ser transparente

Sempre fui ensinada a esconder aquilo que sentia e pensava, pois demostrar algo tão íntimo era sinal de fraqueza.

Cada vez que reflito sobre este tema, vejo o quão destrutivo isso é.

Comecei por achar que podia esconder apenas as coisas de quem me era mais “afastado”, mas com o tempo fui percebendo que escondia de quem era afastado, de quem me era próximo e principalmente de mim mesma.

Enganava-me achando que estava tudo bem, que eu conseguia resolver o problema, mas a verdade é que não conseguia.

Para poder mudar algo, isso tem que sair “cá para fora”. Tem que vir ao cimo para que eu possa limpar.

Tentar esconder algo que sinto apenas perpetua o que quer que eu esteja a sentir.

Ser transparente não é sinal de fraqueza nem de coragem. É algo inteligente.

É tão bom poder sentir verdadeiramente aquilo que vai cá dentro e poder, dessa forma, alterar aquilo que não quero continuar a sentir.

Medo, tristeza, insegurança; alegria, amor, segurança; todas estas emoções têm que ser “sentidas”, seja para admitir que as sinto e alterá-las através de uma decisão consciente; seja para usufruir delas e fazer da minha vida algo cada vez melhor.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Natalie Toombs on Unsplash

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