by Ângela Barnabé | Nov 6, 2018 | 2018

Muitas vezes me deparo com situações aparentemente caóticas. Coisas que não me parecem levar a lado nenhum e muitas vezes parecem mesmo atrapalhar.
A pergunta que surge é “Porquê?” e é logo seguida por “E agora?”. Nesses momentos em que a tentação é julgar e tentar perceber o motivo pelo qual as coisas aconteceram, ao mesmo tempo que se tenta manipular o que irá acontecer, é preciso parar.
O porquê não interessa. As coisas acontecem sempre por um motivo, claro, mas a única coisa que eu preciso saber é que sou 100% responsável pela minha realidade. Não importa se aquilo que está a acontecer é resultado de uma crença, de uma ação ou de uma decisão; isso não vai resolver nada.
Com o tempo talvez possa vir a saber, mas se tentar perceber o motivo estarei a julgar e a racionalizar com base em conceitos que não abrangem toda a realidade e acabarei por apenas enganar-me a mim mesma.
E o que irá acontecer? Essa parte depende de mim. Não posso propriamente escolher o que vai acontecer e como se irão desenrolar os acontecimentos, mas posso decidir qual vai ser a minha postura.
Vou ficar revoltada e zangada e criar sofrimento? Vou tropeçar na situação e fingir que nada aconteceu? Ou vou responsabilizar-me e aceitar o que quer que seja que a situação me tenha a mostrar?
Não posso decidir o que vai acontecer, mas tenho o poder de escolha no que toca à forma como ajo em relação à situação.
Sei que tudo acontece por um motivo. Sei também que posso (e devo) confiar na vida. Sei que tudo o que acontece é o melhor para mim, desde que assim eu o decida.
Obrigado!
Ângela Barnabé
by Ângela Barnabé | Out 1, 2018 | 2018

Os momentos que me trazem mais crescimento são aqueles pelos quais não tenho muita vontade de passar. Por isso, na maior parte das vezes posso dizer que fujo ao meu próprio crescimento.
A opção de evitar passar por uma situação para não ter que lidar com as coisas que ela traz parece bastante atraente e até parece que não vai trazer nenhuma consequência. Mas a verdade é que traz bastantes e não são nada agradáveis.
Se eu sei que o caminho é por ali e sei da importância que é passar por ali, se eu evito fazê-lo vai muito provavelmente surgir a culpa. Por muito que eu tente justificar e arranjar outras maneiras de continuar o percurso, convencendo-me que até são melhores do que aquela que eu evitei, eu sei que manipulei as coisas.
A perspectiva de fazer algo que me mete medo e que mexe na minha zona de conforto não é muito agradável. Mas a sensação de realização e o crescimento que fazer o que quero evitar me traz é muito superior ao desconforto de o fazer.
Fugir às situações é uma forma de adiar, mas não é uma forma de evitar por completo aquilo que tenho que fazer. Mais cedo ou mais tarde terei que passar por isso.
Se já adiei coisas no passado e me sinto culpada tenho que me libertar da culpa. Ter evitado a situação não foi inteligente, mas somar culpa à equação ainda vai complicar mais a situação.
Se adiei há que reconhecer isso, aprender a lição e estar preparada para a nova oportunidade de crescimento.
Obrigado!
Ângela Barnabé
by Ângela Barnabé | Jul 15, 2018 | 2018

Na teoria, é fácil ver qual é a melhor forma de ver a vida. Consigo ver qual é a melhor forma de lidar com as situações e qual deverá ser a minha postura em relação ao que acontece.
Na prática, apesar de as coisas serem diferentes, acabam por ser mais simples.
Enquanto que quando eu estou a pensar na melhor forma de agir, as possibilidades não param de fluir e eu, sem estar a passar por nenhuma situação que precise de uma decisão, tenho que decidir “às cegas”, no momento presente tenho tudo o que preciso para lidar com uma situação.
Dou muitas vezes por mim a criar possíveis cenários na mente e a encenar como irei agir se aquela situação aparecer. Nunca consigo manter a postura ensaiada, porque no momento presente de nada serve aquilo que eu sei, interessa é aquilo que eu sinto.
A experiência tem uma grande carga na forma como eu lido com as situações no meu dia-a-dia, mas é aquilo que eu sinto que devo fazer que me ajuda a tomar decisões.
Mas por vezes no meio de tantas decisões “pré-decididas” e posturas “ensaiadas” é difícil ouvir aquilo que realmente interessa.
Se eu quero melhorar a minha postura em relação ao que acontece, tenho que estar presente em cada momento e assim sei que a minha postura será coerente com aquilo que eu quero experienciar.
Viver é tão simples! É preciso largar aquilo que não interessa e viver o momento, com certeza e autoconfiança.
Obrigado!
Ângela Barnabé
by Ângela Barnabé | Jul 11, 2018 | 2018

Sempre responsabilizei as situações e as pessoas pelas reações que tinha. Achava que toda a raiva, descontentamento e irritação eram causados por aquilo que a vida trazia até mim.
Mas, cheguei à conclusão que não é bem assim que as coisas funcionam.
Se algo acontece na minha vida eu sou responsável por isso. A minha reação, para além de ser também da minha responsabilidade, é também um espelho daquilo que eu sinto.
Se eu afirmo que já confio na vida, mas perante a situação, a dúvida “salta”, significa que por trás daquela afirmação, havia algo diferente.
Não foi a situação que causou a dúvida; o que aconteceu apenas trouxe à tona aquilo que já existia em mim.
Mas e o que fazer quando a reação que se tem não é coerente com a realidade que se quer viver?
A melhor forma de mudar algo é, no momento em que isso acontece, escolher agir em vez de reagir e escolher mudar aquilo que se tem feito.
Quando, por exemplo, afirmo que estou no fluxo da vida e resisto a algum acontecimento, em vez de me deixar levar pela resistência e em vez de a alimentar, escolho deixar ir aquilo que não quero sentir e escolho sentir aquilo que quero experienciar.
O primeiro impulso foi a resistência. Mas posso usar isso para treinar entrar no fluxo e confiar na vida.
Se “saiu cá para fora”, estava lá dentro. E já que está cá fora, aproveito para reciclar e fazer uma “limpeza”.
Obrigado!
Ângela Barnabé
by Ângela Barnabé | Mai 28, 2018 | 2018

As coisas não acontecem como eu espero. Isto já não é novidade e por isso tenho vindo a aprender a lidar com isto.
Em vez de tentar mudar aquilo que está a acontecer ou controlar aquilo que está para vir, trabalho para estar sempre na melhor postura possível e dessa forma transformar as situações.
Posso usar a frase “tudo o que acontece é para meu benefício” e entregar o resultado ao universo (neste caso não é para tentar de forma nenhuma perceber o benefício, pois a minha consciência é limitada demais para isso).
Posso ter consciência que a situação apareceu para que eu trabalhasse algum aspeto em mim e aprender com isso. Posso também ver que a situação apareceu para que eu tomasse uma decisão.
Não interessa bem o meio que me permite transformar as situações; o que importa realmente é eu sentir-me bem “antes, durante e depois”.
Tenho que ter consciência que tudo o que acontece na minha vida é da minha total e inteira responsabilidade e que me cabe a mim aprender a lidar com tudo, para me libertar disso e para atrair novas coisas para a minha vida.
Tentar perceber ou julgar de nada serve; apenas complica o problema. Seja no caso do benefício, da aprendizagem ou da decisão nada de tirar conclusões sobre o porquê. Basta agir em conformidade com o que pretendo vivenciar e deixar que o Universo faça o resto.
Obrigado!
Ângela Barnabé
Foto original por Eva Waardenburg on Unsplash