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Olhar ao meu redor – 20 de 365

A todos os momentos sou bombardeada com informação. Imagens, cheiros, sons, tudo isso é parte de cada segundo da minha vida.

Hoje sentei-me no jardim ao sol e observei não só o que me rodeava, como aquilo que estava a sentir e pensar. Ouvi os passarinhos a cantar e por outro lado os pensamentos a “fluírem”. Pensei no que tinha que fazer a seguir, no que iria acontecer nesta nova semana e por momentos tentei focar-me no que me rodeava.

Tanta coisa me passa ao lado no dia-a-dia. Quantas pequenas coisas que fazem tanta diferença passam despercebidas e quantas coisas insignificantes ganham a minha atenção…

Olhando ao meu redor, vendo realmente o que se passa posso aprender diversas coisas, principalmente aspetos que posso melhorar.

Aliás, para além de olhar ao meu redor, deverei também prestar atenção àquilo que eu sinto. Aquilo que eu experiencio é consequência daquilo que eu acredito e aquilo que eu sinto dita aquilo que recebo.

Se estiver atenta à minha realidade posso identificar aquilo que não está em harmonia com aquilo que eu quero e mudar isso. Se prestar atenção àquilo que sinto posso garantir que apenas semearei aquilo que quero colher.

Apenas existe o momento presente e se eu aproveitar o máximo de “presentes” posso realmente usufruir da vida.

Não se trata de buscar preenchimento com aquilo que poderá acontecer no futuro. A vida é muito mais do que isso.

É aproveitar cada momento com plena consciência que quanto melhor me sentir hoje, melhor me sentirei amanhã e que o bem-estar apenas depende de uma escolha.

Nos últimos dias tenho observado aquilo que vou colhendo. Ainda há momentos em que resisto, em que nego o que está a acontecer, mas os momentos em que fluo são tantos que me apercebo que tudo faz parte de uma treino, de um processo.

A vida torna-se simples, logo que eu permita que ela o seja.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Sergei Akulich on Unsplash

Procurar a beleza – Reflexões Diárias

Há alguns dias atrás comentei aqui por casa que durante muito tempo eu queria pertencer àquele grupo de pessoas com uma beleza estonteante. Queria ser daquelas raparigas que “faziam parar o trânsito”.

Achava que para me sentir bonita deveria ter determinadas características e como nasci sem elas, estava condenada a sentir-me mal com a minha aparência.

Depois refleti sobre o conceito de beleza e sobre a prisão que o padrão de beleza é ( o livro A Ditadura da Beleza aborda muito bem este assunto). Comecei então a procurar a beleza em tudo o que vejo e a libertar-me daquela ideia que eu tenho relativamente ao que é belo.

Procurei ver a beleza em todos com que me encontrava e de facto encontrei-a.

O corpo que eu tenho é resultado da pessoa que eu sou e é exatamente aquilo que preciso para desempenhar a minha missão aqui na Terra.

Passei muitas horas em frente ao espelho a apontar todas as “falhas” que via em mim. Lembro-me de odiar todas as raparigas que tinham o corpo que eu queria ter.

Mas isso apenas me levou a mais sofrimento. É importante amar-me e aceitar-me como sou.

O meu corpo é o meu melhor amigo e odiá-lo é uma grande estupidez.

Tem sido cada vez mais fácil olhar para o meu corpo com amor e deixar de perseguir uma imagem de beleza que a sociedade tem.

O engraçado é que eu achava que era a sociedade que impunha esse padrão, mas era eu que todos os dias incutia aquela ideia a mim mesma.

Quanto mais amo o meu corpo como é, menos noto essas “falhas” e vejo quanto elas contribuem para que eu seja a pessoa perfeita que sou.

Obrigado por este dia repleto de beleza.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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