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O Perfeccionismo

No vídeo desta semana decidi abordar o tema do perfeccionismo, algo que tem estado presente na minha vida e que, com o treino, tenho vindo a libertar. Já tenho vindo a escrever alguns artigos sobre o facto de procurar sempre a perfeição. Abaixo do vídeo podes ler alguns desses artigos.

Saber fazer sem fazer – 64 de 365

saber fazer

Nestes últimos dias tenho feito coisas que sempre quis fazer, mas que nunca me dispus a fazê-las. Isso fez-me refletir na minha conduta quando sou apresentada a nova tarefas.

Quero ter a experiência que só se obtém fazendo algo, mas sem ter que passar por todo o processo de aprendizagem que isso requer.

Já tinha refletido sobre isso e penso também já ter escrito alguns textos com este mesmo tema, mas nunca tinha visto isto desta maneira.

O meu perfecionismo sempre foi algo que me impediu de experimentar novas coisas e de sair da minha zona conhecida. Muitas vezes desisti de fazer tarefas por querer saber fazer bem, mas à primeira.

Mas o que é isso de saber fazer bem?

Aquilo que eu até à pouco tempo considerava erro, agora vejo claramente que é apenas uma aprendizagem. Cada vez que eu vejo algo que não está “bem feito” estou realmente a olhar para uma oportunidade de fazer melhor.

Quanto mais vezes faço algo, mais experiência adquiro e mais oportunidades de melhoria encontro.

Quando tenho a vontade de fazer algo e me entrego a isso mesmo, não existe bem ou mal feito; tudo o que acontece é um processo de aprendizagem e todos os passos são importantes.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Aaron Burden on Unsplash

As Aventuras de uma Míope #6 – Como saber que estou a fazer bem?

aventuras

6º Artigo da série “As Aventuras de uma Míope

Uma das minhas características bem presentes é o perfeccionismo. E ao contrário do que eu pensava, o perfeccionismo não é algo de louvar, (já escrevi sobre o perfeccionismo neste texto). Quantos projectos já adiei por causa de querer ser perfeita? Quantas mudanças não comecei porque queria fazer tudo bem?

Quando comecei o processo de melhoria de visão, tive que fazer um acordo comigo mesma e decidir abandonar a tendência de querer ser perfeita. Porquê?

1º – Ninguém é dono da verdade e por isso não há um método infalível para nada. O que funciona num caso pode não funcionar noutro. Esqueçam lá os planos e o querer ter as coisas sobre controlo, porque tudo muda a cada momento e à medida que estou a melhorar a minha visão, começo não só a ver o mundo que me rodeia de uma forma mais clara, como mudo muitas verdades e ideias pré-concebidas. Para além disso, coisas que resultavam muito bem comigo no início do processo de melhoria de visão, hoje já são obsoletas.

2º –A aprendizagem vem da experiência e não do conhecimento. Aquela tendência que eu tinha para saber muita informação sobre um determinado assunto antes de começar a fazer as coisas, só fez com que eu criasse conceitos errados e desistisse das coisas antes de começar. A beleza das coisas está em cair e levantar e em tirar conclusões sobre as experiências que nós próprios passamos. Ler uma explicação sobre como andar de bicicleta não me vai fazer saber andar de bicicleta, pois não?

3º – O querer planear e ter as coisas à minha maneira é uma das características dos míopes. E o que é que eu tenho de fazer para passar a ver com clareza? Deixar de me comportar como uma míope. Por muito que me doa resistir às tendências manipuladoras e controladoras, doí ainda mais não ver com clareza e boicotar o meu próprio crescimento.

Deixar levar-me pela vida e confiar no universo tem sido um grande desafio. Existem momentos em que faço as coisas à minha maneira e volto a ver novamente tudo turvo. Mas os momentos em que confio na vida e que vejo com clareza são cada vez mais abundantes…

Então como saber que estou a fazer bem? Sempre que me deixar levar por conceitos do passado e fizer as coisas como antes, estou a continuar a ser a Ângela Míope, que quer continuar a ser míope.

Quando baixo os braços, sigo sugestões e me abro a uma nova realidade, estou a caminhar e direção à clareza de visão.

Ângela Barnabé

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