para que algo mude eu tenho que mudar

Durante muito tempo iludi-me com a ideia de que poderia mudar aqueles que me rodeavam, para que as coisas na minha vida mudassem. Focava-me no exterior, naquilo que devia ser alterado na minha realidade, para que eu pudesse ser realmente feliz.

Mas a verdade é que a minha vida e a realidade que experiencio são reflexos de mim mesma. Para que algo mude eu tenho que mudar. E ao contrário do que se possa pensar esse processo de mudança é  algo profundo.

Não basta mudar rotinas, mudar de casa, emprego ou alimentação; aliás às vezes essas mudanças são formas de fugir ao fazer aquilo que é preciso. É preciso mudar a postura e a consciência em relação à vida.

É uma mudança que abana a estruturas, que muitas vezes traz à tona aspetos que querem ser mantidos escondidos. É uma mudança que deixa irreconhecível quem por ela passa.

Muitas vezes tentei abordar esta transformação com superficialidade, procurando alterar apenas aquilo que me interessava, mas esse caminho não me levou longe.

Hoje enquanto escrevo esta texto penso em toda a mudança que se operou nestes 6 anos da minha vida. Por um lado vejo a minha resistência e todo o sofrimento que ela causou; por outro vejo a beleza de todo um processo de metamorfose que me levou a ser quem sou hoje.

Quem sabe o que o futuro reserva e as mudanças que ainda estão por vir.

Grata por este dia repleto de mudança,

Ângela Barnabé

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