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Querido setembro… – Inventário Mensal 2018

setembro2018

Querido setembro,

Foste um mês de preparação para uma temporada (ainda) mais intensa da minha vida. Após um agosto tão “remexido” permitiste-me refletir e preparar para o que aí vinha.

De nada serve o conhecimento senão for posto em prática e foi isso que tu me mostraste. Com cada ação vem uma aprendizagem e com cada passo vem uma oportunidade de melhoria.

À medida que vou deixando a vida fluir e me vou desapegando de todos os conceitos limitadores, fico maravilhada com tudo aquilo que me rodeia.

Tudo é tão simples, tudo é tão claro.

Mas quando eu quero complicar, quando eu quero ter razão, quando eu quero ter as coisas à minha maneira… aí o caso muda de figura. Num estalar de dedos as coisas deixam de fazer sentido e parece que entrei no caos.

Gostaria de dizer que já não sigo por esse caminho e que em todos os momentos da minha vida deixo as coisas fluírem, mas ainda o faço.

Existem alguns momentos em que não me responsabilizo pela minha realidade e que me deixo ir para o vitismo.

Apesar de saber que esse não é o caminho mais fácil, nem de todo o mais desejado, hoje sei que em vez de me culpar por ainda o escolher, posso aprender com isso e quanto mais rapidamente o fizer, mais rapidamente deixarei de o escolher.

A vida é de facto bela e se eu “não der cabo dela” terei à minha disposição mais bênçãos do que poderia imaginar.

Obrigado Setembro!

Ângela Barnabé

Obrigado Setembro – Inventário Mensal 2017

setembro 2017

Setembro foi um início de um novo ciclo.

Comecei a partilhar um lado um pouco mais pessoal nas minhas reflexões diárias. Nunca imaginei o efeito que isto teria na minha vida, e se calhar nem mesmo hoje consigo posso imaginar por completo.

Mas, o que posso dizer é que me sinto melhor a cada dia que passa. Apesar de em alguns momentos ainda deixar que pequenas coisas me afetassem, depressa voltei ao trilho e permiti que o bem-estar permanecesse comigo.

Libertei-me de medos, inseguranças e dúvidas. Deixei cair muitas máscaras e admiti muitas coisas que preferia ter deixado na penumbra. Por vezes não é fácil para mim “dar o braço a torcer”, pois ainda me vejo a querer ter razão em vez de ser feliz.

A Ângela do início deste mês é muito diferente da Ângela que começa este mês de outubro.

As palavras de ordem do mês foram: certeza e confiança , pois só confiando é que posso realmente dizer que vivo. O controlo e a manipulação não passam de ilusões, pois quando uso este tipo de comportamentos, não estou a viver.

Não sei o que irá acontecer em outubro, mas afirmo com toda a certeza que setembro foi o melhor mês da minha vida.

Aos poucos liberto-me da miopia que me tolda a consciência e impede que eu veja o mundo claramente.

No fundo tomei consciência que tudo é uma escolha, e por muito que eu argumente, que eu resista ou rejeite, tudo, mas mesmo tudo o que eu experiencio é da minha responsabilidade.

Não há forma de mudar o que quer que seja sem me responsabilizar e aceitar a realidade que vivo.

Acredito plenamente que a vida está repleta de bênçãos e que a mim só me cabe permitir que elas jorrem na minha vida.

Obrigado setembro e bem-vindo outubro.

Ângela Barnabé

Podes ler os artigos do mês de setembro clicando aqui!

O ingrediente chave do boicote – Reflexões Diárias

Algumas das minhas reflexões diárias têm sido baseadas nas minhas experiências culinárias. Então hoje decidi partilhar com vocês um ingrediente chave para boicotar qualquer projeto: a dúvida.

Para aplicarem a dúvida na confeção de algum projeto, basta deixarem um pensamento de dúvida entrar, seja no momento em que sonham com o projeto, no momento em que o põe em prática ou quando já estão a desenvolver o projeto.

É infalível, se querem que algo não resulte, basta aplicarem a dúvida.

Falo disto com base na minha experiência: penso em fazer alguma coisa e em vez de pôr em prática, penso quais serão os passos que me levarão a esse objetivo. Depois, como tudo parece bastante complicado e com muitas variantes, deixo entrar a dúvida. E já está, já consegui boicotar o projeto.

Escrevi isto desta forma quase irónica, pois é realmente bastante estúpido duvidar. Só mesmo se quiser boicotar alguma coisa é que permito que a dúvida entre. Caso contrário porque é que o faria?

Ah, mas por vezes vem o medo e a dúvida e deixo-me levar… – pensei eu enquanto escrevia o parágrafo anterior.

Realmente, Ângela, que resposta tão linda, não é? E a responsabilidade onde é que ela está?

Que motivos é que eu tenho para não confiar? (Aqui ouvem-se aqueles sons dos grilos)

Que motivos tenho para confiar? Partindo do principio que nada me faltou até hoje, acho que não preciso de ir muito mais longe.

Agora que vos dei  a receita para o boicote, dou-vos também o ingrediente secreto que garante o crescimento e a realização: certeza e autoconfiança.

Certeza que nada nos falta. Que teremos tudo o que precisamos no momento certo. Certeza que não estamos sozinhos. Certeza que a vida estará sempre connosco até ao fim.

Obrigado por este dia, cheio de ingredientes maravilhosos para a realização dos meus sonhos.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

E se me faltar? – Reflexões Diárias

Já escrevi muitas vezes sobre controlo e sobre a minha grande tendência para querer que as coisas corram como eu quero.

Esta semana, tomei consciência que um dos grandes motivos pelos quais eu quero controlar as situações é o medo da falta, o medo que me falte algo no momento em que eu precise.

Coisas pequenas como comprar itens que não estou a precisar hoje, mas que posso vir a precisar daqui a dois dias são parte desta rotina. Mas, o controlo estende-se para além disso.

Não me entregar a determinados projetos com medo que me falte o dinheiro, a segurança ou a inspiração, são também aspetos que existem na minha vida.

Isto de facto é algo que bloqueia em muito o fluxo de entrada  de todas as bênçãos que eu possa imaginar.

Como é que eu posso receber algo se eu não confio?

Numa reflexão anterior, falei da ida ao restaurante e hoje vou usar novamente esse exemplo. Se eu for a um restaurante e pedir arroz de pato, não vou ficar com medo que o arroz não venha. Confio que quando estiver pronto o arroz chegará à minha mesa.

No fundo, eu tenho que aplicar isso na minha vida. Peço o que tenho a pedir, crio o que tenho a criar e sonho o que tenho a sonhar. E confio que no momento certo irá chegar.

E se chegar no momento que eu não quero? E se chegar e vier incompleto? – perguntas que surgem na minha cabeça muitas vezes…

Nasci sem nada e até hoje nada me faltou.

Nos momentos em que algo aconteceu tive todas as ferramentas necessárias para a resolução de problemas. Coisas que pareciam o fim do mundo, tornaram-se passeios no parque. Quando os meus maiores medos se tornaram realidade, não foi por isso que algo de mal me aconteceu.

No meio de tantos pensamentos negativos, de tantos medos, ainda me encontro cá hoje, “sã e salva”.

Se tenho tudo para confiar, porque é que não confio?

Obrigado por este dia!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

A segurança vem da confiança – Reflexões Diárias

segurança

Venham até a borda – disse ele.

Nós temos medo – responderam eles.

Venham até a borda – ele insistiu.

Eles foram. Ele empurrou-os… E eles voaram.

Guillaume Apollinaire

Quando pensava no tema da reflexão diária de hoje, lembrei-me de colocar este trecho e emocione-me ao lê-lo. Aliás, sempre que leio este pequeno texto emociono-me.

Tenho a mania de querer sentir-me preparada antes de fazer alguma coisa. Espero que a segurança me” caia em cima” e só depois quero arriscar e fazer alguma coisa.

Mas, felizmente as coisas não acontecem assim…

A segurança vem da confiança. A experiência pode dar segurança, mas a base de tudo é confiar na vida.

Até hoje nada me faltou; tudo o que precisei veio ter comigo na hora certa. Tudo o que tive que fazer foi pôr ação e pedir, confiante que já era meu.

Não posso querer dar um passo e ficar agarrada ao ponto do qual parti. Tenho que me aproximar confiante da beira do abismo, pois as asas não me faltarão.

Ângela Barnabé

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