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Medo de crescer – 256 de 365

medo de crescer

Em criança, toda a gente quer crescer. Queremos ser adultos, queremos ser responsáveis pela nossa vida e ser livres de escolher sem depender de ninguém. Mas quando chegamos à idade “adulta” a nossa perspectiva muda.

Escrevo esta reflexão tendo em mente todas as pessoas que me disseram que querer crescer foi a pior coisa que quiseram na vida. Escrevo-a também pensando em todas as vezes que adiei o meu crescimento.

Muitas vezes me perguntei porque é que eu não queria crescer, sabendo eu que tudo aquilo que eu queria só podia ser alcançado quando eu permitisse que o crescimento acontecesse.

Antes, o meu conceito de responsabilidade estava associado a um grande peso, como se o ser responsável fosse algo que prendesse. Os sonhos eram vistos como coisas que só seriam alcançadas por sorte. A vida era vista como algo injusto e por isso teria que ser “especial” para ter uma vida boa.

Hoje, sei que a responsabilidade é a porta para a liberdade. Sei que qualquer coisa que eu possa imaginar posso conceber. Sei ainda que a vida é aquilo que eu quiser que seja.

Tinha medo de crescer e se calhar ainda o tenho. Pode ser pelos conceitos, pela tendência a ficar na zona de conforto ou por outros tantos motivos que eu não consigo ver.

Mas sei que quando permito que a vida aconteça e uso o que acontece para o meu crescimento, as coisas fluem de uma maneira tão bela que eu fico a perguntar-me porque é que eu não fiz isso antes.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Uma oportunidade para crescer – 52 de 365

crescer

Todos os dias são repletos de oportunidades. Posso considerá-las oportunidades para crescer ou oportunidades para me sentir mal.

Por muito que me tenha sido passada a ideia que o destino está traçado, a verdade é que eu posso verificar que, através da minha postura altero o percurso das coisas e dito qual é o resultado final.

Não escolho exatamente o que acontece, mas decido se o que acontece é o melhor para mim ou é mais um empecilho no meu caminho.

O objetivo final é libertar-me do julgamento, do bom e do mau, do obstáculo ou do trampolim, mas enquanto isso não acontece, em vez de rotular uma situação como má posso vê-la como uma oportunidade de crescer.

Tudo aquilo que aconteceu até hoje na minha vida contribuiu para aquilo que eu sou. Mas mais do que isso; a forma como eu vi o que aconteceu permitiu que eu aprendesse uma lição ou que eu resistisse ainda mais à vida.

Treinar uma visão mais consciente da vida é algo extremamente gratificante. Quanto mais me liberto de conceitos e de barreiras, mais me entrego à vida e posso usufruir de todas as bênçãos disponíveis para mim.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Chang Qing on Unsplash

As situações são o que faço delas – Reflexões Diárias

Ao longo destes meses da minha vida tenho tido bastante presente a ideia que as situações são que faço delas.

Por vezes deparo-me com resultados que nunca poderia imaginar, que me fazem ter que tomar outro caminho, tomar novas decisões e mudar a forma como vejo a vida.

Nesses momentos em que as coisas fluem de uma forma bastante diferente do esperado posso escolher qual será o resultado final, ou melhor, o que vai sair daquela situação.

Não posso mudar a forma como as coisas acontecem, mas posso escolher ver as situações de uma forma diferente e no fundo fazer algo diferente a partir delas.

Conheço pessoas que de um acontecimento criaram um obstáculo e outras que criaram um trampolim.

Não foi o que aconteceu, mas sim o que as pessoas escolheram fazer do que aconteceu.

Hoje ouvi que em vez de me focar nos “erros” ou de me preocupar se as coisas vão fluir o não, devo focar-me na experiência em si e na forma como o que acontece me permite usufruir e crescer.

Aconteceu algo que interferiu com os meus planos e isso fez com que tivesse que tomar uma direção diferente? Perfeito, aproveito toda essa aprendizagem para fazer melhor da próxima vez.

Vejo nisso uma oportunidade de fazer melhor, com mais amor, aceitação e sobretudo com mais experiência.

Posso também ver isso como um problema e desistir de tudo, procurando outra forma que mexa menos com a minha zona de conforto.

Mas o que é isso senão fugir à vida?

Viver é experienciar aquilo que me vai surgindo no caminho e usar tudo isso para ser uma pessoa melhor e criar um mundo melhor.

E viver é um treino.

Ainda vejo as coisas por aquilo que parece e acabo sempre por ver o quão enganada estou.

Mas cá estou eu, pronta para a próxima oportunidade de fazer da vida um paraíso.

E essa oportunidade é agora.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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Lidar com situações – Reflexões Diárias

Não é nos momentos em que tudo flui que vejo no que acredito verdadeiramente. É naqueles momentos em que as coisas não correm como esperado que vejo aquilo que verdadeiramente sinto.

Nestas últimas semanas, aquilo que eu verdadeiramente sinto tem sido posto à prova, no sentido em que tenho tido oportunidade para, por um lado reforçar esta nova consciência, e por outro para me aperceber da diferença entre aquilo que eu sinto e aquilo que eu digo.

A primeira reflexão que escrevi foi sobre falar bonito, e algumas vezes dou por mim a falar de coisas que ainda não tenho consciência. Claro que é necessário começar por algum lado e também é evidente que a melhor forma de consolidar toda a sabedoria é através da experiência.

Às vezes gostaria que todas as coisas corressem à minha maneira para que eu não tivesse que trabalhar alguns aspetos.

Sei que sou tudo o que quiser ser, mas por vezes, por algum motivo, o ser determinada coisa exige passar por determinada situação.

Apercebo-me que, por vezes, quero dar o 3ºpasso sem dar o 1º; que quero correr sem saber gatinhar, e quanto mais tempo passar à frente de determinadas situações, mas difíceis elas se tornam, devido à minha resistência.

Apesar de não ser confortável, a única maneira de lidar de forma saudável com determinada situação é fazendo o que é necessário para lidar com ela. Por muito que pareça apetecível fugir e contorná-la, só estou a adiar algo que, mais cedo ou mais tarde, terei que fazer.

A satisfação de lidar com determinada situação será sempre maior que o desconforto causado por essa mesma situação. O preço a pagar por adiar é que é muito grande e por vezes sou levada a becos sem saída, por não querer seguir o percurso necessário.

Portanto, é de lembrar  que para cada “problema” há uma solução perfeita e criativa e que adiar é uma forma de camuflar a solução.

Obrigado por este dia repleto de situações.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Adiar o inadiável

Crescer é inevitável.

Todos temos que o fazer e não é só enquanto somos jovens. Todos os dias nos são dadas oportunidades de crescer e evoluir. Seja no trânsito, no trabalho, no supermercado, em casa, todas as situações que “mexem” com a nossa rotina, com a nossa zona de conforto são oportunidades de evolução.

Quando as situações nos surpreendem, quando não estamos à espera que aconteçam, não temos forma de as adiar, apenas podemos aceitar ou então resistir.

Mas quando sabemos quais as situações que poderemos ter que trabalhar, ou melhor, quando é necessário fazermos alguma coisa que sabemos que de certeza nos vai fazer evoluir, as coisas ficam diferentes.

 Adiamos, depois marcamos uma possível data, adiamos mais um bocadinho e andamos neste círculo vicioso.

Por vezes sentimos uma sensação momentânea de prazer quando conseguimos manipular as coisas e adiar mais um pouco, mas logo volta a ansiedade, pois temos que voltar à manipulação.

Qual é o caminho mais fácil?

Adiar e entrar em ansiedade, por causa do medo de andar para a frente, ou “despacharmos” logo a situação e crescermos de uma vez por todas?

Adiar parece ser mais fácil e exigir menos esforço, mas não.

O mais fácil é crescer de  uma vez por todas.
Resistir à vida é o mais difícil.
Fluir é mais fácil.
Viver e crescer é mais fácil.

Ângela Barnabé

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