Hoje refleti sobre o quanto eu deixei que o medo e a insegurança limitassem a minha vida.

Eu deixei de falar em público, por exemplo, porque, pensava eu, as atitudes que outras pessoas tiveram em relação a mim me deixaram desmotivada e por isso era preferível ficar calada.

Mas, lembrei-me de um episódio da minha vida em que fui convidada a falar sobre um tema em frente a algumas pessoas e misteriosamente fiquei rouca e não podia sequer dizer uma frase. Recordo-me de me sentir aliviada por não poder falar e de sentir que de uma certa maneira, fui eu que provoquei a minha rouquidão.

O convite para falar foi-me feito porque viram o meu potencial e eu aceitei-o porque era algo que eu gostava de fazer.

Mas deixei o medo entrar. Comecei a pensar naquilo que poderia correr mal e no meio de tanta coisa preferi não passar pela situação, nem trabalhar o meu medo e a minha insegurança.

Achava que isso tinha sido um episódio isolado, mas a verdade é que foi um inicio de um ciclo. Quanto mais deixei de fazer, mais medo fui tendo.

É essencial trabalhar o medo e a insegurança, quando me deparo com eles, ainda que isso me seja desconfortável.

Há que agir apesar do medo, porque senão, mais cedo ou mais tarde, o único motivo das minhas ações será o medo e não a vontade e a alegria de viver.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Dawid Zawiła on Unsplash

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