No seguimento do “Diário de uma Nova Visão”, decidi revisitar alguns temas sobre os quais escrevi n”As Aventuras de uma Míope”.
Na altura abordei a questão se a miopia seria um problema ou uma bênção. Apesar de ter sido uma reflexão um pouco vaga, a verdade é que já nesse momento tinha consciência que a miopia, o meu “problema” de visão, era na verdade uma bênção.
Citando o que escrevi em 2017:
“Quantas coisas aprendi devido à miopia? Quantas mudanças foi possível realizar devido à minha falta de clareza? Quão bonito é um processo de recuperação? Quão fantástica é a metamorfose de uma pessoa fechada, rígida e resistente, para uma pessoa que flui, amorosa e que, acima de tudo, que se ama?
O processo de melhoria ainda não acabou e já “vejo” todas estas bênçãos. No fundo, as coisas são o que nós “vemos”. A nossa postura altera tudo.”
Hoje tenho plena certeza que a minha limitação de visão foi aquilo que mais impulsionou o meu processo de mudança.
As aprendizagens que a miopia me proporcionou foram imensas. Aliás foi através dessas aprendizagens que sou quem sou hoje. Mas algo que eu posso destacar é que está nas minhas mãos toda e qualquer mudança que eu queira realizar.
O processo de melhoria de visão tem sido algo mais do que físico. Ver de uma forma cada vez mais clara e puder libertar-me das “muletas” que são os óculos foi fantástico.
Mas mais fantástico que isso é sentir-me cada dia mais livre; livre da grande resistência à vida que fazia parte constante do meu dia-a-dia e que me impedia de me sentir feliz e realizada; livre de pensamentos autocríticos que, a cada dia que passava, me faziam sentir pior e cada vez menos merecedora de amor.
Livre do medo do mundo que me rodeia; livre da desconfiança constante e de um estado de sobrevivência, em que sentia que tudo podia correr mal a qualquer momento.
A miopia mostrou-me aquilo que eu precisava mudar e a partir daí foi como uma bola de neve; quanto mais aspetos mudava e melhorava, melhor eu me queria sentir.
Sinto-me imensamente orgulhosa da pessoa que sou hoje. Reconheço que tenho ainda aspectos a melhorar, como é óbvio, mas nunca poderia imaginar que algum dia me podia sentir tão bem como me sinto hoje.
E nunca poderia imaginar que um problema tão grande como a miopia, se tornaria numa bênção tão grande como uma vida nova.
Desde que iniciei o meu processo de mudança que tomei consciência da importância de estar em gratidão. É algo em que eu me foco diariamente, mas observando a minha vida, sinto que não estou a agradecer o suficiente.
O que é que eu quero dizer com isto? Olhando para as diferentes áreas da minha vida, consigo identificar acontecimentos que são resultado da falta de gratidão. Isto significa que, apesar de eu estar focada nisso, existem momentos em que não é isso que estou a irradiar.
É fácil agradecer quando tudo está a fluir, quando as coisas correm da forma como eu penso ser a melhor. Mas quando aparentemente o fluxo é diferente, a tendência é esquecer a gratidão e muitas vezes entrar em vitimização ou em culpa.
A minha visão não é ampla o suficiente para saber qual é a melhor forma das coisas acontecerem. Então, em vez de julgar e rotular o que está a acontecer ou sentir-me culpada, porque se a minha realidade é criada por mim, então estou a criar coisas que não quero, penso que será bem mais inteligente agradecer e sair da postura de resistência, que só perpetua a realidade que eu não quero criar.
Portanto, esta semana a minha intenção é colocar como prioridade máxima estar em gratidão; independentemente do que possa estar a acontecer ou que eu possa estar a sentir, sei que a chave para tudo se transformar é agradecer.
A semana passada decidi que iria estar atenta àquilo em que me focava para que isso estivesse em sintonia com a realidade que queria experienciar pois, só assim poderia efetivamente criar essa realidade.
Na mesma linha dessa intenção, esta semana defini que vou procurar cultivar a disciplina, no sentido em que vou estar mais atenta e ser mais disciplinada em alimentar ações e atitudes que estão em sintonia com a vida que quero viver.
Isto surge porque muitas vezes, apesar de estar ciente que determinadas ações levam-me a determinados resultados e que, por exemplo, posso acrescentar ao meu dia-a-dia pequenos exercícios que contribuem para o meu bem-estar, deixo-me levar por outras coisas e acabo por não fazer nada disso.
E todos os motivos que possa arranjar para justificar o facto de não ter tirado um pouco de tempo para “mim”, não passam de desculpas.
Muitas vezes comporto-me do “8 ao 80”: ou desligo-me completamente de possíveis ações que contribuem para o meu bem-estar e criação da realidade que desejo, ou tento de um dia para o outro mudar completamente a minha rotina e fazer todos os exercícios/usar todas as ferramentas que conheço. Claro que nada disto funciona.
Nos últimos tempos sinto que tenhoencontrado um equilíbrio mas ainda assim, esta semana tenho como intenção continuar a cultivar a disciplina e aproximar-me cada vez mais da realidade que desejo criar.
Sinto que este texto está um pouco vago, por isso quero ver se consigo dar um exemplo mais específico para explicar o que quero dizer com tudo isto.
Um dos meus objetivos é deixar de ser uma pessoa controladora. Muitas vezes o termo controladora surge relacionado com a forma como tratamos os outros dentro dos nossos relacionamentos.
Mas quando me refiro a ser controladora, falo num sentido mais amplo. Sinto uma necessidade quase constante de estar “em cima do acontecimento”; de saber de tudo, de estar preparada para tudo e de pensar em todos os cenários possíveis. É um pouco difícil para mim simplesmente confiar e deixar que tudo se desenrole e agir conforme as situações aparecem. Aliás, muitas vezes até crio situações desnecessárias devido a essa tendência de controlar.
Portanto, a realidade que quero criar é de ser uma pessoa que confia e que é leve perante as situações. O que tenho que me focar é em largar o controlo, e usar as ferramentas que tenho em todos os momentos. Quase como treinar para uma competição desportiva, por exemplo. Quanto mais uso as ferramentas e me foco no que quero melhorar, mais fácil tudo se torna.
Mas, se ao invés de ser disciplinada e fazer o que sei que tem que ser feito, me deixo ir pelas tendências atuais, o resultado nunca será aquele que quero criar; irei continuar a ser controladora e a realidade que pretendo experienciar não passará de uma utopia.
Resumindo: para além de estar focada no que quero criar, não me posso esquecer de ser disciplinada e fazer o que tem que ser feito.
Uma das grandes tomadas de consciência que tive quando iniciei o meu processo de melhoria de visão foi que todos os sintomas físicos que experiencio em relação à minha visão são consequência da “ visão” da minha consciência.
Ou seja, o que eu teria que trabalhar não seria a parte física, neste caso, os meus olhos, porque o problema não estaria neles. Teria sim que identificar e transformar todos os conceitos que estavam a fazer com que eu visse a vida daquela maneira. Porque o problema físico que eu experienciava, era consequência de um “problema” na minha consciência.
No meu caso mais específico da miopia, uma das formas de definir como via o mundo era como se estivesse dentro de uma bolha rígida, que para além de me impedir de interagir com o mundo ao meu redor, também me impedia de ver de forma clara para lá dessa bolha.
Tudo o que estivesse fora do campo seguro, a bolha, era rejeitado e quanto mais coisas rejeitava, mas pequena se tornava a bolha e mais restrita se tornava a visão.
Quando comecei o meu processo de recuperação, à medida que fui expandindo a minha consciência, a bolha foi-se tornando cada vez maior e com isso também se foi tornando menos rígida, sendo mais fácil a interação com o que me rodeava e sendo mais clara a minha visão.
E como é que está a minha visão atualmente?
Quando iniciei o meu processo de recuperação, pensei que um dia iria chegar ao “topo” de transformação e que a partir daí a minha visão ficaria completamente clara e que não teria que “trabalhar” mais no âmbito da minha melhoria pessoal.
Não poderia estar mais enganada.
Um processo de recuperação, seja ele do que for, é um processo contínuo que me irá acompanhar até ao final da minha vida. Ainda que, atualmente, aquilo que estou a trabalhar a nível emocional seja bem diferente do que aquilo que trabalhava inicialmente, a verdade é que existem sempre coisas a melhorar; o crescimento e a mudança são contínuos.
Isto tudo para dizer que, atualmente, o meu estado “normal” é de clareza de visão. O meu estado de consciência é de serenidade, confiança e bem-estar.
Mas, existem momentos em que o meu estado é de ansiedade, preocupação, resistência… E aí o que acontece? O meu corpo dá sinais, e a falta de clareza de visão é um deles.
Como sei que o problema físico é causado por algo emocional, quando me apercebo da falta de clareza, o que faço de seguida é identificar o que estou a sentir e depois sintonizar-me com o bem-estar. Por exemplo, se me sinto ansiosa, escolho sintonizar-me com a confiança e serenidade.
Claro que neste momento, na maioria das vezes consigo identificar estados emocionais limitantes antes de eles se manifestarem a nível físico. E muitas vezes a mudança de estados é instantânea e outras demora um pouco mais e tenho que recorrer a ferramentas que fui aprendendo ao longo dos anos.
O processo de recuperação e de melhoria de visão é um processo contínuo. Quanto mais me foco na melhoria, melhor fico. Quanto mais expando a consciência, mais expandida fica a minha visão.
Este é o meu estado atual de consciência, que se reflete na minha visão. Um estado de melhoria contínua, de aprendizagem e de um bem-estar cada vez maior.
Muitas vezes apercebo-me, que ao invés de procurar confiar que tudo se vai desenrolar da maneira mais perfeita, fico a tentar controlar e a tentar prever como as coisas vão acontecer, para estar preparada para todos os cenários possíveis.
Isso leva-me a estar focada no que não quero criar, em vez de me focar no que quero, confiando que tudo vai correr da melhor maneira. E o que é que tudo isto causa? Mal-estar, ansiedade e resistência, tudo coisas que não estão alinhadas com a realidade que que quero experienciar.
Então pensei que deveria arranjar uma ferramenta para evitar entrar nesse ciclo de controlo e que ao mesmo tempo me permitisse estar alinhada com aquilo que quero criar.
Uma das ferramentas que uso frequentemente são as afirmações. Por exemplo, “Nada é o que parece”, “Tudo é perfeito da forma que é”… Mas, a afirmação que me surgiu e que tem feito milagres é “Só me acontecem coisas boas!”.
Quando acontece alguma situação, seja ela do meu agrado ou não, utilizo esta afirmação. Ajuda-me a estar em gratidão, porque independentemente do que esteja a acontecer eu fico grata pelas “coisas boas” que acontecem; “obriga-me” a responsabilizar-me, porque a decisão sobre o que me acontece está nas minhas mãos e para além disso leva-me a estar focada naquilo que eu quero e que acredito: a vida traz-me sempre tudo aquilo que eu preciso.
Desde o início deste ano que tenho estado a usar esta afirmação, e posso dizer-vos que as mudanças são visíveis, não só na forma como tudo se desenrola na minha vida, como principalmente no meu bem-estar: não há ansiedade, nem preocupação, pois só me acontecem coisas boas!
Resumindo: sempre que algo acontece, independentemente do que seja, a postura a ter é que “Só me acontecem coisas boas!”
A forma de conseguir criar a realidade que desejo e nela materializar tudo o que quero alcançar, é estar focada naquilo que quero e agir em conformidade com isso mesmo.
Muitas vezes sinto que me “esqueço” disso. Esqueço-me que a criação da realidade que desejo está nas minhas mãos, e que tudo é possível. Tenho as ferramentas, tenho os objetivos… Nada me falta para tudo se concretize!
Desde há alguns tempos para cá que tenho vindo a ser mais disciplinada nesse sentido e que por isso tudo tem fluído muito melhor (também por todo o trabalho interior que tenho feito) e por isso decidi que esta semana me iria relembrar da importância de me focar naquilo que quero.
O processo de criação começa com um sonho, que se transforma num objetivo. Toda a alegria em ver o sonho se transformar em realidade, alimenta-o e fá-lo crescer.
Se em algum momento eu senti que a minha vida não era o que eu queria que fosse, é porque eu não sabia que eu podia mudar e criar tudo aquilo que eu mais sonhei.
Bastou definir o que eu queria e sintonizar-me com isso mesmo. Queria ser uma pessoa mais segura e confiante? Já o sou. Queria viver uma vida com sentido? Já o faço.
O poder de criar está nas minhas mãos; basta saber o que quero e focar-me nisso para que tudo se desenrole da melhor maneira!
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