Seja o que o Universo quiser

Apesar de eu não poder controlar aquilo que acontece e a forma como as coisas se desenrolam, a minha postura influencia os resultados das situações e a maneira como lido com aquilo que me é apresentado.

Se eu não estiver atenta àquilo que vou pensando e às emoções que vou tendo com o desenlace do dia-a-dia, arrisco-me a estar a semear coisas que não quero colher, e na maioria das vezes, a controlar e a manipular.

Toda a ansiedade que eu possa sentir é causada pela falta de confiança na vida, que me leva a procurar ter as coisas à minha maneira para que tudo “corra bem”. O problema é que eu não sei o que é o melhor nem o que é correr bem, senão não tinha chegado ao ponto que cheguei na minha vida.

E se por um lado tenho uma voz que me diz que as coisas têm que acontecer de uma maneira para que tudo esteja bem, existe outra que sabe que não é bem assim e que duvida da minha capacidade de escolher o que é “bom”. E existe ainda outra que independentemente do que eu escolha fazer, arranja sempre algo que poderia ter sido feito de uma forma diferente.

Uma solução para calar todas as vozes e deixar de querer ter as coisas à minha maneira é pensar ( e às vezes dizer mesmo em voz alta): Seja o que Universo quiser (ou Deus ou a vida, ou qualquer outra entidade que eu possa considerar superior).

O que é que esta frase faz? Primeiro não me permite pensar na vasta gama de possibilidades que podiam ou deviam acontecer porque não é a minha vontade que está em jogo, mas sim a de algo que com certeza tem uma visão bem superior e melhor daquilo que é bom para mim.

Depois, responsabiliza-me porque só após desempenhar o meu papel, ou seja, pôr ação e largar, posso delegar o resto do processo ao responsável seguinte, que neste caso é a Vida, o Universo, Deus, etc…

Grata por este dia repleto de alegria,

Ângela Barnabé

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