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Estou grata por poder observar o pôr do sol

Uma nova visão de mim mesma – Diário de uma Nova Visão

A maneira como vejo altera o resultado – 7 de 365

altera o resultado

Enquanto observadores, cada um de nós altera o resultado de cada situação. Não podemos controlar o que vai acontecer, nem a forma como acontece mas podemos, através da nossa visão, influenciar aquilo que iremos colher.

Vou dar um exemplo daquilo que me tem vindo a acontecer. Nos últimos meses, tenho vindo a ser presentada por situações que eu queria experienciar, mas que ao mesmo tempo adiava, com o pretexto de ainda não estar preparada para lidar com elas.

A vida, com a sabedoria do seu fluxo, foi-me mostrando que eu estava de facto preparada para lidar com aquilo que queria. E como é que isso me foi mostrado? Ao ter a oportunidade de mergulhar de cabeça nos meus objetivos.

A minha consciência ainda apresenta limitações e como tal por vezes ainda tenho alguma dificuldade em lidar com as emoções que vou sentindo e principalmente em criar aquela segurança e confiança, que é a base de uma vida plena.

Portanto, tenho tido como objetivo principal no meu dia-a-dia sentir-me segura, porque sei que no momento que deixo a insegurança entrar, as coisas começam a desandar. Vem a dúvida, vem o medo e começo a ver o mundo com filtros bem cinzentos.

Acontecimentos que poderiam contribuir para o meu bem-estar e crescimento, alimentam ainda mais a minha insegurança. Mas basta mudar a forma como vejo as coisas, que as coisas mudam.

Esses acontecimentos que anteriormente eram vistos a cinzento, passam a estar cobertos de cor e de sentido. Tudo o que eu tinha a aprender com a situação torna-se claro e é como se uma sensação de perfeição caísse sobre mim.

Eu não controlo aquilo que acontece, nem a forma como os acontecimentos se desenrolam. Mas posso deleitar-me ao observar tudo a fluir, sabendo que sou eu, com a minha postura de entrega que permito que assim aconteça.

Grata por um dia repleto de perfeição,

Ângela Barnabé

As Aventuras de uma Míope #17 – Abrir os olhos

abrir os olhos

17º Artigo da série “As Aventuras de uma Míope

Apesar de não escrever um texto da série “ As Aventuras de uma Míope” há bastante tempo, continuo a trabalhar na melhoria da minha visão. Partilho o meu dia-a-dia nas minhas reflexões diárias e à medida que vou expandindo a minha consciência, vou também expandindo o meu campo de visão.

Estou a escrever este texto, porque nos últimos dias tenho observado a evolução na minha visão. Têm sido muitos os momentos em que vejo claramente aquilo que me rodeia.

Tenho-me interrogado sobre o porquê das oscilações na clareza com que vejo o mundo. Será que eu não vejo bem as coisas porque não “abro os olhos”?

Quantas vezes passo por coisas e apenas reparo nelas passado bastante tempo? Quanto tempo demoro a verificar uma mudança na minha vida?

Será que muitas vezes vejo “mal” porque ainda estou agarrada à ideia de falta de clareza?

Eu sei que a clareza de visão (ou a falta dela) é causada pelo meu estado de espírito. Mas tenho pensado que muitas vezes eu transporto determinados estados de espirito do passado para o momento presente.

Se no passado, perante uma dada situação, me senti ansiosa, acredito que hoje, perante a mesma situação, me sentirei na mesma assim.

Mas as coisas mudaram. Sou uma pessoa diferente e aquilo que posso sentir é também diferente.

Será que o problema é eu não abrir os olhos para as mudanças que foram ocorrendo?

Ângela Barnabé

Foto original por Khürt Williams on Unsplash

O mundo através de outros olhos – 115 de 365

olhos

Fui passear em Lisboa, nas zonas com mais movimento. Antes, só de pensar que provavelmente teria que “enfrentar” uma multidão ou que seria obrigada a interagir com situações fora da minha zona de conforto ficava logo ansiosa e arranjava inúmeros motivos para ficar em casa.

Quanto mais me fechei à vida, mais limitada ficou a minha visão e a forma como via o mundo estava repleta de preconceitos baseados no medo na culpa… Via o mundo através de umas lentes bastante escuras e  cada vez mais tinha provas daquilo que eu acreditava.

O problema não era o mundo, nem as pessoas. O “problema” era eu.

Quanto mais me focava num mundo perigoso, mais situações via que comprovavam aquilo que eu achava que sabia.

Mas quando comecei a ver o mundo através de outros olhos, tudo se transmutou. Parece que fui transportada para um mundo paralelo e que as mesmas pessoas, os mesmos lugares e as mesmas situações mudaram completamente.

Bastava estar no meio de uma multidão para a minha visão ficar turva. Mas isso não aconteceu.

Vi mais claramente do que poderia imaginar, quando me encontrava rodeada daqueles que outrora eu via como inimigos imprevisíveis, que a qualquer momento me poriam à prova e me fariam sair da minha zona de conforto.

O mundo não é um lugar perigoso.

O perigo é a minha mente que se foca e materializa situações que eu não quero experienciar e que me arrasta para o inferno.

O paraíso está aqui, ao meu alcance em todos os momentos. Basta deixar de pensar e começar a sentir.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foro original por  Steven Spassov on Unsplash

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