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Como é que as coisas acontecerão? – 36 de 365

Dou por mim muitas vezes a pensar na forma como as coisas acontecerão no futuro. Será que tudo se irá desenrolar da maneira que eu espero e que consigo conceber, ou será que serei surpreendida pela vida, como acontece na maioria das vezes?

A verdade é que eu tenho uma visão bastante limitada da realidade. Todos os conceitos aos quais eu ainda me agarro não me permitem ver todas as possibilidades e aquelas que me permite ver acabam por estar toldadas por julgamentos.

Pensar na forma como as coisas acontecem não é muito inteligente, porque tudo acontece sempre da melhor maneira.

É muito mais importante pôr ação e procurar sentir-me bem em todos os momentos. Ao pensar em algo, ao conceber uma possibilidade, eu estou a trazer isso mesmo para a minha realidade.

Sendo que a minha visão é limitada, por muito boa que seja a minha intenção e por muito bom que seja o resultado que eu imagino, nunca terei a certeza que as coisas correrão da melhor maneira possível.

O tempo que perco a pensar o futuro posso usá-lo para criar coisas no presente. Posso usá-lo a apreciar as bênçãos que tenho disponíveis, a valorizar cada acontecimento.

Em vez de escolher reagir ao que está a acontecer porque os resultados não se enquadram naquilo que imaginei, posso escolher agir consoante aquilo que está a acontecer no momento e confiar que tudo aquilo que eu preciso vem ter comigo, no momento certo.

Grata por este dia maravilhoso,

Ângela Barnabé

No momento certo – 22 de 365

No momento certo

Desde que comecei a ver a vida de outra maneira que comecei a ter em mente a importância de ter objetivos. São eles que me movem para a frente e que me dão um rumo a seguir.

Quando tenho um objetivo, tenho que colocar ação e largar, confiante que tudo aquilo com que me deparo é o que eu preciso para poder alcançar aquilo que desejo.

É fácil, no meio da ilusão das aparências, achar que nada está a acontecer e que o caminho que eu devia seguir seria outro. É fácil cair na tentação dos “devias” e pensar que já devia estar em determinado patamar e ter isto ou aquilo.

Mas também é pouco inteligente.

Até hoje tudo aconteceu na minha vida no momento certo. Todo o percurso que me levou de onde eu estava até onde eu queria ir, permitiu-me ficar preparada para apreciar o que eu buscava.

Querer as coisas antes do tempo ou questionar o fluxo das coisas impede-me de ver o que realmente interessa e de aproveitar o que vou tendo no momento para me ajudar a sentir preparada para aquilo que virá.

Cada vez tomo mais consciência do quão cega eu estou para aquilo que acontece, fico mais atenta a quantas coisas importantes me passam ao lado e apercebo-me da grande estupidez que é julgar aquilo que acontece na minha vida.

Se eu faço a minha parte, porque é que não confio plenamente na vida e aprecio o percurso?

Grata por este dia repleto de momentos perfeitos,

Ângela Barnabé

Tudo corre sempre pelo melhor – 15 de 365

Como já escrevi algumas vezes, tem sido cada vez mais fácil aperceber-me que aquilo que eu vejo como problemático é sempre uma perspectiva criada na minha mente.

Lidar com as situações, encontrar soluções para “problemas” e aprender com aquilo que vai acontecendo não é difícil. Basta descomplicar e confiar que tudo acontece por um motivo.

Mas quando em vez de me focar naquilo que quero, crio cenários mirabolantes na minha mente, que abordam os meus medos e aquilo que não quero que aconteça, as coisas complicam-se um bocadinho.

Porque às vezes ainda me permito navegar pelos mares daquilo que ainda não aconteceu, alimentando “filmes” em que a tragédia é a protagonista e acabo por transportar para o meu dia-a-dia emoções que apenas contribuem para a criação daquilo que não quero.

Felizmente “caiu-me a ficha” e permiti-me ver quanto tempo eu neste processo.

Tendo em conta o quão curta é a vida, o quão grande é o meu papel criador na minha realidade e quanta responsabilidade eu tenho para a criação de um mundo melhor, não é nada inteligente usar o meu tempo com “complicações”.

Se há algo que eu possa ter aprendido nos últimos anos é que tudo corre sempre pelo melhor.

Às vezes no meu do caos das aparências, isso pode não ser percetível. Mesmo passado algum tempo eu posso não ver que o que aconteceu foi o melhor. Mas no encaixar das peças que compõem a minha vida, até hoje, não aconteceu nada que não fizesse sentido.

Posso tentar ter as coisas à minha maneira; sentir-me ansiosa e não confiar na vida; mas depois de toda a “poeira baixar” é claro que toda aquela confusão se passou na minha cabeça e que na verdade tudo fluiria se eu não complicasse.

Grata por este da repleto de perfeição,

Ângela Barnabé

Cada passo é uma aprendizagem – 11 de 365

Com cada experiência que acontece no meu dia-a-dia eu posso escolher aprender algo. E, tendo em conta a ideia de que a vida me traz aquilo que eu preciso para crescer, é fácil ver que tudo acontece por um motivo.

Muitas vezes, deixo-me levar pelas aparências e julgo aquilo que está a acontecer, não vendo a situação como algo que tem a missão despertar algo que eu preciso para levar a vida de uma forma mais satisfatória.

Quando as coisas correm “bem”, ou seja, quando aquilo que acontece está dentro dos parâmetros do que eu considero positivo é fácil aprender a lição. Mas quando as coisas fogem daquilo que eu espero e me deparo com algo novo e aparentemente “mau”, a situação muda de figura.

Algo que eu tenho vindo a treinar ( e que é bastante urgente) é em primeiro lugar deixar de rotular as situações como “boas” e “más” e ver tudo sem julgamento, nem preconceito. Depois, para além disso é sair do meu próprio caminho e deixar de pensar que eu é que sei como as coisas devem correr.

Nos últimos dois meses fiz uma “experiência”. Encarei cada situação como aquilo que eu precisava (pelo menos fi-lo durante o máximo de tempo que consegui). Depois em alguns momentos, a tendência para julgar veio e deparei-me com uma postura ansiosa, de quem quer controlar e ter as coisas à sua maneira.

A diferença foi enorme. Quando vi tudo o que acontecia como aquilo que eu precisava, independentemente do que acontecesse, fosse algo novo ou algo que eu já conhecia e que evitava devido ao medo, tudo fluía e retirava sempre uma aprendizagem da situação.

Quando julgava, tudo parecia correr mal e sentia sempre que podia ter feito mais e melhor. Duvidava de mim e da capacidade da vida de me trazer aquilo que contribuía para o meu crescimento.

Resumindo tudo isto: cheguei à conclusão que cada passo é uma aprendizagem. Enquanto confiei aprendi aquilo que a vida me queria mostrar. Quando deixei de confiar aprendi que não sei nada e que estou cá para aprender.

Estou satisfeita com o resultado desta “experiência”, porque obtive dela uma grande lição: a minha postura é aquilo que faz tudo fluir e quanto mais segura e confiante na vida estiver, melhor poderei aproveitar cada momento.

Grata por este dia repleto de aprendizagens,

Ângela Barnabé

Estar sempre atenta – 9 de 365

Quando se tem uma mente treinada para estar focada no que não deve, é importante treiná-la para que se foque naquilo que realmente interessa. E para isso é muito importante estar atenta àquilo com o qual ela se vem mantendo ocupada.

Com os conceitos que fui criando da vida, a estabilidade era uma meta a alcançar porque só ela poderia impedir que ansiedade acontecesse. Como é que eu podia estar relaxada e confiante quando tudo estava sempre a mudar? As coisas tinham que ser programadas e tudo tinha que acontecer dentro aquilo que eu esperava.

Mas a verdade é que eu estava bem enganada. Quanto mais procurava a estabilidade e me fechava à mudança constante que acontecia “lá fora”, mais ansiosa estava e mais medo tinha de me lançar no corrupio de acontecimentos do dia-a-dia.

Tive que despertar para a realidade de que tudo aquilo que vale a pena viver, tudo aquilo que eu sempre quis alcançar está no meio de todo aquele aparente caos de acontecimentos que eu não consigo controlar. Está no resolver uma situação e ter que lidar com uma visão diferente do mundo. Está no desconhecido, fora da bolha que eu criei para me proteger.

E para que eu possa mergulhar de cabeça e aproveitar tudo aquilo que acontece, tenho que estar sempre atenta à minha mente.

Não posso deixar que pensamentos de dúvida surjam e que em vez de confiar em mim e no fluxo das coisas, ocupe o meu tempo preocupada com aquilo que pode vir a acontecer.

Não posso permitir que o julgamento tolde a minha visão e que a minha mente crie rótulos daquilo que vai acontecendo, impedindo-me de retirar o melhor de cada situação.

Não posso nem quero permitir que cada dia seja mais um dia passado com medo e com baixa autoestima.

Quero sim que cada dia seja visto como mais um infinito número de possibilidades para ser feliz, para me sentir realizada e para agradecer cada pequeno passo nesta caminhada que é a vida.

Grata por este dia repleto por motivos para estar atenta,

Ângela Barnabé

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