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As coisas acontecem no momento certo – 163 de 365

coisas acontecem no momento certo

Tenho quase a certeza que já escrevi pelo menos uma reflexão com este mesmo título, mas existem momentos na minha vida em que coisas que já pensei ter tomado consciência ganham uma nova luz.

Eu ainda consigo identificar em mim medo do desconhecido . Cada vez mais vejo o quanto isso é “estúpido”, porque o que é a vida senão um constante entrar no desconhecido? Ninguém sabe o que vai acontecer daqui a um segundo, portanto tudo acaba por ser desconhecido.

Tudo na minha vida aconteceu no momento certo. Nada podia ser mais perfeito. A forma como as coisas fluíram, os sítios para onde a vida me levou…

Nada podia me fazer prever que estaria a fazer o que estou a fazer hoje. Nem nos meus sonhos mais mirabolantes podia conceber que me podia sentir bem comigo mesma e que algum dia ia encontrar um sentido para a vida dentro de mim.

As oportunidades foram aparecendo de forma suave e quando eu me fechei a elas por medo e por insegurança, tudo se encaminhou para que no momento certo eu me deparasse novamente com elas e pudesse desenvolvê-las com uma nova segurança.

No meio de tudo isto fui me tornando em alguém mais seguro, mais responsável e mais feliz. Como é que eu posso não confiar na vida?

Perante provas constantes da perfeição do fluxo da vida, quais são os motivos para não confiar?

Obrigado!

Ângela Barnabé

Deixar o medo entrar – 152 de 365

deixar o medo

Decidi, num momento da minha vida, que em vez de deixar que o medo fosse a base das minhas decisões, iria usá-lo como trampolim para o meu crescimento espiritual.

Olho para trás e vejo que não fiz muitas coisas por causa do medo. Tentei enganar-me dizendo que não queria realmente aquilo, mas na maior parte das vezes não era isso que estava a acontecer.

Começava a pensar nas situações que podiam acontecer, duvidava da minha capacidade de lidar e resolver as situações e acabava cercada por tudo aquilo que não queria experienciar.

Era engraçado: em vez de viver o momento presente e estar preparada para lidar com as situações quando elas aconteciam, gastava o meu tempo a pensar nas inúmeras possibilidades e acabava por não conseguir tomar decisões conscientes.

Se eu me deixar levar pelo medo não consigo fazer nada. E quanto menos faço menos consigo fazer.

Já tive muitos momentos em que agi apesar do medo e a vontade era mesmo não ter que passar pela situação (já escrevi algumas vezes sobre isto). O desconforto de agir existia, mas o desconforto de não agir e de saber que estava a adiar era bem maior e muito pior.

Eu sei que o “segredo” é confiar. Dar o passo, mesmo com medo, confiando que tudo, mas mesmo tudo, correrá sempre pelo melhor.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Ser transparente – 146 de 365

ser transparente

Sempre fui ensinada a esconder aquilo que sentia e pensava, pois demostrar algo tão íntimo era sinal de fraqueza.

Cada vez que reflito sobre este tema, vejo o quão destrutivo isso é.

Comecei por achar que podia esconder apenas as coisas de quem me era mais “afastado”, mas com o tempo fui percebendo que escondia de quem era afastado, de quem me era próximo e principalmente de mim mesma.

Enganava-me achando que estava tudo bem, que eu conseguia resolver o problema, mas a verdade é que não conseguia.

Para poder mudar algo, isso tem que sair “cá para fora”. Tem que vir ao cimo para que eu possa limpar.

Tentar esconder algo que sinto apenas perpetua o que quer que eu esteja a sentir.

Ser transparente não é sinal de fraqueza nem de coragem. É algo inteligente.

É tão bom poder sentir verdadeiramente aquilo que vai cá dentro e poder, dessa forma, alterar aquilo que não quero continuar a sentir.

Medo, tristeza, insegurança; alegria, amor, segurança; todas estas emoções têm que ser “sentidas”, seja para admitir que as sinto e alterá-las através de uma decisão consciente; seja para usufruir delas e fazer da minha vida algo cada vez melhor.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Natalie Toombs on Unsplash

Trabalhar o medo e a insegurança – 134 de 365

Hoje refleti sobre o quanto eu deixei que o medo e a insegurança limitassem a minha vida.

Eu deixei de falar em público, por exemplo, porque, pensava eu, as atitudes que outras pessoas tiveram em relação a mim me deixaram desmotivada e por isso era preferível ficar calada.

Mas, lembrei-me de um episódio da minha vida em que fui convidada a falar sobre um tema em frente a algumas pessoas e misteriosamente fiquei rouca e não podia sequer dizer uma frase. Recordo-me de me sentir aliviada por não poder falar e de sentir que de uma certa maneira, fui eu que provoquei a minha rouquidão.

O convite para falar foi-me feito porque viram o meu potencial e eu aceitei-o porque era algo que eu gostava de fazer.

Mas deixei o medo entrar. Comecei a pensar naquilo que poderia correr mal e no meio de tanta coisa preferi não passar pela situação, nem trabalhar o meu medo e a minha insegurança.

Achava que isso tinha sido um episódio isolado, mas a verdade é que foi um inicio de um ciclo. Quanto mais deixei de fazer, mais medo fui tendo.

É essencial trabalhar o medo e a insegurança, quando me deparo com eles, ainda que isso me seja desconfortável.

Há que agir apesar do medo, porque senão, mais cedo ou mais tarde, o único motivo das minhas ações será o medo e não a vontade e a alegria de viver.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Dawid Zawiła on Unsplash

O medo de viver – 103 de 365

viverNão me lembro de ter tomado a decisão de deixar de viver e passar a sobreviver apenas, mas a verdade é que isso aconteceu.

Durante algum tempo convenci-me que aquilo que eu fazia por mim era suficiente, que aquele marasmo em que eu vivia era satisfatório.

Mas nunca foi. A vida é para ser vivida e quanto mais me fechava a ela, mais motivos me eram apresentados para que eu me abrisse.

A ansiedade e medo que eu sempre sentia eram grandes provas de que a minha postura não era a melhor.

Tinha medo de viver, de sentir, de lidar com situações, emoções e pessoas.

Nos últimos dias tenho estado atenta a essa minha tendência de fugir.

Desde que decidi mudar a minha postura em relação à vida que me surpreendo com os seus milagres e com o seu processo.

Não há que ter medo. Tenho apenas que confiar e na hora em que sentir vontade de recuar tenho que dar um passo em frente para as oportunidades que me esperam.

É uma questão de escolha, de decisão.

Posso escolher transportar o que sempre senti (medo, ansiedade, dúvida…)  para o momento presente e continuar a perpetuar o sofrimento que sentia.

Ou posso decidir neste momento, escolher de acordo com uma mente mais expandida e criar a realidade que realmente desejo.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Raquel Pedrotti on Unsplash

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