No início do ano, coloquei como intenção dedicar-me a “coisas” que sempre quis experimentar ou que já tinha experimentado e que abandonei por algum motivo.
Uma desses “coisas” é o crochet. Comecei a aprender crochet em 2018, com uma senhora do Brasil que passou um tempo aqui na comunidade e foi algo que fui tentando desenvolver ao longo dos anos, mas que acabei sempre por abandonar.
Tentei fazer uma peça de roupa, mas por ter feito mal as medidas, não correu bem, fiquei frustrada e larguei o crochet durante algum tempo. Depois tentei fazer uma manta, mas quando vi que iria demorar algum tempo, também deixei. Voltei a tentar fazer uma peça de roupa e como não estava perfeita, larguei novamente o projeto.
Há cerca de duas semanas, vi um vídeo de alguém a fazer um tapete com roupa velha e com restos de lã e fiquei entusiasmada. Sempre quis fazer algo em crochet que fosse útil e por ter imensa roupa velha (que não dá para doar), decidi começar novamente no crochet.
Mas, as coisas não correram de uma maneira tão linear assim e novamente não tenho uma peça tão bonita como eu podia imaginar. Provavelmente é o tecido, mas a minha inexperiência, associada aos outros fatores, faz com que a peça tenha os seus “defeitos”.
Novamente surgiu a vontade de pôr de parte, mas decidi aprofundar o motivo que me leva novamente a querer desistir e adivinhem… É o perfeccionismo.
Já escrevi imensas vezes sobre isto e até já fiz um vídeo a falar desta minha relação com o querer fazer as coisas de forma perfeita, e volta e meia, fico mais consciente do quão enraizada esta tendência está em mim.
Todo este problema do crochet está ligado ao facto de eu querer fazer tudo bem à primeira. Quero ser perfeita. Quero agarrar em algo pela primeira vez e fazê-lo tão bem como uma pessoa que já o faz há desde sempre.
Como tal e aproveitando a minha decisão de me dedicar a coisas que sempre quis fazer, vou colocar com intenção para esta semana o estar atenta ao perfeccionismo. Deixar de ter medo de ser principiante e aceitar todo o processo de aprendizagem.
Não abandonei o tapete, claro e quando estiver terminado, pode ser que partilhe uma foto por aqui. Ou melhor, irei com certeza fazê-lo como compromisso para mim mesma.
A semana passada defini como intenção libertar-me do controlo e cheguei à conclusão que a melhor forma para o fazer é entregar e confiar.
Entregar ao Universo, a Deus ou ao meu poder superior tudo aquilo que me preocupa e que me pesa e confiar que, perante este ato de entrega, tudo correrá da melhor maneira e que quando for necessário eu agir, a vida encarregar-se-à de me mostrar que está na hora de fazer a minha parte.
Pode parecer fácil fazer isso, mas cheguei à conclusão que a vontade de controlar e de achar que eu consigo resolver tudo sozinha, torna isto um processo bastante complicado. Eu entrego e logo de seguida “desentrego”, pois a minha mente encontrou uma solução. Mas, logo de seguida volto a entregar e assim sucessivamente.
Nas alturas em que tudo parece correr bem, é fácil dizer que confio, que entrego e que estou grata pela forma como tudo acontece. Mas em alturas em que aparentemente as coisas não correm tão bem, surge a insegurança e o controlo.
Mas se surgem é porque sempre cá estiveram; estou sempre a controlar.
Portanto, esta semana vou continuar na linha do libertar-me do controlo, estando mais focada no entregar e confiar.
A vida é de facto muito boa para mim, não me têm faltado provas disso. Estou rodeada por pessoas fantásticas, a quem eu estou imensamente grata; tenho tido oportunidades fantásticas tanto a nível profissional como pessoal, estou a ter uma vida que nunca imaginei vir a ter… Tenho motivos mais que suficientes para entregar, confiar e agradecer.
2026 começou há poucos dias e provavelmente muitas promessas já foram feitas sobre aquilo que iria ser diferente este ano. Mas, na maioria das vezes tudo continuará igual, porque o novo Ano não muda nada se nós não mudarmos.
Já fui refém destas promessas e também da frustração de chegar ao final de um ano, sem ter cumprido nada daquilo que tinha prometido. Também sei o que é começar um novo com uma lista de objetivos que ficarão rapidamente esquecidos.
Hoje encaro o começo do ano de uma maneira diferente. Claro que esta data tem uma importância especial para mim e tirei um tempo para definir alguns objetivos para 2026. Mas todas as mudanças que quis implementar foram sendo aplicadas a pouco e pouco no dia-a-dia, mesmo antes do ano começar.
Este ano quero estar mais grata, mas comecei a sê-lo assim que me apercebi da importância da gratidão. Quero escrever mais para o meu blog e já comecei a organizar o conteúdo para que o possa fazer.
O início do ano é uma ótima altura para definirmos objetivos, para nos direcionarmos neste novo ano. Mas, daqui a um mês é também será um bom momento. É sempre um bom momento para decidir mudar. E é no momento que decidimos mudar que a mudança começa a acontecer.
A semana passada partilhei a minha gratidão pelo facto de estar vida e com saúde e por todas coisas que isso me permite experienciar. De entre todas elas, hoje quero realçar o quão estou grata por poder observar o pôr do sol.
Nesta altura do ano, escurece mais cedo e por isso é mais fácil para mim tirar um tempo para observar este fenómeno. E sempre que o faço não posso deixar de agradecer pela oportunidade de o fazer.
Mas para que o possa fazer, tenho que contar com outros aspectos, aos quais não me posso esquecer de manifestar a minha gratidão.
Quero agradecer aos meus olhos. Quando fui diagnosticada com miopia, fiquei chateada com o facto de os meus olhos não funcionarem bem. Mas depois de um processo de recuperação, e de ter consciência que o problema estava na minha consciência e não nos meus olhos, finalmente amo-os e, graças a eles posso ver claramente todas as maravilhas que este mundo tem.
Nesta linha de raciocínio quero também agradecer ao facto de ter aproveitado a oportunidade de melhorar a minha visão e a todo o percurso que me trouxe até aqui. Foi um caminho de grande transformação e sei que sou a pessoa que sou hoje graças a toda esta caminhada. Estou também grata pelas ferramentas que usei e que ainda uso e por todas as pessoas que partilharam comigo os passos que tinha de dar para chegar onde cheguei.
Quero agradecer também por me dar a mim mesma a oportunidade de parar e de apreciar as pequenas coisas da vida. Antes tudo isso me passava ao lado. O observar o pôr-do-sol, por exemplo, era algo que muitas vezes dei como garantido, porque todos os dias acontece e amanhã haverá mais um. Mas será que estarei cá amanhã para o ver?
Quero agradecer também, é claro, ao nosso planeta e ao Sol, por todos os dias me proporcionarem o espetáculo que é o pôr-do-sol.
A vida é feita de pequenas coisas, de pequenos momentos. E estou tão grata por puder estar cá a usufruir deles.
Já partilhei diversas vezes que a maior mudança que senti na minha caminhada em direção à melhoria de visão, foi a enorme alteração que aconteceu na forma como me vejo a mim, à vida e ao mundo.
Sempre tive bastante dificuldade em olhar para mim com amor. Na adolescência comparava-me aos que me rodeavam e cobrava-me pelo facto de ser diferente. Lembro-me de muitas vezes me questionar porque é que eu me sentia tão inadequada perante os outros.
Quando comecei o meu processo de mudança, há quase 13 anos, e mais tarde o processo de melhoria de visão, uma das minhas grandes dificuldades foi modificar a imagem de tinha de mim mesma.
À medida que o tempo foi passando, fui aplicando as ferramentas que tinha, mas sentia-me quase uma impostora, porque sentia que estava a mentir a mim mesma. Eu não gostava do meu corpo, sentia-me insegura e não me achava merecedora de amor.
Mas colhemos aquilo que semeamos e ao focar-me naquilo que queria ser e sentir, fui criando uma nova visão de mim mesma.
O meu aspecto físico já não desempenha um papel tão importante; o que passou a ser essencial foi tomarconsciência que meu corpo é o veículo que me permite viver a melhor vida possível. Por me ver com amor, o meu corpo foi mudando, e tudo aquilo que antes via como imperfeições passou a ser aquilo que mais admiro em mim mesma.
A insegurança que me dominava, foi aos poucos sendo substituída pela segurança. Agi muitas vezes com medo, é verdade, mas agora consigo ver cada situação como um desafio e fico entusiasmada por ter que lidar com situações que anteriormente me fariam sentir bloqueada e frustrada.
E à medida que fui olhando para mim com amor, fui-me sentindo merecedora dele. Eu era a primeira a criticar-me, a julgar-me. Era tão rígida comigo mesma. Mas hoje, por ter mudado a visão de mim, tenho mais facilidade em aceitar-me como sou.
Ainda tenho um caminho pela frente e os, ainda que poucos, momentos de falta de clareza são sinónimo disso, mas é tão bom ver-me com outros olhos.
O ano de 2026 começou há alguns dias e com ele veio a “necessidade” de criar os meus objetivos para este novo ano. Escrevo “necessidade”, porque ainda que eu saiba que todos os momentos são bons para se iniciar uma mudança ou me focar no objetivo, o início de um ano marca sempre o ínicio de um ciclo e tem sempre um significado mais especial.
Uma das intenções que tenho para 2026 é trabalhar o meu aspecto controlador. Já escrevi várias vezes sobre isto, mas quanto mais me foco em trabalhar isto, mais me apercebo das ramificações que tem na minha vida.
Por isso, para celebrar este ínicio de ano e honrar os meus objetivos, a intenção desta semana é libertar-me do controlo.
No ano passado escrevi um texto sobre a minha intenção de “Cultivar a disciplina” e nele falo um pouco sobre o quanto ser controladora tem consequências na minha vida. Mas, pouco depois disso, comecei a aperceber-me do quanto eu não sei viver sem estar a controlar. É algo tão automático e tão subtil que na maioria das vezes eu podia jurar que não o estava a fazer.
Cheguei mesmo ao ponto de não me conseguir “aturar” ao perceber que se eu fizesse um esforço para não controlar de um lado, arranjava logo outra coisa para controlar e ocupar a mente.
Por exemplo, um dos meus grandes desafios é no aspeto da organização. Eu felizmente tenho uma vida muito ocupada com diversas áreas de ação e por isso, para que o meu dia corra de uma maneira fluída eu tento organizá-lo.
Na minha experiência, a melhor maneira de organizar é ir fazendo o que preciso fazer e da forma como as coisas fluem, decidir o próximo passo a dar. Mas, a minha tendência é querer planear ao pormenor aquilo que vou fazer e o que vai acontecer e passo todos os momentos a percorrer a lista das tarefas, estando sempre a pensar no que falta fazer a seguir.
Conclusão: stresso-me porque as coisas não correm como eu planeio (acontecem sempre imprevistos), tomo decisões que nem sempre são inteligentes, porque em vez de olhar para o panorama geral, foco-me com rigidez naquilo que tinha pensado fazer e chego ao final do dia extremamente cansada e muitas vezes sem ter conseguido fazer tudo.
Por isso, a intenção para esta primeira semana de 2026 é libertar-me do controlo: estar mais consciente do momento presente e estar aberta ao fluxo e à forma como as coisas devem acontecer.
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