Sempre ouvi dizer que o conhecimento não ocupa lugar. Pensava que quanto mais conhecimento eu tinha, melhor eu podia tornar a minha vida. Então comecei a acumular conhecimento, mas a minha vida não melhorava.

Sabia o que devia dizer, o que devia pensar, como me devia sentir, mas ainda assim a vida não fluía como devia.

Então comecei a prestar atenção a mim mesma.

Eu sabia que me devia sentir segura, mas no fundo faltava-me a confiança. Sabia que devia pensar no melhor que podia acontecer, mas não deixava de me focar no pior.

Do saber para o fazer vai uma grande distância. Aliás, saber sem fazer não vale nada.

Por exemplo, eu quero ir a Lisboa. Sei que tenho que procurar o melhor meio de transporte para me deslocar. Sei que tenho que me preparar para sair. Mas continuo sentada no sofá. Saber o que quero fazer não me adiantou de nada, pois ainda estou sentada no sofá à espera de chegar a Lisboa.

Saber o que é necessário fazer nunca mudou a vida a ninguém.

É necessário decidir. É necessário dar o primeiro passo.

Dei muitas vezes por mim a enumerar mentalmente aquilo que eu queria fazer; dei por mim a projetar a imagem de uma Ângela segura e confiante, mas depois o que é que eu fazia?

Nada! Sabia o que era a melhor coisa a fazer, falava sobre isso e quando era a altura de agir, aquilo que eu verdadeiramente sentia aflorava e pronto, o conhecimento era esquecido.

Não estou a dizer que só posso falar de coisas que faço 100% do tempo, porque ainda existem (muitos) momentos em que me deixo levar pela aparência.

Estou a realçar que falar de uma coisa e fazer outra é uma forma de autodestruição. Porque no fundo eu não engano os outros, eu tento enganar-me a mim mesma.

Porque eu sei o que penso, sei o que sinto e sei o que faço. Se todos estes três pontos não estiverem em harmonia, não passa tudo de uma mentira?

Obrigado por este maravilhoso dia!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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