criança

No meio de tanta coisa que vivo no dia-a-dia é fácil, ou melhor, treinei-me para que seja fácil perder-me daquilo que realmente importa. Isso faz-me pensar em quando eu era criança.

O tempo não importava. O frio, o calor ou outra coisa exterior também não tinha importância. O que importava era a alegria do momento.

Eu achava que crescer implicava perder essa alegria e que ser adulto trazia consigo o peso da responsabilidade. À medida que expando a minha consciência, esses conceitos vão se alterando.

Crescimento é mudança e isso traz maturidade e experiência.

Será que não posso vibrar com cada momento e não me preocupar com o futuro nem me ocupar com o passado? Será que não posso viver como uma criança?

Por um lado perdi a alegria de viver o momento, mas por outro continuei a fazer birras quando as coisas não corriam à minha maneira.

Mas posso mudar. Posso deitar abaixo todas as barreiras que me afastam da vida e sentir realmente aquilo que acontece.

Porque na verdade tudo aquilo que fui fazendo foi afastar-me da vida, com medo de sofrer. E porque é que eu sofria? Porque não sabia lidar com as emoções e com as situações.

Mas hoje, enquanto aprendo a trabalhar aquilo que é necessário e deito fora todos os conceitos obsoletos, posso finalmente voltar a viver.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Wendy Aros-Routman on Unsplash

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