Algo que eu considero ser uma grande limitação minha é o facto de procurar ter sempre as coisas como certas. O que é que eu quero dizer com isto?
Para mim, o ideal seria ter sempre um plano bem delineado e tudo deveria acontecer consoante esse plano. Caso as coisas fujam àquilo que eu esperava vir a acontecer, ou que não seja possível criar um esquema dos acontecimentos, a minha tendência é resistir e demoro um pouco até “encaixar” as mudanças que acontecem (daí também a minha limitação na visão).
Nos últimos tempos tenho vindo a ser mais “testada” neste sentido, uma vez que tem sido impossível fazer planos e quando os faço, rapidamente são desfeitos. Como isto tem acontecido com bastante frequência, sinto que estou a aprender a desapegar-me daquilo que pré-defini e que, em algumas ocasiões, até fico entusiasmada com as mudanças e reviravoltas da vida.
No outro dia deparei-me com uma frase “Quando nada é certo, tudo é possível.*”. Essa frase fez-me refletir em tudo aquilo que escrevi acima, mas também me levou à reflexão que, muitas vezes de todas as possibilidades que existem, eu não escolho as “melhores”. Porque é que, perante uma determinada situação, em vez de criar como possível uma resolução fácil e fluída, penso sempre na resolução mais complicada? Porque é que muitas vezes ainda me observo a pensar no plano B, certa de que o plano A nunca vai resultar?
Posto isto, e devido a ter tomado consciência que limito sempre as possibilidades na minha vida e que a procura de certezas limita sempre os resultados que posso obter, tenho como intenção abrir-me às possibilidades.
Tudo é possível e se eu deixar de querer controlar o desenrolar do que acontece, irei sempre ser encaminhada para a melhor possibilidade que existe para mim.
Quando comecei o meu processo de mudança, eu confundia alegria com euforia.
A maior parte das vezes em que dizia sentir alegria, estava na verdade a sentir-me eufórica. Essa “alegria” terminava sempre em momentos de depressão e normalmente sentia-me muito pior do que antes. Mas, como não sabia outra coisa, procurava constantemente a “alegria” e ficava sempre sem saber porque motivo me sentia cada vez pior.
Mais tarde, consegui entender o que se passava e comecei a ficar mais atenta a esses momentos de “altos e baixos”, momentos esses que foram ficando cada vez menos frequentes, à medida que fui trabalhando a minha autoestima.
Hoje sei (ou pelo menos procuro estar consciente) que a alegria é algo que posso trazer sempre comigo. Não é algo reservado apenas para ocasiões especiais. E que quanto mais procuro sentir alegria em todos os momentos, mais fácil se torna lidar com momentos do dia-a-dia.
Por isso, a minha intenção para esta semana é procurar a alegria em todos os momentos, independentemente do que esteja a acontecer e do que eu possa estar a fazer.
O tempo que temos é limitado e aquilo que passou não volta atrás. Tenho a certeza que quanto mais procurar estar alegre, melhor me sentirei e que farei cada segundo valer a pena.
Apesar de já esta um pouco “atrasada” na partilha de intenção aqui no blog, desde domingo que defini que esta semana estaria mais atenta a mim mesma.
E porquê, perguntam vocês?
Em primeiro lugar, porque sendo eu a criadora da minha realidade tenho que estar atenta àquilo que sinto e à minha postura em relação ao que acontece, para que possa criar aquilo que quero em vez do que não quero.
Mas esta semana, a intenção vem no seguimento de alguns comportamentos meus que tenho vindo a observar nos últimos tempos.
Em primeiro lugar, notei que me envolvo muito facilmente com o mal-estar dos outros. Mesmo estando aparentemente bem, quando alguém se aproxima de mim e noto que essa pessoa não está bem, a minha tendência é “apoderar-me” desse mal-estar. Isso mostra que na verdade eu não estou realmente bem. Para além disso a melhor forma de ajudar alguém é estando bem e não é ficar mal por solidariedade.
Depois, ao estar atenta a mim mesma, evito a tendência para julgar e tentar compreender o que os outros possam estar a pensar e fazer. Há sempre aquele “bichinho” por tentar perceber porque é que os outros fazem isto ou aquilo, ou por achar que deveriam fazer as coisas “assim ou assado”. Este comportamento, para além de ser uma perda de tempo, é altamente destrutivo porque sinto que me leva a ficar cada vez mais absorta em mim, em vez de expandir a minha consciência e aceitar as pessoas tal como elas são (assim como eu quero que me aceitem).
Claro que estes comportamentos já me acompanham à algum tempo e por estar mais focada nas intenções da semana e na melhoria constante que elas me proporcionam, sinto que despertei para a sua existência e para a urgência em mudar.
Já estamos quase a meio da semana, e já posso dizer que, ao aplicar esta intenção, me sinto mais serena e que consegui identificar mais coisas ainda que preciso melhorar e que na maior parte das vezes vejo os outros a fazer e os julgo por isso.
Na última semana, deparei-me muitas vezes com lembranças do meu passado. Recordei-me de momentos da infância, que na sua maioria me trouxeram e ainda trazem alegria, e de momentos da minha adolescência, que pelo contrário, estão carregados de mágoas.
Essas mágoas foram criadas principalmente pela minha baixa-autoestima. Como me sentia mal comigo mesma, via os acontecimentos de uma determinada perspectiva e estava sempre à procura de situações que criassem um ambiente semelhante ao meu estado interior, um estado de mal-estar, de rejeição e de infelicidade.
Muitas vezes ainda sinto que a “Ângela” adolescente habita em mim e que o seu estado me influencia a agir de maneiras que não estão em sintonia com aquilo que eu estou a vivenciar atualmente aos 28 anos.
Então decidi que esta semana vou focar-me em encerrar ciclos, libertando-me de memórias menos positivas e procurando lembrar-me dos diversos bons momentos que tive. (podes ler sobre o objetivo da intenção da semana aqui)
Começo este trabalho procurando sentir gratidão por tudo aquilo que experienciei e responsabilizando-me, sabendo que tudo aquilo que aconteceu não foi nada mais, nada menos do que um reflexo da minha consciência e daquilo que eu sentia em relação a mim e ao mundo que me rodeava.
A intenção para esta semana é: viver com paixão o dia-a-dia. (podes ler sobre o objetivo da intenção da semana aqui)
Ultimamente tenho ouvido pessoas já com idade lamentarem o não terem vivido mais, o não terem aproveitado mais a vida, aquilo que tiveram, as pessoas que conheceram, etc….
Muitas vezes associa-se o viver a vida com paixão, com o experienciar uma lista infindável de coisas, como se fosse um acumular de pontos. Mas quando eu me refiro a viver a vida com paixão, não estou a ir por esse caminho.
Refiro-me a, independentemente do que tenho a fazer, aproveitar e entregar-me a isso mesmo. Seja limpar, responder a emails, viajar, comer… Nunca saberei qual vai ser a última vez que vou estar perante uma situação… Então o melhor é aproveitar como se fosse a última vez.
E para além disso, é muito mais prazeroso fazer as coisas com amor e boa-vontade, do que fazer porque tem de ser feito.
Momentos grandes na vida não são muitos, mas o dia-a-dia é feito de pequenos momentos e são esses que eu tenho como intenção aproveitar.
Portanto, a minha intenção para esta semana é viver todos os momentos com paixão, e estar em gratidão por tudo aquilo que estou a viver.
Para que eu possa crescer e ser uma pessoa melhor, sinto que é importante ter um foco e uma intenção. Quando digo pessoa melhor, refiro-me a uma pessoa melhor para mim mesma; alguém que a cada dia que passa se sente melhor consigo e que se sente cada vez mais realizada e feliz.
Normalmente escolho uma intenção para cada semana e trabalho por agir conforme essa mesma intenção. Surgiu-me a ideia de, para além de definir essa intenção para mim mesma, partilhá-la aqui no blog.
Independentemente da intenção específica de cada semana, existem dois “pilares” essenciais no meu dia-a-dia: a gratidão e o fazer de cada dia o melhor dia da minha vida.
Todos os dias, procuro sentir-me grata por aquilo que tenho, aquilo que quero ter e por tudo o que acontece, seja isso algo que eu possa julgar como bom ou como mau. E como cada dia é novo e é uma bênção acordar para um novo dia, escolho também fazer de cada dia o melhor.
E agora perguntam: consegues manter sempre uma postura de gratidão e consideras sempre cada dia como o melhor?
A minha resposta é: procuro sempre seguir estas linhas de orientação. Se há momentos em que não estou em gratidão? Sim, há. Se há dias em que entro em resistência e que chego ao final do dia exausta? Sim, também há.
Mas estes momentos de mal-estar são cada vez menos. Há imensos momentos em que me sinto grata por tudo, até mesmo por situações que parecem o fim do mundo. Praticamente todas as noites, deito-me, sentindo-me realizada com o meu dia e com a sensação que estou no caminho certo.
E olhando para trás, a cada ano que passa, a cada dia que passa, tenho-me sentido uma pessoa cada vez melhor.
Por isso, vou procurar todas as semanas, partilhar aqui no blog a minha intenção para este ciclo de 7 dias, e quem quiser acompanhar e quem sabe, até partilhar a sua experiência, pode fazê-lo aqui no blog.
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