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As ilusões que eu alimento – 32 de 365

ilusões

Quando se vive numa postura indiferente em relação à vida, faz-se as coisas sem pensar; sem tomar consciência daquilo que nos motiva a agir.

Durante muito tempo foi assim que eu escolhi viver. Fazia por fazer, sem pensar muito bem nos “porquês” e sem observar aquilo que sentia. Apenas sabia que me sentia mal, muito mal e que as coisas ficavam cada vez pior.

Hoje, com uma consciência diferente, possível graças ao percurso até aqui percorrido, tenho prestado atenção àquilo que me faz agir.

Não perco tempo com análises nem julgamentos, ou melhor, treino o limpar a mente e o não julgar, mas tento sempre ver o que está por detrás das minhas ações.

Fiz muitas coisas por medo, tentando me enganar dizendo que não era medo. Fiz muitas coisas por ser suposto, para fazer parte, iludindo-me dizendo que era aquilo que eu queria realmente.

Não há mal nenhum reparar que faço ou fiz as coisas baseadas numa ilusão; as limitações que eu fui criando foram criando essas ilusões.

O mal é continuar adormecida e não despertar para a realidade. O mal é não tomar consciência da minha responsabilidade perante a minha vida e continuar a fazer as coisas sempre da mesma maneira.

Se eu vivi ilusões fui eu que as alimentei. Muito provavelmente ainda alimento muitas, mas há medida que me vou observando, vou despertando e vou mudando.

Grata por este dia repleto de “despertares”,

Ângela Barnabé

A responsabilidade de mudar – 30 de 365

responsabilidade de mudar

As experiências que fui tendo ao longo da minha vida e a forma como fui lidando com elas fez com que eu criasse conceitos. A forma como eu fui educada, as ideias que me foram passadas pelos meus progenitores também foram a base de muitos conceitos que eu fui criando.

Muitas vezes via tudo isso como limitações que me tinham sido impostas e responsabilizava os outros pelos meus comportamentos. Achava que as coisas poderiam ter sido feitas de forma diferente e que assim tudo seria melhor para mim.

Mas a verdade é que eu, ao conseguir identificar aspetos que poderiam ser melhorados e a ver formas diferentes (e melhores) de fazer as coisas, fiquei responsável por mudar isso na minha vida.

É fácil julgar os outros, que para além de terem feito o melhor que sabiam, desempenharam na perfeição o papel de me permitirem ser quem eu escolhi ser.

Mas na hora de mudar, na hora de decidir agir de uma forma diferente, eu escolhia fazer sempre da mesma maneira, usando como desculpa terem feito isso comigo.

Mas onde está a responsabilidade de mudar? Onde está o quebrar de ciclos?

Os meus pais deram-me a melhor educação que podiam e tentaram sempre melhorar aquilo que tinham feito com eles.

Eu, que com o trabalho que os meus pais fizeram, tive uma base que me permitiu ter uma consciência mais “elevada” ou pelo menos uma visão mais alargada relativamente a uma forma melhor de viver, só tenho a responsabilidade de mudar e de fazer de forma ainda melhor, não com base na revolta mas sim com base na aceitação e gratidão de todo o percurso até aqui percorrido.

Se eu vejo que algo não está bem ou que há uma maneira melhor de fazer as coisas, em vez de perder tempo a julgar quem as fez, ou de me condenar por as ter feito no passado, só tenho que me responsabilizar e pôr ação na mudança.

Grata por este dia repleto de mudança,

Ângela Barnabé

Agir de forma diferente – 262 de 365

Durante muito tempo pensei no quão seria bom poder voltar atrás no tempo para fazer as coisas de forma diferente. Imaginava como seria se eu tivesse tido a capacidade de lidar com as coisas com aceitação e gratidão em vez de lidar com resistência, como fiz na altura.

O que eu não entendia é que o facto de eu estar a ver uma forma diferente de agir foi causado pela minha maneira de agir inicial (aquela à qual eu resistia).

A vida é um treino constante e as aprendizagens acontecem em todos os momentos.

A possibilidade de ver as coisas de uma forma diferente vem de todas as decisões que eu tomei, de todos os passos que eu dei e de todos os caminhos que eu escolhi.

Apenas posso melhorar algo que já foi feito e é por isso que estou onde estou hoje.

No passado fiz o melhor que podia e principalmente o melhor que sabia. Hoje, com toda essa experiência, posso escolher fazer algo melhor e abro as portas para uma mudança que ocorre a cada dia que passa.

Percorri caminhos mais difíceis e adiei bastantes decisões. Escolhi uma vida diferente e permiti que a mudança acontecesse.

Tudo isso faz parte de quem eu sou. Quanto mais rapidamente largar qualquer resistência em relação àquilo que fiz e aceitar todo o meu percurso, mais rapidamente poderei abrir caminho para uma melhoria cada vez maior e começar a palmilhar o mais fluído caminho de todos: a Aceitação.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Aquilo que me acontece é aquilo que eu preciso – 232 de 365

aquilo que eu preciso

Não digo que é desde sempre, mas a partir de uma determinada altura da minha vida comecei a negar e a resistir à vida. Talvez pelos conceitos que fui criando comecei a ver os acontecimentos através de uma lente que apenas me trazia sofrimento.

Olhava ao meu redor, vendo que não queria nada do que tinha. Apesar de não estar contente com a realidade que vivia, continuava a fazer mais do mesmo, na esperança que a mudança me “caísse” em cima.

Eu achava mais fácil reclamar e culpar os outros e viver na ilusão que tudo o que eu queria me ia dar a felicidade que procurava.

O que eu não via era que a vida me estava a dar aquilo que eu precisava e que tudo aquilo que acontecia tinha um propósito.

Em nenhum momento da minha vida me foi apresentado algo que não fosse para o meu melhor e que não pudesse ser utilizado para crescer e ser alguém melhor.

Aquele conceito que a vida é madrasta toldava-me a visão e em vez de usar a energia dos acontecimentos para a criação de uma realidade melhor, resistia e acabava por me enterrar cada vez mais naquilo que eu não queria.

Basta uma pequena mudança de conceitos para que a vida seja diferente e para que coisas iguais me tragam resultados bem diferentes.

Obrigado!

Ângela Barnabé

As coisas mudam a qualquer momento – 225 de 365

mudam a qualquer momento

Sempre adorei a rotina e a “segurança” que ela me proporcionava. Achava que ter as coisas planeadas era o ideal para uma vida verdadeiramente feliz, mas a verdade não era essa.

O facto de eu gostar de uma vida rotineira não tinha nada a ver com o querer aproveitar todo o potencial do meu dia-a-dia; o motivo por detrás disso era na verdade o medo que eu tinha da vida.

Tinha medo do inesperado. Tinha medo que as coisas fugissem do meu controlo e que eu não soubesse lidar com as situações que me eram apresentadas. Tinha medo da essência da vida: a mudança.

As coisas mudam a qualquer momento e é aí que está a beleza da vida.

Nunca me referi a um acontecimento controlado por mim como algo mágico, nem como algo especial, porque de certa maneira era isso que eu queria ( e esperava) que acontecesse.

Mas aqueles momentos que eu não podia prever; esses sim trouxeram-me algo de diferente e algo que, após uma análise posterior, era o necessário naquele momento da minha vida.

Quanto mais me desapego da minha necessidade de ter as coisas planeadas e de querer seguir aquilo que tinha pensado antes e que hoje poderá já não ter sentido, mais facilmente vejo o quão simples e maravilhoso é deixar-me guiar pela vida e abraçar a mudança.

Obrigado!

Ângela Barnabé

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