Tenho reparado que muitas vezes vou buscar a Ângela do passado para o momento presente.

Vou explicar melhor: neste momento sou uma pessoa diferente do que era, estou mais segura e confiante e sinto-me melhor do que nunca.

Mas, ao deparar-me com uma situação já conhecida, tenho a tendência de me comportar como fazia antigamente.

Em vez de escolher agir de forma diferente, consoante a minha consciência do momento, vou buscar aquilo que sentia no passado perante a situação do presente e ajo de acordo com crenças já desatualizadas.

Tenho identificado este comportamento nos últimos tempos e suspeito que o faça há mais tempo.

Tomar consciência disto é crucial para mudar. Cada vez que me apercebo que estou a agir com base no medo ou na culpa, ou que deixo que as situações ditem como eu me sinto, lembro-me a mim mesma que há outra opção.

A forma como eu me vejo é que importa. Já me vi como alguém inseguro e isso criava insegurança em mim. Mas também já me vi como alguém seguro e se o fiz uma vez, poderei fazê-lo sempre.

Tenho praticado a aceitação daquilo que sou e isso tem-me permitido mudar os aspetos em mim que criavam resultados que eu não queria obter.

Vai nascendo uma nova Ângela, mas se eu não a “alimentar”, se eu não criar todas as condições para que ela prospere, ficará sempre na sombra.

É uma questão de me permitir ser a pessoa que quero ser. Se me consigo conceber como alguém confiante que flui com a vida e se isso não acontece é porque eu impeço que isso seja uma realidade.

Estou a terminar este ano como uma pessoa completamente diferente daquilo que era no início deste ano.

Permiti que a mudança acontecesse, aceitei o meu percurso e fui para mim o ser amoroso que sempre quis que fossem para mim.

Obrigado!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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