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Comparar-me para quê? – 246 de 365

comparar-me para quê

Já escrevi bastante sobre a comparação e sobre os efeitos que ela trouxe para a minha vida. Mas, ainda que tenha refletido sobre este tema mais do que uma vez, ainda dou por mim a comparar-me aos outros. Comparar-me para quê?

É uma estupidez e uma falta de responsabilidade comparar-me de que maneira seja aos outros, porque isso assume que eu não sou responsável pela minha realidade (quando na verdade sou 100% responsável) e parte de um conceito de que as coisas não são perfeitas da maneira que são.

Cada um de nós é um ser único, com a sua experiência única de vida. Cada um tem o seu percurso, a sua história e cada um de nós desempenha um papel crucial no desenvolvimento do planeta.

Se eu estiver a fazer a minha parte, crescendo e estando bem comigo mesma, com os outros e com o mundo, estou a fazer aquilo que é preciso.

Se os outros têm algo que eu gostava de ter, basta saber que se outros conseguem eu também consigo e pôr ação nisso mesmo.

A comparação, além de contribuir para uma ideia de separação, afasta-me do meu crescimento e daquilo que eu posso contribuir para o crescimento do planeta: estar bem.

Obrigado!

Ângela Barnabé

A maldição da comparação – 96 de 365

comparação

Hoje estava a observar as flores no jardim da Casa Escola António Shiva e relembrei-me de um excerto de uma palestra de Osho que diz:

“As rosas florescem tão maravilhosamente porque não estão tentando converter-se em lótus. E os lótus florescem tão maravilhosamente porque não ouviram histórias de outras flores. Tudo na natureza anda tão maravilhosamente em harmonia, porque ninguém está tentando competir com alguém mais, ninguém está tentando converter-se em outro. Tudo é como deve ser.”

 Osho*

Observei diferentes tipos de plantas, algumas com flores e outras com maravilhosas folhas. Cada uma com a sua essência, com o seu crescimento.

Assim somos todos nós.

Durante muito tempo vivi na perseguição de uma imagem de mim mesma, criada com base na comparação com os outros. Buscava essa mesma imagem porque achava que ao alcançá-la me iria sentir bem comigo mesma. Seria como os outros e seria feliz.

Mas as coisas não são bem assim.

O bem-estar está em sentir-me bem comigo mesma, da forma como sou, com as características que tenho.

Apenas a aceitação daquilo que sou e das minhas limitações me permite ser uma pessoa melhor.

Enquanto quiser ser como os outros, enquanto comparar o meu crescimento com os outros, serei uma semente “confusa”, à espera de desabrochar, mas sem conseguir fazê-lo porque estou a ir contra a minha essência.

Por todo o lado ouvimos que temos ser quem nós somos e acho que aos poucos começo a ver que aquilo que percebi disso não é bem aquilo que eu estava à espera.

Ser quem sou não é criar uma imagem de mim mesma e persegui-la. É aceitar aquilo que sou e permitir que as minhas limitações se transformem em bênçãos e ao aceitar-me sentir-me cada vez melhor comigo mesma.

Obrigado!

Ângela Barnabé

 

*https://angelabarnabe.solucaoperfeita.com/amar-se/

Eu já deveria… – 94 de 365

deveria

Muitas vezes dou por mim a pensar que já deveria fazer ou saber alguma coisa. Apesar de antes achar que essa forma de pensar era benéfica para o meu crescimento, a verdade é que isso é um obstáculo à minha evolução.

Por achar que deveria posso parti de duas posturas: ou sei o que devo fazer para estar melhor e não o faço; ou então não respeito o fluxo e processo da vida e quero as coisas à minha maneira.

Para ambos os casos há solução.

No primeiro é deixar de adiar e pôr ação, fazendo o que é preciso.

No segundo é confiar e deixar-me de ser um bebé grande.

Na verdade, a solução para tudo é confiar.

Confiar em mim, na vida… Aceitar-me como sou e permitir-me ser uma pessoa cada vez melhor.

Viver uma vida plena e realizada é bem simples. Difícil é viver em negação e não criar a realidade que desejo.

Eu já deveria saber isso… Ou será que sei e não o ponho em prática? Ou será que essa não é já a minha realidade?

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Quino Al on Unsplash

Comparar-me para quê? – Reflexões Diárias

Tenho refletido sobre a beleza, sobre a imagem de mim mesma e sobre a minha postura em relação aos outros.

Sempre me comparei com os que me rodeavam. Queria ser a melhor em relação aos outros; a melhor aluna, a mais bonita, a mais inteligente…

Começava a sentir-me bem comigo mesma e lá vinha novamente o mal-estar porque olhava à minha volta e havia sempre alguém melhor que eu. Era como estar a competir pelo primeiro lugar e estar sempre a sair e entrar do pódio.

A minha vida era um inferno, pois por muito que eu fizesse, havia sempre alguém que fazia melhor. Nunca era boa o suficiente.

Mas isso tinha que mudar. A minha postura tinha que mudar.

A vida não se trata de ser melhor que todos, mas sim ser o melhor que posso ser.

Se me aceitar, se desenvolver os meus talentos aí eu estarei a ser a melhor: a melhor para mim, para os que me rodeiam e para o mundo.

Todos podemos ser os melhores, pois todos somos únicos. Cada um de nós tem uma história, ideias, sonhos, perspetivas e objetivos diferentes. Cada um de nós desempenha um papel único.

Competir para ser a melhor é negar aquilo que eu sou. É roubar ao mundo uma peça essencial.

É bom crescer com os outros, inspirar-me naquilo que eles emanam e criar na minha vida aquilo que eu quero experienciar.

O facto de alguém ser bonito, não faz de mim menos bonita. O facto de alguém ser inteligente, não me tira a inteligência.

Se eu me ocupasse em desenvolver ao máximo aquilo que sou e se desse espaço aos outros para que fizessem isso mesmo, tenho a certeza que em vez de me sentir limitada ou inferior, iria ver desabrochar algo maravilhoso dentro de mim.

A vida é aquilo que eu quero que seja. Só sendo quem realmente sou e deixando de me comparar com os outros é que permito que as bênçãos venham até mim.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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