saborUltimamente tenho experimentado fazer em casa coisas que normalmente compraria, principalmente a nível alimentar.

Tenho ficado surpreendida com o sabor das coisas, porque naturalmente é bem diferente do sabor dos alimentos comprados.

Posso dizer que o sabor “real” do pão, por exemplo, será daquele que eu cozi em casa, uma vez que apenas tem os ingredientes que supostamente deveria ter.

Isto despertou-me para uma reflexão.

Durante muito tempo a vida tinha um sabor amargo e injusto. Os “ingredientes” que eu usava não eram os melhores e a receita que eu seguia já tinha passado à história.

Um dia foi-me mostrado uma nova receita e uma nova lista de ingredientes e então pude saborear a verdadeira vida. Ou melhor tive acesso a algo muito mais “saboroso” do que poderia imaginar.

Como apenas tinha consciência do medo, só poderia encontrar medo. O amor deixava-me um sabor amargo na boca. A felicidade era temporária e dependia do exterior.

Mas hoje, como atualizei o conceito tanto da vida como dos conceitos de amor, felicidade, responsabilidade, etc…. já posso criar algo que realmente me deixe satisfeita.

Hoje é a centésima reflexão de 2018 e posso afirmar que escrever estas reflexões tem contribuído muito para o meu crescimento.

Algumas reflexões deixam-me mais “orgulhosa” porque sinto que naquele dia fui capaz de me transportar para um determinado estado de espírito. Mas naqueles dias em que escrevi sobre temas que me “incomodavam” mais, pude aprender com as experiências e alcançar os objetivos pretendidos com estas reflexões: partilhar todos os momentos do meu crescimento.

A vida é aquilo que eu faço dela e à medida que vou descobrindo novos ingredientes e novas receitas, a vida vai se tornando mais doce e mais agradável.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Erik-Jan Leusink on Unsplash

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