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No momento certo – 22 de 365

No momento certo

Desde que comecei a ver a vida de outra maneira que comecei a ter em mente a importância de ter objetivos. São eles que me movem para a frente e que me dão um rumo a seguir.

Quando tenho um objetivo, tenho que colocar ação e largar, confiante que tudo aquilo com que me deparo é o que eu preciso para poder alcançar aquilo que desejo.

É fácil, no meio da ilusão das aparências, achar que nada está a acontecer e que o caminho que eu devia seguir seria outro. É fácil cair na tentação dos “devias” e pensar que já devia estar em determinado patamar e ter isto ou aquilo.

Mas também é pouco inteligente.

Até hoje tudo aconteceu na minha vida no momento certo. Todo o percurso que me levou de onde eu estava até onde eu queria ir, permitiu-me ficar preparada para apreciar o que eu buscava.

Querer as coisas antes do tempo ou questionar o fluxo das coisas impede-me de ver o que realmente interessa e de aproveitar o que vou tendo no momento para me ajudar a sentir preparada para aquilo que virá.

Cada vez tomo mais consciência do quão cega eu estou para aquilo que acontece, fico mais atenta a quantas coisas importantes me passam ao lado e apercebo-me da grande estupidez que é julgar aquilo que acontece na minha vida.

Se eu faço a minha parte, porque é que não confio plenamente na vida e aprecio o percurso?

Grata por este dia repleto de momentos perfeitos,

Ângela Barnabé

Aquilo que cada um me traz – 286 de 365

aquilo que cada um me traz

Ao longo destes anos tenho tido o prazer de fazer uma parte deste caminho que é a vida na companhia de pessoas maravilhosas, que de várias maneiras, me foram ensinando diferentes lições.

Ontem antes de adormecer, refleti na forma como me venho relacionando com as pessoas e comigo mesma.

Muitas vezes apeguei-me à presença de algumas pessoas na minha vida, dando como certo a minha relação com elas. Outras vezes interroguei-me qual o motivo pelo qual algumas pessoas faziam parte da minha vida.

Ao olhar para o passado e o presente cheguei à conclusão que cada pessoa que existe na minha vida tem como missão trazer-me uma aprendizagem.

Quanto mais depressa eu aprender o que tenho a aprender, mais depressa liberto essa pessoa para que ela possa seguir o seu caminho.

A vida é uma jornada e cada um tem o seu próprio caminho. Enquanto o meu caminho e o caminho de alguém estiver em sintonia faz sentido estarmos na companhia um do outro.

Mas no momento em que os nossos objetivos se afastarem está na altura de nos separarmos e de seguirmos cada um o nosso caminho.

Muitas vezes tenho a arrogância de pensar que sei qual é o melhor caminho para os outros. Tenho a arrogância de achar que o caminho que eu quero seguir é o melhor para toda a gente.

A verdade é que nem sei qual é o melhor caminho para mim. A única coisa que sei é que não devo julgar nem o meu caminho nem o caminho dos outros e que devo confiar naquilo que cada um me traz, porque é o que a vida me envia, aquilo que preciso para crescer e ser uma pessoa melhor!

Obrigado!

Ângela Barnabé

O processo de aprendizagem – 212 de 365

É fantástico olhar para a minha vida e ver a evolução das coisas. Hoje faço com tanta facilidade coisas que nunca imaginei sequer conseguir fazê-las.

Uma viagem começa com o primeiro passo, como dizem vários mestres que trouxeram a este mundo uma nova visão.

O processo de aprendizagem começa com uma ação. Essa ação desencadeia todo um processo que, na maior parte das vezes, me leva para um sítio que eu nunca imaginei (mas que é sempre o melhor para mim).

Por vezes fico frustrada comigo mesma quando começo a fazer algo pela primeira vez, porque sinto que tenho que fazer as coisas bem à primeira (lá está o perfeccionismo).

Isto é algo muito ignorante da minha parte por dois motivos:

Primeiro, porque fazer bem pressupõe o outro lado da moeda, o fazer mal, e transporta-me para uma consciência materialista.

Segundo, quando acho que as coisas deveriam correr de forma diferente estou a duvidar da vida e do seu processo e fluxo.

Existem momentos em que, observando tudo aquilo que me trouxe até onde estou hoje, consigo me transportar para um estado de certeza e autoconfiança, porque tudo aconteceu de forma perfeita.

O treino está em, mesmo não vendo onde a vida me vai levar e a forma como me irá encaminhar, confiar e agir sem medo.

A vida traz-me sempre novas aprendizagens e é fácil ver a beleza de todo este processo.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Aprender com as experiências – 199 de 365

experiências

Cada vez que faço alguma coisa, crio a possibilidade de aprender mais. Posso aprender como se faz ou como não se faz. Posso aprender formas mais rápidas e eficientes de realizar alguma tarefa ou posso aprender que tudo tem o seu tempo e que nem sempre o objetivo é a rapidez.

Aprendo com as experiências dos outros: com o seu percurso, as suas histórias e aprendo como os conceitos podem criar uma realidade.

Não preciso de passar por determinadas experiências para saber que algo não resulta. Não preciso palmilhar o caminho da falta para valorizar, nem o do sofrimento para saber o que é a felicidade.

A vida é uma aprendizagem constante… Não existe uma regra, nem uma maneira certa para fazer as coisas.

Se aprendi alguma coisa nestes 22 anos de vida é que, independentemente daquilo que eu faça e do resultado das minhas ações, tenho que me sentir bem comigo mesma.

Se eu estiver bem, nunca irei tomar decisões que me levem a estar mal e independentemente do que aconteça, confiarei sempre na vida e em mim mesma.

Aprender com as experiências faz-me valorizar aquilo que já vivi e permite-me usufruir de todo o meu percurso, com confiança e gratidão.

Obrigado!

Ângela Barnabé

A vida é repleta de aprendizagens – 105 de 365

aprendizagem

Nos últimos tempos tenho tido a oportunidade de partilhar as minhas aprendizagens, seja neste blog escrevendo os meus artigos, ou de uma forma mais “formal” explicando, por exemplo, como se desenvolve um blog.

Tenho também tido a oportunidade de aprender coisas novas, como pintar a óleo ou a fazer crochet.

A perspectiva de “professora” é interessante porque uma vez que estou numa postura de mais experiência, é fácil ver que depressa os “alunos” irão ultrapassar as dificuldades iniciais e que serão capazes de dominar aquilo que estão a fazer.

Por vezes fico um pouco frustrada quando as pessoas não reconhecem o seu valor e as suas capacidades e duvidam de si mesmas.

Mas comecei a reparar que eu também faço isso. Quando estou a fazer algo pela primeira vez, quero fazer tudo bem à primeira e fazer em pouco tempo o que muitos demoraram algo tempo a aperfeiçoar.

Claro que posso começar a fazer algo novo hoje e sentir-me completamente à vontade com o que estou a fazer, mas isso vem da postura. Vem do largar e de não me levar a sério.

A vida é assim, repleta de aprendizagens. Aprendo com os meus “alunos” e aprendo com os meus professores. Aprendo com as minhas experiências e com as dos outros e ao expandir a consciência vou aperfeiçoando a minha “técnica” de viver.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Suhyeon Choi on Unsplash

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