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Trabalhar o medo e a insegurança – 134 de 365

Hoje refleti sobre o quanto eu deixei que o medo e a insegurança limitassem a minha vida.

Eu deixei de falar em público, por exemplo, porque, pensava eu, as atitudes que outras pessoas tiveram em relação a mim me deixaram desmotivada e por isso era preferível ficar calada.

Mas, lembrei-me de um episódio da minha vida em que fui convidada a falar sobre um tema em frente a algumas pessoas e misteriosamente fiquei rouca e não podia sequer dizer uma frase. Recordo-me de me sentir aliviada por não poder falar e de sentir que de uma certa maneira, fui eu que provoquei a minha rouquidão.

O convite para falar foi-me feito porque viram o meu potencial e eu aceitei-o porque era algo que eu gostava de fazer.

Mas deixei o medo entrar. Comecei a pensar naquilo que poderia correr mal e no meio de tanta coisa preferi não passar pela situação, nem trabalhar o meu medo e a minha insegurança.

Achava que isso tinha sido um episódio isolado, mas a verdade é que foi um inicio de um ciclo. Quanto mais deixei de fazer, mais medo fui tendo.

É essencial trabalhar o medo e a insegurança, quando me deparo com eles, ainda que isso me seja desconfortável.

Há que agir apesar do medo, porque senão, mais cedo ou mais tarde, o único motivo das minhas ações será o medo e não a vontade e a alegria de viver.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Dawid Zawiła on Unsplash

Se não fosse… – 104 de 365

se não fosse

Muitas vezes usei diversas desculpas para fazer ou não fazer algo. Tentava enganar-me de tal forma, que acreditava mesmo que o que me impedia de dar um passo em frente era a dificuldade que eu apresentava.

Por exemplo, sentia-me insegura, principalmente quando falava com pessoas que não conhecia bem. Então, sempre que pensava em dar palestras, em assumir algum serviço que me “obrigasse” a interagir com pessoas ou quando era necessário que eu lidasse com isso, punha como obstáculo a minha insegurança.

Será que o problema era a insegurança ou eu não querer passar pelo processo? Ou será que eu usava a insegurança como desculpa para evitar fazer algo que não queria fazer?

No momento que decidi que apesar da minha insegurança, medo ou qualquer outra emoção eu iria fazer o que fosse preciso e decidir com base naquilo que eu queria fazer, as coisas mudaram.

Não digo que estou sempre disponível para ultrapassar limites que eu própria impus ou que deixei de dar desculpas, mas estou sempre atenta para que isso não aconteça.

A escolha é sempre minha. O António sempre me disse que quem quer faz, quem não quer arranja desculpas.

Até há pouco tempo muitas coisas eu considerei limitações. Mas hoje sei que essas características podem ser o que eu quiser.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Minh Bách Trương on Unsplash

Esconder é aprisionar- Reflexões Diárias

Desde que comecei a escrever estas reflexões diárias que me apercebi que esconder as minhas limitações e os meus medos, inseguranças e dúvidas é aprisioná-los dentro de mim.

Antes pensava que ignorar ou fingir que não estava a sentir medo, ou que tentar camuflar a insegurança era uma forma boa de lidar com esta situação.

Pensava que isso não interferia na minha vida, porque era algo que estava lá escondido. Mas a verdade é que era isso que criava todos os meus resultados.

Podia “esconder” dos outros, ou achar que escondia, porque a maior parte das vezes era bem visível na minha postura.

Mas não escondia de mim mesma. Eu sabia que estava insegura, eu sabia que tinha aquela limitação.

Então comecei a falar e a escrever sobre aquilo que realmente sentia, ainda que isso me fosse desconfortável.

Na maioria das vezes era estranho partilhar com o mundo coisas que eu considerava tão íntimas, coisas que passei tanto tempo a esconder.

Surgiram outros medos: será que vão gostar de mim sabendo tudo isto? Será que me vão levar a sério?

A reação dos outros não teve nada a ver com o que eu esperava. Não me senti julgada nem criticada.

Mas ainda que sentisse julgamento da parte dos outros, eu começava a sentir-me cada vez melhor comigo mesma.

A energia que gastava a esconder podia ser utilizada para libertar e para partilhar. Para me libertar da prisão que eu própria criei e para partilhar mais de mim.

Sei que ter medo e insegurança não é benéfico para a minha vida, pois isso demonstra falta de confiança. Mas esconder isso não resolve nada e ainda agrava o problema.

Partilhar isso permite descobrir cada vez mais sobre mim e saber que independentemente do que possa acontecer sou honesta para com os outros e principalmente para comigo.

Obrigado por este dia repleto de partilhas!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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