Durante muito tempo reclamei da vida que tinha. Não gostava de mim, nem daquilo que vivia. Tudo era um frete e os momentos em que me sentia “bem” eram os momentos em que me conseguia alhear da realidade.

Nunca imaginei conseguir sentir-me realmente bem com a vida e a minha única perspetiva era que ao fazer o que seria suposto, magicamente tudo se encaixasse e que me sentisse finalmente realizada. Mas nem mesmo isso me preenchia.

Surgiu uma nova forma de ver a vida e sinceramente eu resisti a isso. A minha postura era que o mundo tinha que mudar e não eu. Como é que eu mudando as coisas mudavam? Eu ficava mal por causa das coisas e não o contrário…

No fundo, esta nova forma de viver condizia com aquilo que eu sempre procurei. A minha vida passava a depender de mim, qualquer resultado poderia ser alterado e eu podia sentir-me realizada e feliz no meu dia-a-dia.

Esta ideia de que a realização apenas acontece em momentos específicos é uma grande prisão. Posso sentir-me realizada diariamente, com tudo aquilo que faço e com todas as situações que eu encontro.

A vida é o que eu quero que ela seja. Pode ser um constante realizar de sonhos, uma jornada repleta de aprendizagens e uma verdadeira alegria. Também pode ser um constante de desilusões, uma caminhada cheia de raiva e medo e um verdadeiro pesadelo.

A vida que eu tinha foi a vida que eu escolhi. A realidade que experimento hoje é resultado de uma escolha.

Mudar acontece num estalar de dedos, no momento da tomada de uma decisão. Mas é um processo, um constante expandir de consciência, que a pouco e pouco me mostra o quão maravilhoso é viver e usufruir de todas as bênçãos a que tenho direito. Obrigado por este dia repleto de alegria. Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Joel Holland on Unsplash

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