Estão a ver aquelas pessoas complicadas que de uma coisa bastante simples conseguem criar uma grande complicação? Eu sou uma dessas pessoas.

Sou uma profissional em complicar, em pensar de mais e em gastar mais tempo a pesar as opções do que em agir.

Para mim viver era complicado. Tinha que medir cada ação, cada consequência e todas as possibilidades que poderia conceber antes de tomar uma decisão, pois senão o pior podia acontecer e eu não estaria preparada.

Era uma luta e por vezes ainda me sinto transportar para essa forma de agir. Fazia da vida uma complicação tal que por muito que me tentassem ajudar a descomplicar apenas complicavam ainda mais.

Tenho trabalhado a aceitação desses meus traços, pois o tempo que gastei a rejeitá-los apenas os “agravou” mais.

Tudo é tão simples quando eu permito que o seja. Os conceitos, o controlo e a falta de confiança impedem que o fluxo aconteça.

A questão que me coloco muitas vezes é até que ponto quero descomplicar. Se é isso que eu realmente almejo, peço ajuda, sigo sugestões e tudo começa a fluir.

Se ainda quero continuar a ter razão e a achar que é assim que devo viver nem vale a pena tentar qualquer mudança.

A mudança começa no momento da decisão. Depois da decisão tomada, tenho que pôr ação e ser coerente com aquilo que pretendo alcançar.

A vida é bem mais descomplicada agora e é cada vez mais fácil ver o quanto eu faço “tempestades em copos de água”.

Obrigado por este dia repleto de simplicidade!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Sean Pierce on Unsplash

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