rebentar da bolha

O ano de 2018 tem sido ótimo para me fazer trabalhar a imagem que tenho de mim mesma.

Com medo do que os outros pudessem pensar de mim, com medo que não gostassem da pessoa que eu sou, fechei-me numa bolha, querendo proteger-me do mundo exterior. Isso fez com que a imagem que eu tenho de mim mesma fosse bastante limitada.

Nenhum comportamento em mim permitia que alguém desse algum parecer sobre aquilo que eu era, a forma como agia ou a forma como me apresentava aos outros.

Sempre que tinha a sensação que alguém estava a ver algo mais do que eu queria que fosse visto, eu tentava cortar qualquer ligação que tinha com essa pessoa, com medo que as coisas saíssem ainda mais do meu controlo.

A verdade é que os outros sempre teceram as suas opiniões sobre mim e sempre viram um lado de mim para o qual eu estava cega. Aquilo que eu conseguia fazer era impedir que as perceções dos outros chegassem até mim.

Ao longo deste ano, este meu comportamento foi posto em causa em diversas situações e de maneiras diferentes.

Ainda não aconteceu o “rebentar da bolha” mas eu sei que, mais cedo ou mais tarde, serei “confrontada” com cada vez mais perspectivas de mim mesma. E ainda bem porque é  no momento em que eu ponho o pé fora da bolha que eu começo realmente a viver.

É nesse momento que eu deixo cair as máscaras e que me permito sentir realmente a vida e tudo o que ela me traz.

Obrigado!

Ângela Barnabé

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