2026 começou há poucos dias e provavelmente muitas promessas já foram feitas sobre aquilo que iria ser diferente este ano. Mas, na maioria das vezes tudo continuará igual, porque o novo Ano não muda nada se nós não mudarmos.
Já fui refém destas promessas e também da frustração de chegar ao final de um ano, sem ter cumprido nada daquilo que tinha prometido. Também sei o que é começar um novo com uma lista de objetivos que ficarão rapidamente esquecidos.
Hoje encaro o começo do ano de uma maneira diferente. Claro que esta data tem uma importância especial para mim e tirei um tempo para definir alguns objetivos para 2026. Mas todas as mudanças que quis implementar foram sendo aplicadas a pouco e pouco no dia-a-dia, mesmo antes do ano começar.
Este ano quero estar mais grata, mas comecei a sê-lo assim que me apercebi da importância da gratidão. Quero escrever mais para o meu blog e já comecei a organizar o conteúdo para que o possa fazer.
O início do ano é uma ótima altura para definirmos objetivos, para nos direcionarmos neste novo ano. Mas, daqui a um mês é também será um bom momento. É sempre um bom momento para decidir mudar. E é no momento que decidimos mudar que a mudança começa a acontecer.
A semana passada partilhei a minha gratidão pelo facto de estar vida e com saúde e por todas coisas que isso me permite experienciar. De entre todas elas, hoje quero realçar o quão estou grata por poder observar o pôr do sol.
Nesta altura do ano, escurece mais cedo e por isso é mais fácil para mim tirar um tempo para observar este fenómeno. E sempre que o faço não posso deixar de agradecer pela oportunidade de o fazer.
Mas para que o possa fazer, tenho que contar com outros aspectos, aos quais não me posso esquecer de manifestar a minha gratidão.
Quero agradecer aos meus olhos. Quando fui diagnosticada com miopia, fiquei chateada com o facto de os meus olhos não funcionarem bem. Mas depois de um processo de recuperação, e de ter consciência que o problema estava na minha consciência e não nos meus olhos, finalmente amo-os e, graças a eles posso ver claramente todas as maravilhas que este mundo tem.
Nesta linha de raciocínio quero também agradecer ao facto de ter aproveitado a oportunidade de melhorar a minha visão e a todo o percurso que me trouxe até aqui. Foi um caminho de grande transformação e sei que sou a pessoa que sou hoje graças a toda esta caminhada. Estou também grata pelas ferramentas que usei e que ainda uso e por todas as pessoas que partilharam comigo os passos que tinha de dar para chegar onde cheguei.
Quero agradecer também por me dar a mim mesma a oportunidade de parar e de apreciar as pequenas coisas da vida. Antes tudo isso me passava ao lado. O observar o pôr-do-sol, por exemplo, era algo que muitas vezes dei como garantido, porque todos os dias acontece e amanhã haverá mais um. Mas será que estarei cá amanhã para o ver?
Quero agradecer também, é claro, ao nosso planeta e ao Sol, por todos os dias me proporcionarem o espetáculo que é o pôr-do-sol.
A vida é feita de pequenas coisas, de pequenos momentos. E estou tão grata por puder estar cá a usufruir deles.
Uma das intenções que tenho para o ano de 2026 é focar-me mais em estar grata e sempre que possível partilhar essa gratidão com todos que me rodeiam. Por isso, utilizando o meu blog como ferramenta para isso mesmo, quero agradecer hoje por algo que eu considero muito importante e que me permite, por exemplo, estar a escrever este texto: estar viva e com saúde. Normalmente só me lembro de agradecer por ter saúde quando fico doente. E depois, quando já estou bem, esqueço-me novamente de estar grata.
Observo à minha volta que muita gente mais velha do que eu, relembra com saudade, toda a saúde e vigor que tinha quando era da minha idade. Muito provavelmente, assim como eu, na altura não valorizavam nem agradeciam por isso.
Portanto, hoje expresso a minha gratidão por este dia. Estou grata por estar viva e com saúde, por ter acordado com energia, com saúde e por poder realizar tudo o que quero e preciso fazer. Estou grata por me poder movimentar, pelo meu corpo e por todas as experiências que me permite ter.
Por poder saborear a comida que me nutre, por sentir seja o conforto no Inverno, seja a energia do Verão. Por poder apreciar a limpeza após um banho quentinho, ou fresquinho.
Por poder correr, saltar, andar. Pelas caminhadas que dou com a Zara, a minha cadela. Pelas festinhas e brincadeiras que tenho com ela.
Por poder apreciar o nascer e pôr do sol com os meus olhos. Pelo cheiro a terra molhada ou aquele cheiro a pinhal num dia de calor.
Por poder abraçar e ser abraçada. Por poder rir até me doer a barriga ou chorar até sentir que lavei a minha alma.
Obrigada corpo por seres o veículo da melhor vida que poderia ter. Que eu te estime e te agradeça sempre! Obrigada!
Uma das minhas preocupações desde que eu me lembro é o sentimento de inadequação que sentia constantemente. Fosse em casa ou na escola, na infância e adolescência ou na minha vida profissional e pessoal, já em adulta, o sentir que não fazia parte, a necessidade de tentar adaptar-me para me sentir bem e para que gostassem de mim, acompanhava-me sempre.
Esta semana estava a refletir sobre a relação que tenho atualmente comigo mesma e cheguei à conclusão de que nunca me senti tão bem. E perguntei-me? O que é que eu fiz para que ocorresse toda esta transformação? Correndo o risco de ser um pouco cliché, afirmo que a cada dia que passa sou cada vez mais genuína comigo mesma.
Isto é o resultado de todo um trabalho realizado ao longo de quase 12 anos de transformação. Não foi algo que aconteceu de um dia para outro e se eu pudesse falar com o meu “eu” do passado e lhe pudesse dar algumas sugestões baseadas na minha experiência e no que sei hoje, dir-lhe-ia que é mais importante aquilo que sinto em relação a mim do que o que os outros pensam de mim. Eu sei que a minha tendência sempre foi querer agradar e muitas vezes fingir ser o que não sou para que gostem de mim. Mas se for genuína com aquilo que sou, encontrarei quem gosta realmente de mim. E mais importante do que isso, eu gostarei genuinamente de mim em todos os momentos e sentir-me-ei sempre a fazer parte. Citando um slogan, que penso ser da Matinal: “Se eu não gostar de mim, quem gostará?”.
Aliás, sempre que alguém demonstrava afeto e carinho por mim, eu sentia-me uma fraude, ou porque aquilo que eu demonstrava não era genuíno, ou porque, uma vez que não gostava de mim, não me sentia merecedora de qualquer tipo de amor.
Não quero com isto dizer que não tenho momentos em que todas estas tendências vêm à tona e que me sinto novamente em resistência àquilo que sou. Mas, a cada dia que passa, torna-se cada vez mais natural o bem-estar.
Só temos esta vida para viver e a escolha de nos sentirmos bem está nas nossas mãos. Às vezes a decisão de ficarmos bem connosco leva a mudanças radicais e a um grande caos (é algo que eu própria experienciei). Mas, no final tudo se encaixa e tudo faz sentido.
Uma das coisas que me tem feito repensar sobre a forma com que lido com o que me acontece é a reflexão que sou um pouco de tudo o que vivi.
E não digo isto numa “onda” de vitimização em que me sinto moldada pelas experiências e em que atribuo a responsabilidade sobre aquilo que sinto ou faço às circunstâncias em me encontro e encontrei envolvida.
É mais num tomar consciência que é a forma como lido com que acontece, seja com amor ou com medo, falta ou abundância, fluxo ou resistência, que dita como tudo se desenrola e que vai moldando a minha forma de ser.
Por exemplo, se perante uma dada situação eu escolho reagir com resistência ao que está a acontecer, para além de estar a criar sofrimento e ansiedade naquele momento, estou também a alimentar dentro de mim essa faceta.
Agora, se perante essa mesma situação eu escolho agir com amor, para além de fazer com que tudo flua, estou também a alimentar o amor dentro de mim e a permitir que esse “lado” se desenvolva.
Talvez em vez de dizer que sou um pouco de tudo o que vivi, seja mais correto dizer que hoje sou resultado de todas as escolhas que fiz ao longo da minha vida. Escolhas em relação à forma como agi, como me relacionei e como me vi.
E como tudo é uma escolha e estou sempre a tempo de escolher mudar, se aquilo que sou hoje não está em sintonia com o que quero ser a partir de hoje, posso sempre escolher reciclar-me e mudar.
Muitas vezes apercebo-me, que ao invés de procurar confiar que tudo se vai desenrolar da maneira mais perfeita, fico a tentar controlar e a tentar prever como as coisas vão acontecer, para estar preparada para todos os cenários possíveis.
Isso leva-me a estar focada no que não quero criar, em vez de me focar no que quero, confiando que tudo vai correr da melhor maneira. E o que é que tudo isto causa? Mal-estar, ansiedade e resistência, tudo coisas que não estão alinhadas com a realidade que que quero experienciar.
Então pensei que deveria arranjar uma ferramenta para evitar entrar nesse ciclo de controlo e que ao mesmo tempo me permitisse estar alinhada com aquilo que quero criar.
Uma das ferramentas que uso frequentemente são as afirmações. Por exemplo, “Nada é o que parece”, “Tudo é perfeito da forma que é”… Mas, a afirmação que me surgiu e que tem feito milagres é “Só me acontecem coisas boas!”.
Quando acontece alguma situação, seja ela do meu agrado ou não, utilizo esta afirmação. Ajuda-me a estar em gratidão, porque independentemente do que esteja a acontecer eu fico grata pelas “coisas boas” que acontecem; “obriga-me” a responsabilizar-me, porque a decisão sobre o que me acontece está nas minhas mãos e para além disso leva-me a estar focada naquilo que eu quero e que acredito: a vida traz-me sempre tudo aquilo que eu preciso.
Desde o início deste ano que tenho estado a usar esta afirmação, e posso dizer-vos que as mudanças são visíveis, não só na forma como tudo se desenrola na minha vida, como principalmente no meu bem-estar: não há ansiedade, nem preocupação, pois só me acontecem coisas boas!
Resumindo: sempre que algo acontece, independentemente do que seja, a postura a ter é que “Só me acontecem coisas boas!”
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