Sempre procurei a maneira certa de fazer as coisas. O intuito desta procura não era dar o meu melhor quando desempenhava alguma tarefa, mas sim garantir que não cometia nenhum erro. Isso levava ao controlo, ao perfecionismo e ao medo de errar.

Entretanto descobri que esta minha forma de agir não me era favorável de maneira nenhuma, pois perdia mais tempo a analisar qual seria a maneira certa de fazer as coisas, em vez de passar à ação e realmente fazer alguma coisa.

Passei então a agir de forma a fluir com o acontecimento. Fazia alguma coisa, o resultado era favorável então criava uma espécie de base de dados com todas as formas bem sucedidas de fazer determinadas coisas.

Apesar deste novo método ser um pouco melhor que o primeiro ainda deixava algo a desejar, porque aquilo que eu achava ser fluir era apenas momentâneo, pois de novo entrava o controlo.

Hoje, tento outra abordagem: de acordo com a forma como a situação se apresenta e desenrola, assim eu vou decidindo como agir. Ainda que por vezes surja a tendência para controlar, tenho notado que ao fazer as coisas decidindo apenas no momento como irei agir, é algo que corre sempre bem.

As coisas estão sempre em mudança. Aquilo que funcionava muito bem há uma semana atrás pode deixar de funcionar hoje. Porquê? Penso que o factor que mais determina a mudança é a consciência.

Se eu me proponho a ser melhor a cada dia que passa, isso significa que todos os dias liberto conceitos que até agora não me traziam bem-estar.

Se liberto conceitos, estes têm que ser substituídos por outros, e como o foco é o crescimento constante, os novos conceitos só podem ser cada vez mais de acordo com a minha verdadeira natureza.

Então a maneira certa de agir será crescer a cada dia que passa e em cada momento decidir consoante as circunstâncias e principalmente consoante a consciência do momento.

Ou será que existe outra maneira certa?

Obrigado por este dia cheio de decisões.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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