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O reflexo do interior – Reflexões Diárias

Hoje, quando fui às compras observei diversas pessoas em meu redor. Todas vestiam roupas diferentes e se apresentavam de formas distintas. Mas independentemente disso, era possível ver ou pelo menos sentir qual a postura que cada um tinha em relação à vida.

Isto foi um julgamento e não será essa a minha intenção para a reflexão de hoje.

Mas ao pensar em tudo isso, relembrei-me da forma como os outros me tratavam e me viam.

Achava que mudar de roupas, de penteado e de outros aspetos físicos iria operar uma mudança na forma como o mundo me tratava, mas isso não aconteceu.

Eu já escrevi bastante sobre isso, mas hoje vi todo este tema de uma forma mais ampla.

Eu não me sinto mal porque as pessoas me tratam de uma determinada forma; as pessoas tratam-me de uma determinada forma porque eu me sinto mal.

Não é o exterior que interfere com o interior; o interior cria todo o exterior.

Por muito que eu tente mudar algo em mim, se essa alteração não operar uma verdadeira mudança na forma de pensar e agir, na verdade nada aconteceu.

Muitas vezes sentia-me perseguida pelo mesmo tipo de pessoas, pelos mesmos acontecimentos, emoções e pensamentos. Achava que era o destino, algo que já tinha sido programado e que nada podia mudar isso.

Quanto pior me sentia, mais coisas desagradáveis aconteciam e mais se agravava o mal estar.

As coisas partem de mim sempre. Eu sou a causa, porque experimento o efeito.

A única forma de despistar de vez tudo aquilo que me assombrava não era mudar o itinerário, mas sim mudar quem definia o caminho.

Já dizia Antoine de Saint-Exupéry “o essencial é invisível aos olhos”.

Aquilo que realmente importa é muitas vezes aquilo que tento esconder. Os meus medos, a insegurança, a dúvida…

Mas é o que acaba por ficar sempre à vista, pois o que importa é o que sinto e não o que tento mostrar.

Obrigado por este dia!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

pan xiaozhen

Cada passo é uma experiência – Reflexões Diárias

Hoje reli alguns dos primeiros artigos que escrevi. Pensei que se fosse hoje escreveria sobre aquele assunto de uma forma totalmente diferente.

Isso despertou-me uma reflexão. Algo que normalmente me “impede” de evoluir é ficar a pensar nas coisas que deveria ter feito de uma forma diferente.

Esqueço-me que em cada momento eu apenas faço o melhor que sei e posso.

Consigo olhar para trás e ver as melhorias que posso fazer, porque num dado momento tive determinada ação o que me levou a uma determinada experiência e que me possibilitou ver em que podia melhorar.

Por exemplo, faço um bolo pela primeira vez. Após a cozedura do mesmo, vejo algumas coisas que posso melhorar: o tempo de cozedura, a forma como misturei os ingredientes, etc…

Sem fazer o bolo nunca poderia ver esses aspetos, porque ainda não tinha essa experiência.

Olhando para trás consigo ver algumas limitações na minha forma de pensar e agir. Mas isso não significa que nessa altura eu estava mal, ou que estava errada; significa que eu neste momento tenho uma mente mais expandida do que tinha na altura.

Não posso ir para o 10º andar sem passar pelo 1º, por muito que eu queira.

Todos os momentos da minha vida contribuíram para aquilo que sou hoje.

Cada vez que vejo espaço para melhoria significa que eu cresci.

Se sinto culpa ou ressentimento por algo que aconteceu é bom que me liberte rapidamente disso pois culpar-me apenas prolonga e agrava o problema, e em vez de o resolver apenas o torna maior.

Não é uma questão de tentativa-erro; porque isso pressupõe que alguma coisa na minha vida foi um erro. Nem uma questão de sucesso, pois isso pressupõe fracasso.

É apenas mais um passo, nesta grande caminhada que é a minha vida!

Obrigado por este dia repleto de “passos”!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Felix Kayser

A visão do mundo – Reflexões Diárias

Todos os dias me deparo com pessoas com ideias diferentes das minhas. Pessoas essas com visões diferentes da vida e da forma como ela se desenrola.

Nestas interações, por vezes a tendência é achar que a minha visão está correta. A missão é a todo o custo convencer a pessoa a pensar da mesma forma que eu.

Mas isso é de uma arrogância imensa.

Primeiro, porque o pressupor que a minha visão é a correta, é achar que de certa forma eu sou superior aos outros, e podemos ver que isso é completamente estúpido.

Depois, cada um vê o mundo consoante a sua bolha. Se a bolha é azul, o mundo será azul. Se a bolha é verde, o mundo será verde.

Ninguém consegue ver a verdadeira cor do mundo, pois os preconceitos toldam-nos a visão.

E ainda que eu esteja no caminho para a libertação de todo este lixo que distorce a visão da realidade, eu ainda tenho a visão manchada.

O facto de me estar a libertar de conceitos não faz de mim alguém superior aos outros, tal como eu pensava que era.

Já fui muito mais preconceituosa do que sou hoje. Esta mudança foi em grande parte causada pelo sofrimento em que eu vivia.

No fundo, a minha escolha foi feita porque não tinha outra escolha: ou mudava e me sentia melhor; ou ficava na mesma e me sentia cada vez pior.

Se tantas vezes falo que quero ser uma pessoa melhor para ter um mundo melhor, acho que não é nada coerente achar que sou superior pois apenas vejo as coisas com um pouco mais de luz.

Se realmente quero ajudar outros a encontrarem a sua própria luz, tenho que praticar a aceitação em vez do julgamento, pois só assim permitirei que os outros encontrem a sua verdade.

Já caí muitas vezes, ainda me deixo levar pelo julgamento e no fundo sou igual a todas as outras pessoas.

A ideia de superioridade que às vezes tenho apenas mostra que no fundo aquilo que me faz “superior” não passa de uma mentira.

Obrigado por este dia cheio de alegria!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

ORNELLA BINNI

A imagem que tenho de mim mesma – Reflexões Diárias

Já escrevi sobre o facto de me interrogar pelo motivo pelo qual as pessoas se comportavam de uma determinada maneira em relação a mim.

Nos últimos dias tem-me vindo à memória diversas situações que se passaram na minha adolescência. Situações que eu rotulei como más e que me fizeram perder confiança em mim mesma.

Mas será que as situações fizeram que eu me visse de uma forma negativa, ou foi o facto de me ver de forma negativa que causou as situações?

Tenho notado que quanto mais me liberto das máscaras e que falo dos meus medos e inseguranças, mais genuínas são as minhas relações.

Quanto mais me liberto do medo que não gostem de mim, mas amor recebo das pessoas que me rodeiam.

Mas, sei que essa mudança foi causada por uma mudança em mim mesma.

Da mesma forma que a imagem que eu tinha de mim fazia com que os outros se comportassem de determinada forma em relação a mim, hoje, o facto de eu mudar a forma como me vejo, faz com que os outros se comportem de forma diferente.

Em alguns momentos, ainda prefiro desresponsabilizar-me e dizer que são os outros, mas cada vez mais cedo me apercebo que a única forma de melhorar a minha relação com o mundo é mudando a minha relação comigo mesma.

As lentes com que vejo o mundo são compostas por preconceitos e ideias que criei ao longo do tempo.

Essas mesmas lentes interferem com tudo o que vejo. Se as lentes são compostas por medo, vejo o mundo como um lugar perigoso. Se as lentes são feitas de amor, vejo o mundo como um paraíso.

Se eu mudar os conceitos, mudo as lentes e mudo a imagem que tenho do mundo e de mim mesma.

É tudo uma questão de mudar a minha posição como observadora.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Agir apesar do desconforto – Reflexões Diárias

Eu gosto muito da zona de conforto. É uma zona familiar, rodeada por coisas que conheço.

Mas ao longo do dia tenho refletido no motivo pelo qual se chama zona de conforto.

Conforto é associado a algo bom, algo que nos agrada, mas acho que esta tão aclamada zona não tem nada de bom.

Tudo aquilo que me faz crescer está fora daquilo que me é habitual. Algo que me faça evoluir e ser uma pessoa melhor é algo que interfere com ideias pré-concebidas e que me faz alterar a forma de agir.

O que me é conhecido e familiar não traz muita evolução.

Hoje tomei consciência que evito, a todo o custo , passar por situações que me sejam desconfortáveis. E o que é que eu considero desconfortável?

Colocar ação num novo projeto, realizar uma nova tarefa, fazer alguma coisa da qual tenho medo. Tudo isso é desconfortável.

Mas o que é me faz crescer?

Evitar fazer coisas que me metem medo ou agir apesar do medo?

Fazer aquilo que já é conhecido ou arriscar algo que nunca experimentei fazer?

É fácil falar ( e escrever) sobre isto e mencionar que o importante é sair da zona de conforto, mas por vezes na hora da verdade a vontade é fugir.

Nas últimas semanas, tenho tentado resistir a essa tendência e agir apesar do desconforto.

Quando o que mais me apetece é evitar passar por algo ou dar aquele passo importante que me vai fazer voar, “esforço-me” por calar aquela voz que me diz para me deixar estar quieta.

Presto mais atenção aquele sussurro que me diz que é agora ou nunca e deixo-me ir.

Porque se o que eu realmente quero é seguir um determinado objetivo e se ficar na zona de conforto e evitar andar para a frente só me vai afastar daquilo quero, do que é que eu estou à espera?

Leva-se o medo, o desconforto, a dúvida e reciclam-se, fazendo deles o trampolim para saltar cada vez mais alto.

Obrigado por este dia repleto de “desconfortos”!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Sarah Crutchfield

Aceitar o que não posso mudar – Reflexões Diárias

A cada momento sou presentada com novas situações. Não há forma de evitá-las, nem isso seria benéfico para a minha vida.

Existem situações que me agradam mais e outras que me agradam menos. Independentemente disso, o desenrolar de cada acontecimento não é algo que está em meu poder.

Posso, na qualidade de observador, influenciar o resultado, mas a forma como tudo ocorre é algo que está fora do meu controlo.

Então, se o poder da minha vida está nas minhas mãos e se eu não posso interferir com as situações que acontecem, o que é que eu posso fazer?

Posso fazer duas coisas: aceitar e mudar.

Aceitar aquilo que não posso mudar: as situações que acontecem, as pessoas, o tempo, etc…

E mudar aquilo que posso.

E o que é que eu posso mudar? Posso mudar a forma como reajo às situações; posso mudar o que sinto relativamente ao mundo que me rodeia…

No fundo, o poder que nós temos não passa de um poder sobre nós mesmos. Esse poder não é algo a nível físico, como por exemplo alterar a nossa aparência, mas sim algo mais profundo do que isso.

Se pensar bem, cada vez que altero a forma como vejo determinada situação, é como se me deparasse com uma situação nova.

A situação não se alterou, mas a minha postura enquanto observadora sim. Assim eu criei uma mudança, que apesar de não ter ocorrido na situação, influenciou o resultado.

Quando eu ouvia falar em influenciar o resultado, achava que era com base na manipulação. Eu queria X e manipulava as coisas para que X acontecesse.

Mas, o verdadeiro poder não está em manipular para obter X. É mais querer X, pôr ação para conseguir X, mas estar aberta a outras opções, pois X nem sempre pode ser o melhor para mim.

Se acompanhado a cada objetivo estiver o foco em sentir-me bem, independentemente do que acontecer, de certeza que só poderei trazer para mim coisas que me farão bem.

Obrigado por este dia!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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