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3 lições que aprendi em julho – 2020

Julho foi o mês em que comemorei uma data muito especial: os 7 anos do meu processo de mudança. Foi um mês muito rico em aprendizagens e destaco três das imensas lições que estes 31 dias me trouxeram.

  • Quanto mais controlo mais boicoto: tenho visto a questão do controlar como tentar tapar-me com um cobertor demasiado curto. Quanto mais puxo para um lado, mais destapo do outro. Ao invés disso tenho que ir buscar um cobertor que me tape completamente. O que é que eu quero dizer com tudo isto? Controlar é tentar usar as possibilidades limitadas que consigo conceber e achar que sei o que é melhor; isto vai fazer com que eu boicote aquilo que é o melhor para mim e acabe no total descontrolo. A melhor solução é confiar na vida e saber que tudo aquilo que preciso vem ter comigo no momento certo.
  • Tenho que ser coerente com o que quero viver: ao longo da minha vida e principalmente nos últimos 7 anos tenho vindo a tomar decisões que, apesar de irem um pouco “contra” aquilo que é suposto e até “contra” aquilo que eu me fui preparando para viver, estavam e estão em coerência com aquilo que eu quero viver. De uma coisa tenho a certeza, todas as decisões foram tomadas com coerência, nunca como renúncias a algo e a cada ano que passa vejo mais a perfeição da vida para aquilo que ela me encaminhou ( e encaminha).
  • Somos todos um: quanto mais observo os conceitos que existem sobre relacionamentos, família e amor, mais vejo o quão limitantes foram as estruturas que eu assumi como verdades para a minha vida e o quanto tudo isso me foi separando dos outros e de mim mesma. Sempre ouvi que devia “fazer ao outro o que quero que me façam a mim”. Então, significa que tenho que ver os que me rodeiam como seres a passar pelo seu processo e a trilharem o seu caminho, sem julgamentos e apenas com aceitação, sem distinguir ligações de “sangue”, nem preferências. Para isso o primeiro passo deve ser comportar-me em relação a mim mesma dessa maneira, deixando de me julgar e aceitando-me apenas, pois só assim o poderei fazer aos outros. Só posso dar aquilo que tenho!

Obrigado Julho!

Ângela Barnabé

Imagem utilizada de NickyPe por Pixabay

Relacionar-me com os outros – 13 de 365

Relacionar-me

As relações desempenham um papel muito importante na vida de qualquer um.  Apesar de cada pessoa ter a sua importância na sua individualidade, é na união de projetos e sonhos, é no percorrer da caminhada em conjunto que se cria algo melhor e mais rico.

Portanto, a forma como eu me relaciono com os outros vai interferir naquilo que eu posso vir a criar na minha vida.

Eu tinha a crença de que o mundo era um lugar perigoso; daí tinha medo das pessoas, porque nunca sabia o que elas me poderiam trazer. Agia sempre desconfiando das pessoas, o que me impedia de me entregar seja em que relação fosse.

Tinha medo de ser julgada e queria que todos gostassem de mim, portanto criava uma imagem que pudesse agradar aos outros, nunca me permitindo ser eu mesma.

Tudo aquilo que eu acreditava em relação ao mundo, impedia-me de vê-lo com os olhos de uma criança que, com expectativa, encara as infinitas possibilidades de uma nova aventura. Eu via tudo com uma perspetiva obscura, que não me permitia sequer conhecer-me a mim mesma e explorar todas as minhas capacidades.

Jogar pelo seguro não me traz nada daquilo que eu realmente procuro. Por detrás do lidar com as situações está o meu crescimento pessoal. Por detrás de lidar com os medos está a satisfação de sentir que sou capaz de fazer aquilo que concebo na minha mente.

Há que dar um passo para fora da minha bolha. Há que confiar e saber que o mundo é um reflexo de mim mesma e que o primeiro passo para criar uma boa relação com os outros  é criando uma relação comigo mesma.

Grata por este dia repleto de alegria,

Ângela Barnabé

Relações genuínas e uma boa autoestima – 4 de 365

relações

Não é novidade para mim que a melhor forma de garantir uma vida realmente feliz e satisfatória é criando uma boa-autoestima. E porque é que eu afirmo isto?

Tudo parte de mim. Aquilo que é intrínseco em mim, é aquilo que vou projetar para o mundo que me rodeia. Se eu quero experienciar amor ao meu redor, tenho que o ter dentro de mim. A construção de uma boa autoestima é essencial para isso.

Uma postura de segurança permite que os resultados das minhas ações, bem como aquilo que me motiva a agir, seja algo que contribua para o meu crescimento.  Sentir-me segura permite também que eu saiba lidar com as situações, mesmo que tudo pareça um caos, e que possa, em todos os momentos, sentir-me bem comigo mesma. Uma boa autoestima assegura essa postura de segurança.

As minhas relações são também muito influenciadas pela minha autoestima. Posso mesmo afirmar que a forma como eu me relaciono está baseada naquilo que sinto em relação a mim mesma.

Primeiro devido ao motivo explicado acima; aquilo que está ao meu redor é o reflexo de mim mesma e a forma como eu me relaciono com os outros é semelhante ou talvez mesmo igual à forma como me relaciono comigo.

Depois, porque a forma como eu me sinto dita aquilo que eu procuro. Se eu me sentir plena, completa e realizada com o que eu sou irei procurar relações que contribuam para isso, ou seja, relações de crescimento mútuo em que todas as partes envolvidas investem 100% nessa mesma relação.

Se, pelo contrário, eu sentir que o meu preenchimento vem de algo extrínseco, irei avançar para qualquer relação esperando que a outra parte complete aquilo que me falte.

Então, para além de já me sentir mal comigo mesma, procuro algo exterior que resolva um mal interior. Eu sei que não resulta e a única coisa que isso irá causar é o aumentar de um vazio existencial que eu estou a tentar preencher da maneira “errada”.

Uma relação genuína vem da entrega total. Vem da aceitação, do deixar cair máscaras e de um amor incondicional que vem de dentro.

Uma boa autoestima vai criar esse amor “cá dentro”. Amor por mim mesma, que me não só permitir distribuir todo esse sentimento por tudo o que me rodeia, como também apenas procurar aquilo que o pode alimentar e não aquilo que o cria ou que o “destrói”.

Grata por este dia no caminho na construção de uma boa autoestima,

Ângela Barnabé

“Onde nada muda, nada muda.”

“Onde nada muda, nada muda.” – António Shiva

Já alguma vez te interrogaste sobre o facto de que por vezes parece estamos sempre a viver as mesmas situações, mesmo mudando de grupo de amigos, de área de residência, de trabalho, etc…?

Parece um pouco estranho, não é? Parece que estamos a ver as mesmas atitudes em pessoas diferentes…

Eu apercebi-me da razão porque isso acontece na minha vida: porque eu não mudo.
Sou eu quem cria o ambiente ao meu redor, as experiências que vivo e que atraio as pessoas com as quais me relaciono.

Se eu mudar realmente, o meu mundo vai mudar, e por isso as pessoas, as situações e os lugares que sempre surgiam na minha vida, vão simplesmente desaparecer.

Mas, se ao contrário, a  mudança for algo fictício, situações, pessoas e lugares idênticos vão surgir no meu caminho, uma vez que eu os continuo a atrair.

Um grande amigo meu sempre me disse: “ Onde nada muda, nada muda!”. Inicialmente, achei a frase um pouco repetitiva e óbvia, mas após me identificar com ela, percebi que se eu não mudar, nada em meu redor o vai fazer.

Por isso, quando me aperceber de situações repetitivas, não posso esquecer que se quero que elas desapareçam tenho que mudar e aprender com elas.

Ângela Barnabé

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