Tenho a mania de dizer que sempre tive uma baixa autoestima, mas a verdade é que os problemas nessa área começaram quando entrei na adolescência.

Em criança tinha mais vontade de arriscar do que medo e mais vontade de explorar o desconhecido do que ficar na zona de conforto.

Com o tempo ( e com os conceitos que fui criando), fui perdendo a confiança em mim e deixando de valorizar a pessoa que era. A valorização que eu conhecia de mim mesma era baseada na opinião que os outros tinham de mim.

Para me sentir bem comigo mesma, tinha de desvalorizar alguém, como se fosse uma espécie de competição pelo pódio.

Claro que nunca me sentia bem, porque acabava por haver sempre alguém melhor que eu e aí começava tudo de novo: a procura por algo que me fizesse melhor que os outros.

Valorizar aquilo que sou não deve depender de nada exterior nem significa desvalorizar ninguém ao meu redor.

Quanto mais de valorizo e reconheço, não só as minhas capacidades, como a importância de minha existência neste planeta, mais valorizo todos os que me rodeiam e o seu papel para a melhoria do mundo.

Cada vez tomo mais consciência da importância de uma boa autoestima, não só para uma grande mudança na minha vida, como para a minha contribuição para um mundo melhor.

Obrigado!

Ângela Barnabé

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