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Adiar o crescimento – 295 de 365

Se for analisar alguns aspetos da minha vida e as mudanças que tenho que efetuar para que as coisas fluam, existem determinadas situações com as quais eu tenho que lidar e que eu quero ao máximo adiar ( e até mesmo evitar).

Com o passar do tempo tenho vindo a notar que por muito que eu tente adiar o passar por determinadas experiências, mais cedo ou mais tarde sou “confrontada” com o ter que  lidar com isso mesmo.

Antes encarava isto como um castigo, pensando que uma vez que tinha evitado passar pela situação, agora tinha que passar por ela à força e com um grau de dificuldade maior.

Mas vendo hoje as coisas de uma perspetiva diferente, o facto de ser “confrontada” novamente com a situação é uma forma de a vida me dar uma nova oportunidade para crescer, agora com uma maturidade diferente.

Resolver a situação à primeira é o ideal, mas tendo uma nova oportunidade, por muito desconfortável que seja ter que lidar com aquilo que quero evitar, é uma maneira de desatar nós, estando com uma postura diferente.

Dou muitas vezes por mim a rir quando observo que aquilo que tanto evitava está em frente a mim, sem qualquer hipótese de ser evitado. Ao mesmo tempo sinto uma gratidão tão grande pela vida por ela, mesmo com a minha resistência, me dar a oportunidade de resolver as situações.

O que dita o grau de dificuldade do resolver uma situação é a minha postura. Se eu aceitar e confiar, tudo flui. Se eu resistir, verei diante de mim um grande problema.

Posso tentar adiar o crescimento, mas a vida sempre me impulsionará para a frente, para uma versão cada vez melhor de mim mesma.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Fazer o que é preciso – 184 de 365

fazer o que é preciso

Na maior parte das vezes, durante a minha vida eu quis seguir a minha vontade, fazer aquilo que eu queria. Tentava resolver os problemas com a minha mente e da mesma maneira que os criava: com o meu raciocinar.

Mas nessas situações o que eu tinha de fazer não era o que eu queria, mas sim o que era preciso.

Se eu sinto medo de fazer alguma coisa, a minha vontade é fugir e evitar ao máximo a situação. Mas, para me libertar do medo o que eu preciso fazer é aquilo que eu mais temo.

Muitas vezes ouvi dizer que tinha de fazer apenas o que eu gostava porque só assim podia ser feliz.

Mas hoje vejo que tenho de gostar de tudo o que faço e que por vezes são aquelas coisas me “mexem” na minha zona de conforto que são as linhas de orientação a seguir.

Eu não estaria neste momento a escrever este texto se para além de fazer o que queria, não tivesse feito o que era preciso: lidar com medos, tomar decisões e ir aprendendo a lidar com a minha tendência para ficar na zona de “conforto”.

Se ainda adio o que tenho de fazer? Sim, ainda o faço. Mas sei que é uma questão de tempo até ao momento em que terei de mudar aqueles aspetos, lidar com aquele medo ou tomar aquela decisão.

Quanto mais adio, mais me engano a mim mesma.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Ser responsável – 106 de 365

responsável

Durante muito tempo a responsabilidade representava um peso. Quando me foi apresentado o conceito de ser responsável pela minha vida, fiquei assustada.

Por um lado, esse “medo” era causado pelo conceito errado que eu tinha de responsabilidade, mas por outro lado, o maior problema era ficar finalmente com o comando da minha vida nas minhas mãos.

Por muito estranho e até surreal que possa parecer, ser capaz de criar a minha realidade de forma consciente em vez de andar ao sabor dos ventos era algo que eu evitava.

Acabavam-se as desculpas e as justificações e seria obrigada a tomar decisões, a sonhar e a despertar daquele estado de “sonolência” em que estava mergulhada.

Chegou um dia em que tive tomar a decisão de deixar de adiar. Nesse momento pude ver que a responsabilidade não é um peso, mas sim uma libertação.

Ser capaz de tomar decisões conscientes, de criar aquilo que eu realmente desejo e ser eu mesma é mesmo fascinante.

Começou então uma grande viagem que me trouxe até onde estou hoje.

A cada dia que passa posso ver as coisas de forma diferente, posso aprender com aquilo que vou experienciando e mais do que isso posso finalmente viver em vez de me arrastar dia após dia, sem qualquer alegria ou entusiasmo pela vida.

Hoje sei que sou responsável. Hoje sinto-me bem comigo mesma.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Annie Spratt on Unsplash

Se não fosse… – 104 de 365

se não fosse

Muitas vezes usei diversas desculpas para fazer ou não fazer algo. Tentava enganar-me de tal forma, que acreditava mesmo que o que me impedia de dar um passo em frente era a dificuldade que eu apresentava.

Por exemplo, sentia-me insegura, principalmente quando falava com pessoas que não conhecia bem. Então, sempre que pensava em dar palestras, em assumir algum serviço que me “obrigasse” a interagir com pessoas ou quando era necessário que eu lidasse com isso, punha como obstáculo a minha insegurança.

Será que o problema era a insegurança ou eu não querer passar pelo processo? Ou será que eu usava a insegurança como desculpa para evitar fazer algo que não queria fazer?

No momento que decidi que apesar da minha insegurança, medo ou qualquer outra emoção eu iria fazer o que fosse preciso e decidir com base naquilo que eu queria fazer, as coisas mudaram.

Não digo que estou sempre disponível para ultrapassar limites que eu própria impus ou que deixei de dar desculpas, mas estou sempre atenta para que isso não aconteça.

A escolha é sempre minha. O António sempre me disse que quem quer faz, quem não quer arranja desculpas.

Até há pouco tempo muitas coisas eu considerei limitações. Mas hoje sei que essas características podem ser o que eu quiser.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Minh Bách Trương on Unsplash

Lidar com situações – Reflexões Diárias

Não é nos momentos em que tudo flui que vejo no que acredito verdadeiramente. É naqueles momentos em que as coisas não correm como esperado que vejo aquilo que verdadeiramente sinto.

Nestas últimas semanas, aquilo que eu verdadeiramente sinto tem sido posto à prova, no sentido em que tenho tido oportunidade para, por um lado reforçar esta nova consciência, e por outro para me aperceber da diferença entre aquilo que eu sinto e aquilo que eu digo.

A primeira reflexão que escrevi foi sobre falar bonito, e algumas vezes dou por mim a falar de coisas que ainda não tenho consciência. Claro que é necessário começar por algum lado e também é evidente que a melhor forma de consolidar toda a sabedoria é através da experiência.

Às vezes gostaria que todas as coisas corressem à minha maneira para que eu não tivesse que trabalhar alguns aspetos.

Sei que sou tudo o que quiser ser, mas por vezes, por algum motivo, o ser determinada coisa exige passar por determinada situação.

Apercebo-me que, por vezes, quero dar o 3ºpasso sem dar o 1º; que quero correr sem saber gatinhar, e quanto mais tempo passar à frente de determinadas situações, mas difíceis elas se tornam, devido à minha resistência.

Apesar de não ser confortável, a única maneira de lidar de forma saudável com determinada situação é fazendo o que é necessário para lidar com ela. Por muito que pareça apetecível fugir e contorná-la, só estou a adiar algo que, mais cedo ou mais tarde, terei que fazer.

A satisfação de lidar com determinada situação será sempre maior que o desconforto causado por essa mesma situação. O preço a pagar por adiar é que é muito grande e por vezes sou levada a becos sem saída, por não querer seguir o percurso necessário.

Portanto, é de lembrar  que para cada “problema” há uma solução perfeita e criativa e que adiar é uma forma de camuflar a solução.

Obrigado por este dia repleto de situações.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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