignorância que movia muitas das minhas ações e que no fundo movia as ações dos outros, fiquei zangada.

Zangada comigo, com o mundo, com o sistema, com  a educação vigente. Comecei a atirar opiniões para todos os lados e a achar que toda a gente tinha que mudar e passar a pensar como eu.

Ficava indignada quando via, por exemplo, fazer a alguma criança algo que me tinha levado a criar uma limitação.

Com o tempo fui tomando consciência de que o facto de eu lutar contra algo apenas o fazia crescer e que em vez de estar a contribuir para uma mudança naquilo que ia acontecendo, estava perpetuando aquilo que tanto queria evitar e eliminar.

Eu identifiquei algo que não fazia sentido na minha vida e que apenas me trazia mal-estar. Nesse momento a única ação a tomar é aceitar e agradecer toda a experiência que isso me trouxe.

Depois, devo mudar a minha postura e a minha consciência para que eu não perpetue esse comportamento.

Em vez de lutar tenho que fazer a minha parte e com toda a experiência que adquiri, ser um farol para aqueles que também despertam para uma nova visão.

Cada vez que resisto contribuo para uma onda de resistência. Mas quando faço a minha parte (estar bem) contribuo para a onda de mudança.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Adrien Gonin on Unsplash

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