Às vezes as coisas parecem complicadas. Bichos de sete cabeças, que irão demorar muito tempo a ultrapassar e que exigirão muito esforço da minha parte para que tudo fique resolvido.

No fundo a situação em si não é complicada. Mas, em vez de deixar as coisas fluírem, e à medida que tudo se desenrola eu vou decidindo o que fazer, escolho pré-ocupar-me e tentar adivinhar, dentro das possibilidades que tenho na mente, aquilo que terei que decidir.

Então começo a ficar com medo e ansiosa, pensando em todos os passos que tenho que dar, e perco a vontade de resolver a situação ou de, por exemplo, desenvolver um projeto.

Nestes últimos dias tenho tentado uma abordagem diferente. Deixo que as situações apareçam e apenas no momento em que tenho que tomar uma decisão é que penso no que tenho em mãos.

Por exemplo, alguém me convida para almoçar na semana que vem. Hoje, estando um pouco cansada não estou inclinada para responder afirmativamente ao convite. Mas depois penso que seria bom sair e passear. E lembro-me que tenho trabalho para fazer e se calhar é melhor ficar em casa… E assim continua a cadeia de pensamentos.

Hoje não me serve de nada tomar decisões, pois ainda não tenho todas as informações para que uma decisão seja tomada da melhor forma possível. No momento de confirmar a minha presença no almoço será a melhor altura para decidir e só nessa altura poderei escolher de forma consciente e responsável.

A cada momento sou uma pessoa diferente. Vou recolhendo informações, aprendendo com a vida e tudo isso contribui para que eu possa tomar melhores decisões.

Não decisões certas ou erradas, mas sim decisões com base naquilo que realmente me faz sentir bem e que estejam em harmonia com aquilo que sou.

A melhor forma de garantir que isso aconteça é estar bem e viver o momento presente.

Obrigado por este dia fantástico.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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