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Assumir o comando? – Reflexões Diárias

comando

Quanto mais você racionaliza, menos você cria.

Raymond Chandler

Hoje, decidi fazer algumas coisas que tinha medo de fazer. E sabem que mais? Sinto-me muito mais realizada e satisfeita do que estaria se as tivesse evitado fazer.

Tomei consciência que ao evitar fazer coisas porque tenho medo, abdico do comando da minha vida.

Quando fujo a tarefas de mais responsabilidade, com medo de falhar (sendo que falhar não existe), boicoto o meu próprio crescimento.

O mundo não está a olhar para mim à espera que eu falhe.

Só posso saber fazer se fizer.

Aquela minha tentativa de resolver os meus problemas pensando neles, não resulta.

Se o problema é ter medo de fazer algo; tenho que o fazer para me libertar do medo…

Talvez a solução definitiva seria confiar a 100% na vida. Isso pode acontecer daqui a 20 anos, amanhã, ou mesmo enquanto escrevo este texto. Mas enquanto isso não acontece, vou treinando…

Todos os dias trabalho para ser uma pessoa melhor, construindo um mundo melhor.

Enquanto os momentos de iluminação não acontecem vou trilhando o caminho; pois a vida é uma viagem e eu crio o meu próprio rumo.

Ângela Barnabé

A responsabilidade é liberdade

responsabilidade
Que conceito à partida tão estranho, não é?

Sempre me foi incutido que a responsabilidade estava associada a uma prisão.  Quando me falavam em assumir responsabilidade no meu trabalho, na minha vida, eu associava sempre à perda de liberdade.

Com o avançar do meu processo de melhoria de visão (ou seja, à medida que fico mais consciente), fui mudando o meu conceito de responsabilidade.

Imaginemos que a responsabilidade da minha vida está nas tuas mãos. Se eu não estiver satisfeita com a forma como a minha vida está a fluir, não posso fazer nada pois és tu quem estás a decidir como a minha vida se desenrola, certo?

Com o passar do tempo, fui passando o comando da minha vida a outras pessoas. Deixei que o que elas fazem decidisse como eu me sentia. Deixei que as condições meteorológicas definissem o meu estado de humor. Culpei os outros da forma como eu me comportei e das decisões que fui tomando.

Então, cheguei a um ponto em que a responsabilidade da minha vida estava nos outros. E eu não era livre. Não porque os outros me prendiam, mas sim porque eu me tinha desresponsabilizado.

Quando comecei a abordar a minha vida de uma outra forma, tive que assumir novamente o comando da minha vida. Como é que eu podia mudar a minha forma de lidar com as emoções se eu dizia para mim que eram os outros que as causavam? Como podia melhorar a minha visão se achava que a miopia tinha caído do céu?

A responsabilidade é liberdade. É criar aquilo que realmente quero e usufruir da vida a plenos pulmões.

A vida é uma viagem. Só posso escolher o seu rumo, se decidir conduzir até lá.

Ângela Barnabé

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