
Nas últimas semanas tenho partilhado sobre o perfeccionismo e sobre a minha dificuldade em aceitar e lidar com o que estou a sentir.
O perfeccionismo que ainda habita em mim afeta diversas áreas e uma das principais é o meu processo de aprendizagem.
Para mim ( e talvez para outras pessoas) o processo de aprendizagem pode ser um pouco desconfortável, principalmente quando não sou “boa” a fazer as coisas. Por exemplo, quando comecei a fazer bolos, algo que eu gosto muito de fazer, sinto que o processo foi agradável, porque os resultados iniciais foram relativamente bons.
Atualmente considero-me uma boa pasteleira e devo isso a todo o processo de aprendizagem.
Mas, em coisas que não sou naturalmente boa, já vejo o processo de aprendizagem de outra maneira. Muitas vezes tenho vontade de desistir e nos últimos tempos tenho procurado mudar isso.
Por isso, quero relembrar-me da importância de estar grata a tudo e quero agradecer a todos os processos de aprendizagem que passei e que ainda terei que passar.
Estou grata pela oportunidade de aprender. Não só por aquilo que isso me proporciona na prática, como também por tudo aquilo que me dá a conhecer sobre mim.
Por exemplo, ao aprender crochet, para além de estar a aprender como criar peças através do crochet, também tive a oportunidade de tomar consciência do quanto o perfeccionismo ainda me afeta.
Estou também grata ao meu corpo por me permitir aprender a fazer aquilo que quero (e também aquilo que muitas vezes preciso). Estou grata às pessoas que me cercam e que me incentivam a aprender e que partilham comigo a sua experiência para que o meu caminho de aprendizagem seja mais suave.
E estou também grata à oportunidade de partilhar todas as minhas aprendizagens com todos aqueles que leem o meu blog e que vão acompanhando esta minha viagem.
Obrigada! Obrigada! Obrigada!
Ângela


