quem realmente sou

Muitas vezes achei que tinha que encontrar quem eu realmente era. Que existia uma definição de mim mesma e que ao tirar camadas de preconceitos, de medos, inseguranças e de tantas outras coisas iria encontrar a verdadeira “Ângela”.

Aí iria encontrar o que me faria feliz, iria encontrar o que fazia sentido para mim, a minha missão, e que tudo se iria alinhar perfeitamente, permitindo-me viver uma vida plena e satisfeita.

Mas cheguei à conclusão que isso é uma perda de tempo.

É importante observar-me em cada momento; estar atenta àquilo que sinto e procurar agir sempre em sintonia com aquilo que quero vivenciar e com aquilo que faz sentido para mim.

Mas não existe uma definição certa e verdadeira de mim mesma. Existe um corpo que é influenciado por aquilo que eu sou; existem traços a ser melhorados, através da responsabilização e de um olhar consciente daquilo que me rodeia.

Mas uma versão de mim mesma a alcançar, uma imagem “perfeita” criada por mim que supostamente irá suprir as minhas necessidades e que vai mudar a minha vida não existe.

Eu sou aquilo que sou neste momento.

Aquilo que fui no passado foi o melhor que pude ser, dada a minha consciência na altura. Aquilo que serei no futuro ( se é que esse futuro irá acontecer) é uma junção daquilo que escolho ser no momento presente e aquilo que eu decidir, consoante aquilo que vier a vivenciar.

Se eu estiver atrás de uma imagem daquilo que poderei vir a ser, não estarei a apreciar aquilo que me está a ser apresentado no momento e não estarei a aplicar o amor incondicional que busco sempre viver ( e que raramente consigo praticar).

Quem realmente sou é quem me permito ser no único momento em que isso é possível: Agora!

Grata por este dia maravilhoso,

Ângela Barnabé

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