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O mundo não gira à minha volta – 150 de 365

o mundo não gira à minha volta

Desde que me lembro que gosto de ser o centro das atenções. A minha procura constante por isso levou-me a um lugar não tão luminoso como esperava.

Como já escrevi algumas vezes, eu queria sentir-me importante na vida das pessoas, queria saber que de alguma maneira eu tinha valor para elas.

Para isso era necessário que eu fosse especial e para isso tinha que me esforçar para me transformar em algo que as pessoas desejassem ter nas suas vidas.

Nunca poderia estar tão errada.

Não há que ser o centro das atenções. O mundo não gira à minha volta ( e ainda bem).

Tudo tem a sua ordem e o meu papel é deixar que as coisas fluam da melhor maneira possível.

É bom saber que eu sou importante, mas para isso não é necessário nenhum esforço, nem tentar agradar a ninguém.

Basta ser eu mesma. Basta ter como intenção ser cada vez melhor para viver num mundo melhor.

Basta sentir-me bem comigo mesma e abordar a vida de braços abertos, com entusiasmo e principalmente fazer de cada segundo algo que mereça a pena ser vivido.

Tenho que me sentir com valor e isso não pode depender da postura dos outros.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Aaron Burden on Unsplash

Aquilo que realmente importa – 123 de 365

importa

Diariamente sou bombardeada com todo o tipo de informação. Ao  longo dos meus 22 anos de vida, fui sendo “alimentada” com todo o tipo de crenças, preconceitos e conhecimento.

Foi-me dito que se tivesse isto ou aquilo teria uma vida boa. Que para ser alguém tinha que estudar e que se não o fizesse estaria a desperdiçar as minhas capacidades.

Foi-me passada muita informação, mas se calhar faltou a que realmente importa.

E o que é que realmente importa? Estar bem comigo mesma, sempre.

Não interessa aquilo que está a acontecer, aquilo que os outros pensam ou aquilo que é suposto.

O que importa é que eu esteja bem comigo. Só assim poderei garantir que as escolhas que eu faça, as decisões que eu tome e as ações que eu tenha, tenham em mente o bem-estar do todo.

Alguém feliz não se prejudica nem prejudica ninguém. Quem se ama a si mesmo irradia amor para o que rodeia. Quem se põe em primeiro lugar ajuda todo o mundo com o seu bem-estar.

Sempre que eu estou bem tudo flui. Sinto-me segura, confiante e sou capaz de lidar com as situações.

Então para que a minha vida seja realmente boa, o estar bem não deveria ser a única prioridade?

Obrigado!

Ângela Barnabé 

Foto original por David Guenther on Unsplash

O que pode correr mal? – 107 de 365

mal

Não sei o que motivou este meu comportamento, mas a verdade é que durante muito tempo me treinei para pensar no que poderia correr mal.

O meu foco, através desta minha forma de agir, estava sempre no pior que poderia acontecer.

Às vezes aquilo que eu mais temia acontecia e eu pensava em como eu tinha razão em estar preocupada. Outras, quando tudo corria de forma tranquila, nunca me sentia serena, pois estava sempre à espera que algo surgisse e arruinasse o momento.

No fundo, o que é que corria mal? Eram as coisas que eram más ou era a minha postura que já estava nisso mesmo?

O mal-estar que eu sentia era causado pelo meu foco e pela ocupação da minha mente por coisas que eu não queria. Correr mal ao bem não é algo já definido, tem a ver com a minha postura.

Já aconteceram situações bastante “graves” na minha vida e eu lidei com tudo como sendo o melhor que me podia ter acontecido. Mas também já considerei autênticos desastres coisas sem importância nenhuma.

O pior que pode acontecer é eu não estar bem comigo mesma e decidir com base no medo, na dúvida ou fazer para que gostem de mim.

E o melhor de tudo é que isso é uma escolha minha. Posso decidir estar bem ou posso escolher estar mal!

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Rémi Walle on Unsplash

Estar bem ou estar mal – 84 de 365

estar mal

Ao contrário do que eu pensava, aquilo que os outros sentem não pode ditar aquilo que eu sinto.  Durante muito tempo deixei que o bem-estar (ou a ausência dele) dos outros influenciasse o meu estado de espírito.

Para que eu estivesse bem, todos tinham que estar bem e isso necessitava de um esforço muito grande da minha parte. Ficava muito frustrada quando, após algumas ações da minha parte, as pessoas continuavam a escolher estar mal.

Isso é uma maneira bastante estúpida de viver.

Hoje sei que aquilo que eu tenho conhecimento é da minha responsabilidade, mas eu não tenho qualquer direito de querer alterar aquilo que os outros sentem.

Posso disponibilizar-me para ajudar caso alguém necessite, mas nunca posso pôr a responsabilidade aquilo que o outro sente nas minhas mãos.

Isso simplesmente não me pertence.

É da minha responsabilidade estar bem, independentemente daquilo que esteja a acontecer.

Não é possível ficar indiferente àquilo que acontece por todo o mundo, mas se eu estiver mal apenas estou a contribuir para perpetuar o mal-estar.

Quando estou bem sou capaz de tomar decisões que beneficiem toda a gente, tenho ações com base no amor e de certeza que estou a contribuir para um mundo melhor.

Se estiver mal é mais um a sentir-se mal. Se estiver bem é mais um a sentir-se bem.

Eu posso escolher estar bem ou estar mal e tenho a certeza que se escolher estar bem tudo vai ficar bem melhor.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Tim Wright on Unsplash

Aquilo que os outros sentem… – 66 de 365

outros

Devido a uma consciência bastante limitada da realidade, um dos comportamentos que eu adotei foi deixar que o que os outros pensam ou sentem interfira na forma como me sinto.

Se alguém me desse alguma palavra de apreço ou de valorização, à partida eu iria sentir-me valorizada. Se alguém me criticasse, imediatamente me sentia mal comigo mesma.

Isso complicou-se bastante, pois a única forma de me sentir bem era garantir que os outros se sentissem bem. Isso muitas vezes requeria que eu manipulasse ou controlasse as situações para que toda a gente ficasse satisfeita.

Tive que me “transformar” muitas vezes, “engolir muitos sapos” para que todos ficassem satisfeitos e que finalmente eu tivesse alguma paz.

Mas a paz nunca chegava. Por muito que os outros estivessem bem eu nunca me sentia bem. Colocava o meu bem-estar nas mãos das outras pessoas e o resultado não era muito bom.

Ainda me deparo muitas vezes a deixar que o que eu sinto dependa daquilo que os outros sentem. Mas cada vez mais tomo consciência do quão destrutivo isso é.

A minha responsabilidade não é o bem-estar dos outros. A minha responsabilidade é o meu próprio bem-estar.

Se eu estiver bem, em primeiro lugar, tomarei sempre decisões que trarão os melhores resultados para mim e para os que me rodeiam. Não julgarei e principalmente estarei em amor e gratidão o que permitirá que tudo flua.

É preciso desapegar-me daquelas crenças que me limitam, que me prendem e que não me permitem ser a pessoa feliz que mereço ser.

O meu bem-estar deverá estar sempre em primeiro lugar.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Katya Austin on Unsplash

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