loader image

Problema e solução – 12 de 365

problema

Quando olho para trás e reflito sobre todas as coisas que aconteceram na minha vida, vejo claramente que tudo aquilo que eu considerei um problema  foi algo que eu própria criei para assim o ser.

Todos os momentos de ansiedade, de dúvida e insegurança; todas aquelas “tempestades em copos de água”, foram causados por mim, cega pela ilusão da aparência e por conceitos limitantes em relação à vida.

Deparei-me com situações mais delicadas que muitas vezes precisaram firmeza e assertividade para serem resolvidas. Tive que lidar com emoções e trabalhar aspetos em mim que surgiram à flor da pele devido à situação em questão.

Mas tudo se pode resolver de uma forma simples e com uma grande suavidade. Quando eu, em vez de me focar na solução, me foquei na criação de obstáculos é claro que aquilo que fui colhendo foram obstáculos.

Quando eu, em vez de agradecer aquilo que me estava a acontecer confiante que era o melhor para mim, resisti e julguei querendo as coisas à minha maneira, é claro que criei um estado de espírito nada propício à mudança.

Se eu ficar atenta àquilo que passa pela minha mente durante o dia, é mais o tempo que passo a complicar do que o que passo a simplificar. E se eu crio aquilo em que me foco, é fácil ver aquilo que vou colhendo.

É preciso despertar para a responsabilidade que eu tenho na criação da minha realidade e ver que basta um pensamento de preocupação para mudar todo o meu estado e para influenciar as minhas decisões.

Escolhas feitas com base na ansiedade não podem criar segurança. Mente focada em problemas não pode criar soluções.

É tão fácil deixar fluir e ficar maravilhada com a forma como as coisas se desenrolam. Difícil é complicar e ficar emaranhada em problemas que só existem depois de eu os criar, com a postura com que lido com a vida.

Grata por este dia repleto de soluções e simplicidade,

Ângela Barnabé

Foco no problema – 72 de 365

problema

Focar-me no problema, ao contrário do que eu pensava, não me ajuda a resolvê-lo. Aliás se estou determinada em resolver uma situação o foco deverá ser sempre na solução.

A vida não seria injusta ao ponto de me colocar um problema, sem  colocar ao meu dispor uma forma de o resolver.

Muitas vezes associei o aparecimento de um problema à minha má conduta em relação à vida.

Isso pode ser verdade, se eu assim o decidir. Mas se adotar essa perspectiva o mais provável é que eu me culpe e isso, para além de não resolver nada, ainda vai criar um algo ainda maior.

Mas, se independente daquilo que esteja a acontecer, eu confiar na vida e me focar nas oportunidades de crescimento que uma situação me traz, de certeza que o resultado será o melhor possível.

Problema é um rotulo e faz parte de uma postura dualista da realidade.

Quanto mais cedo me libertar desses conceitos, mais fluída será a minha vida e mais me posso focar em usufruir da vida e viver o momento em vez de pensar demasiado naquilo que deveria ou não fazer.

Quanto mais tempo passo a pensar, menos tempo passo a fazer e na maior parte das vezes os meus pensamentos não me trazem nada de benéfico.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Pris Pritam on Unsplash

As Aventuras de uma Míope #11 – Problema ou bênção?

benção

11º Artigo da série “As Aventuras de uma Míope

Sempre pensei que um dos objectivos para a vida de qualquer um seria evitar problemas. Quando escrevo isto não me refiro a não entrar em confusões (claro que isto seria de evitar), mas sim à necessidade de me afastar das coisas que me levariam a trabalhar aspectos em mim, à necessidade de ficar na minha zona de conforto.

Por exemplo, queria apenas o dinheiro suficiente para viver, pois sabia que se ganhasse mais dinheiro do que necessitava, tinha que ser responsável e colocar esse dinheiro em movimento, realizando todos os meus sonhos e contribuindo para um mundo melhor.

Quando me apercebi do meu problema de visão, vi-o como um problema, e principalmente como um problema que eu não podia resolver, algo que tinha tido caído do céu e que eu tinha tido o azar de “apanhar”.

Com o passar do tempo fui reforçando a ideia de problema, que por sua vez me fazia sentir culpada por não me permitir ver bem e também não me dava uma solução, pois encontrava-me fechada naquele paradigma.

Comecei a escrever “As Aventuras de uma Míope” e reflecti sobre tudo o que a miopia tinha trazido para a minha vida. Será que a miopia é realmente um problema ou uma bênção?

Quantas coisas aprendi devido à miopia? Quantas mudanças foi possível realizar devido à minha falta de clareza? Quão bonito é um processo de recuperação? Quão fantástica é a metamorfose de uma pessoa fechada, rígida e resistente, para uma pessoa que flui, amorosa e acima de tudo que se ama?

O processo de melhoria ainda não acabou e já “vejo” todas estas bênçãos.

No fundo, as coisas são o que nós “vemos”. A nossa postura altera tudo.

Obrigado miopia pela bênção que és na minha vida!

Ângela Barnabé

Pin It on Pinterest