A semana passada defini como intenção libertar-me do controlo e cheguei à conclusão que a melhor forma para o fazer é entregar e confiar.
Entregar ao Universo, a Deus ou ao meu poder superior tudo aquilo que me preocupa e que me pesa e confiar que, perante este ato de entrega, tudo correrá da melhor maneira e que quando for necessário eu agir, a vida encarregar-se-à de me mostrar que está na hora de fazer a minha parte.
Pode parecer fácil fazer isso, mas cheguei à conclusão que a vontade de controlar e de achar que eu consigo resolver tudo sozinha, torna isto um processo bastante complicado. Eu entrego e logo de seguida “desentrego”, pois a minha mente encontrou uma solução. Mas, logo de seguida volto a entregar e assim sucessivamente.
Nas alturas em que tudo parece correr bem, é fácil dizer que confio, que entrego e que estou grata pela forma como tudo acontece. Mas em alturas em que aparentemente as coisas não correm tão bem, surge a insegurança e o controlo.
Mas se surgem é porque sempre cá estiveram; estou sempre a controlar.
Portanto, esta semana vou continuar na linha do libertar-me do controlo, estando mais focada no entregar e confiar.
A vida é de facto muito boa para mim, não me têm faltado provas disso. Estou rodeada por pessoas fantásticas, a quem eu estou imensamente grata; tenho tido oportunidades fantásticas tanto a nível profissional como pessoal, estou a ter uma vida que nunca imaginei vir a ter… Tenho motivos mais que suficientes para entregar, confiar e agradecer.
O ano de 2026 começou há alguns dias e com ele veio a “necessidade” de criar os meus objetivos para este novo ano. Escrevo “necessidade”, porque ainda que eu saiba que todos os momentos são bons para se iniciar uma mudança ou me focar no objetivo, o início de um ano marca sempre o ínicio de um ciclo e tem sempre um significado mais especial.
Uma das intenções que tenho para 2026 é trabalhar o meu aspecto controlador. Já escrevi várias vezes sobre isto, mas quanto mais me foco em trabalhar isto, mais me apercebo das ramificações que tem na minha vida.
Por isso, para celebrar este ínicio de ano e honrar os meus objetivos, a intenção desta semana é libertar-me do controlo.
No ano passado escrevi um texto sobre a minha intenção de “Cultivar a disciplina” e nele falo um pouco sobre o quanto ser controladora tem consequências na minha vida. Mas, pouco depois disso, comecei a aperceber-me do quanto eu não sei viver sem estar a controlar. É algo tão automático e tão subtil que na maioria das vezes eu podia jurar que não o estava a fazer.
Cheguei mesmo ao ponto de não me conseguir “aturar” ao perceber que se eu fizesse um esforço para não controlar de um lado, arranjava logo outra coisa para controlar e ocupar a mente.
Por exemplo, um dos meus grandes desafios é no aspeto da organização. Eu felizmente tenho uma vida muito ocupada com diversas áreas de ação e por isso, para que o meu dia corra de uma maneira fluída eu tento organizá-lo.
Na minha experiência, a melhor maneira de organizar é ir fazendo o que preciso fazer e da forma como as coisas fluem, decidir o próximo passo a dar. Mas, a minha tendência é querer planear ao pormenor aquilo que vou fazer e o que vai acontecer e passo todos os momentos a percorrer a lista das tarefas, estando sempre a pensar no que falta fazer a seguir.
Conclusão: stresso-me porque as coisas não correm como eu planeio (acontecem sempre imprevistos), tomo decisões que nem sempre são inteligentes, porque em vez de olhar para o panorama geral, foco-me com rigidez naquilo que tinha pensado fazer e chego ao final do dia extremamente cansada e muitas vezes sem ter conseguido fazer tudo.
Por isso, a intenção para esta primeira semana de 2026 é libertar-me do controlo: estar mais consciente do momento presente e estar aberta ao fluxo e à forma como as coisas devem acontecer.
Sinto que uma das coisas que mais me separa da vida é o controlo. Seja a nível profissional, pessoal, emocional; as minhas tentativas para que as coisas corram dentro daquilo que eu considero correto apenas impedem que tudo flua de uma forma perfeita.
Portanto tenho colocado como intenção urgente e prioritária não me deixar levar pelas tendências para controlar. É um dos trabalhos que eu considero mais difíceis até hoje a nível emocional, porque ele está sempre lá à espreita.
Seja na organização do meu dia, na criação de conteúdo, na forma como lido com as pessoas; existe sempre um impulso para deixar uma impressão, para moldar um pouco o que está a acontecer para que tudo seja mais confortável para mim.
Se as coisas não acontecem como espero, ou me apanho e uso truques para não me deixar levar pela resistência, ou então resisto e entro num ciclo de vitimização e de culpa. Se as coisas acontecem como quero fico sempre com a sensação que mexi onde não devia, ou seja, que interferi na ordem natural das coisas.
Resumindo, o melhor mesmo é libertar-me do controlo, usando truques como afirmar “Se isto está a acontecer é o melhor para mim”, ou então sair do meu próprio caminho e não me permitir tentar planear nem esquematizar.
Vou continuar neste percurso de libertação e vou partilhando aqui no blog como é que as coisas vão correndo.
Gostariam que eu deixasse mais ferramentas que uso para me ajudar neste processo? Também sentem que o controlo vos impede de viver plenamente?
Quanto mais me foco numa limitação, mais difícil torno o processo de mudança. É importante reconhecer e expandir a minha consciência para aspetos que precisam ser mudados, mas na verdade o que faz o milagre acontecer é o largar.
As coisas acontecem de uma forma inesperada e sempre que eu largo e deixo fluir, as oportunidades para mudar e crescer aparecem.
Coisas que parecem “bichos-de-sete-cabeças” tornam-se em cachorros carinhosos num estalar de dedos. Basta muitas vezes sair do meu próprio caminho e desligar o “complicómetro”.
Se eu me focar em evoluir tudo o que acontece é uma oportunidade para isso mesmo e terei ao meu dispor todas as ferramentas para que isso aconteça.
Tudo é tão perfeito e só me dou conta disso quando deixo de controlar e passo a usufruir; quando me foco na gratidão e permito que tudo se desenrole da melhor forma possível.
Tenho visto um grande crescimento da minha parte e uma grande melhoria na minha visão. Não só na visão física, mas principalmente na forma como me vejo, como vejo o mundo e a vida.
Estou muito grata por me permitir viver uma vida cada vez mais satisfatória e sei que tudo depende de mim.
Uma vez li uma frase que dizia “A vida começa fora da zona de conforto”. Essa frase fez-me pensar na minha conduta e no quanto eu dependia da zona que eu conhecia para me sentir segura.
Se realmente pensar nisso, a zona de conforto não é nada confortável. Pode ser uma zona conhecida, mas no fundo ninguém se sente verdadeiramente bem lá.
Quanto mais medo e ansiedade fui sentindo ao longo dos tempos, mais me fechei numa bolha. Precisava de fugir à vida, pois ela era ( e é) bastante imprevisível.
Talvez se eu me fechar àquilo que não consigo controlar, me possa sentir bem, pensei eu muitas vezes.
Mas a verdade é que, quanto mais fugi da vida, quanto mais me afastei dos acontecimentos, pior me senti, e mais problemas fui criando.
Hoje, consigo identificar uma “incapacidade” de sentir a vida. Parece que não sei viver. De tanto me fechar, de tantas barreiras que criei desaprendi a viver.
A zona de conforto foi sempre uma prisão. Tudo aquilo que eu queria estava fora da zona que eu conhecia.
Como é que eu podia esperar que as coisas viessem até mim, se eu me fechava a essa hipótese?
Eu não queria coisas que eu não pudesse controlar, e hoje sei perfeitamente que eu não posso controlar nada, muito menos o fluxo e processo da vida.
Por um lado queria sentir a vida e por outro fechava-me a “sete chaves” e ignorava as bênçãos que se encontravam lá fora à minha espera.
Todos os dias têm sido novas descobertas e aprendizagens.
A vida está fora do meu controlo e estará lá sempre para me trazer tudo o que é melhor para mim.
This website uses cookies to improve your experience while you navigate through the website. Out of these, the cookies that are categorized as necessary are stored on your browser as they are essential for the working of basic functionalities of the website. We also use third-party cookies that help us analyze and understand how you use this website. These cookies will be stored in your browser only with your consent. You also have the option to opt-out of these cookies. But opting out of some of these cookies may affect your browsing experience.
Necessary cookies are absolutely essential for the website to function properly. This category only includes cookies that ensures basic functionalities and security features of the website. These cookies do not store any personal information.
Functional cookies help to perform certain functionalities like sharing the content of the website on social media platforms, collect feedbacks, and other third-party features.
Performance cookies are used to understand and analyze the key performance indexes of the website which helps in delivering a better user experience for the visitors.
Analytical cookies are used to understand how visitors interact with the website. These cookies help provide information on metrics the number of visitors, bounce rate, traffic source, etc.
Advertisement cookies are used to provide visitors with relevant ads and marketing campaigns. These cookies track visitors across websites and collect information to provide customized ads.
Cookie
Duração
Descrição
test_cookie
15 minutes
doubleclick.net sets this cookie to determine if the user's browser supports cookies.