sempre à procura

Muitas vezes reclamei das coisas que me eram trazidas pela vida. Achava que não tinha aquilo que devia ter e que a vida era, de certa forma, injusta.

Mas se eu parasse, nem que fosse durante um minuto, poderia compreender, ou pelo menos, vislumbrar um pouco do que estaria a causar os resultados que eu experienciava.

Eu procurava algo de diferente na minha vida, achava eu, mas na hora da verdade, na hora para decidir algo diferente, no momento em que poderia escolher um novo rumo, seguia em frente e ignorava o caminho novo que surgia.

E naqueles momentos em que tinha “coragem” e seguia algo diferente, parecia que faltava algo.

Eu andava sempre à procura, mas a procura era de me preencher.

Não procurava viajar, ler, conhecer pessoas pelo simples prazer de o fazer e para enriquecer a minha experiência de vida. Eu fazia tudo na esperança de encontrar uma centelha daquela felicidade que por todo o lado ouvia proclamar.

Mas isso nunca podia acontecer.

Se eu não estiver bem, se não me sentir plena, tudo o que eu faça será sempre “perdido”, pois eu serei um “saco sem fundo”.

O meu foco principal é estar sempre bem, para que pequenos momentos se tornem grandes e para que possa usufruir de tudo.

Ainda dou por mim a resistir, a tentar justificar, mas nesses momentos interrogo-me a que ponto chego para estar a alimentar o mal-estar.

Sempre ouvi dizer que não interessa quantas vezes caímos e sim quantas vezes nos levantamos do chão.

Mas eu pergunto: será que temos que cair para aprender alguma coisa?

Obrigado!

Ângela Barnabé

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