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Sentir a vida – 83 de 365

sentir a vida

Uma vez li uma frase que dizia “A vida começa fora da zona de conforto”. Essa frase fez-me pensar na minha conduta e no quanto eu dependia da zona que eu conhecia para me sentir segura.

Se realmente pensar nisso, a zona de conforto não é nada confortável. Pode ser uma zona conhecida, mas no fundo ninguém se sente verdadeiramente bem lá.

Quanto mais medo e ansiedade fui sentindo ao longo dos tempos, mais me fechei numa bolha. Precisava de fugir à vida, pois ela era ( e é) bastante imprevisível.

Talvez se eu me fechar àquilo que não consigo controlar, me possa sentir bem, pensei eu muitas vezes.

Mas a verdade é que, quanto mais fugi da vida, quanto mais me afastei dos acontecimentos, pior me senti, e mais problemas fui criando.

Hoje, consigo identificar uma “incapacidade” de sentir a vida. Parece que não sei viver. De tanto me fechar, de tantas barreiras que criei desaprendi a viver.

A zona de conforto foi sempre uma prisão. Tudo aquilo que eu queria estava fora da zona que eu conhecia.

Como é que eu podia esperar que as coisas viessem até mim, se eu me fechava a essa hipótese?

Eu não queria coisas que eu não pudesse controlar, e hoje sei perfeitamente que eu não posso controlar nada, muito menos o fluxo e processo da vida.

Por um lado queria sentir a vida e por outro fechava-me a “sete chaves” e ignorava as bênçãos que se encontravam lá fora à minha espera.

Todos os dias têm sido novas descobertas e aprendizagens.

A vida está fora do meu controlo e estará lá sempre para me trazer tudo o que é melhor para mim.

Basta permitir que isso aconteça!

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Alysa Bajenaru on Unsplash

 

Tudo acontece na perfeição – 79 de 365

perfeiçãoSempre achei que alguns tinham nascido com sorte e que eu, não pertencendo a essa elite, teria que batalhar e lutar por uma vida melhor.

Mas acabava sempre por não fazer nada, porque preferia passar o tempo a lamentar as condições em que me encontrava, em vez de mudar aquilo que vivia.

Alcançar objetivos não se trata de lutar, de batalhar, mas sim de deixar fluir.

Tenho que fazer a minha parte, mas na altura certa tenho que largar e confiar.

A minha sorte sou eu que a faço, através da minha postura em relação à vida.

Se alguém consegue ter algo, de certeza que eu também conseguirei obter isso mesmo.

Posso ter que trilhar um caminho diferente e posso até demorar mais tempo a atingir um objetivo, mas posso ter a certeza que tudo acontece na perfeição.

No momento certo tudo se encaixa e as coisas fluem da melhor forma possível.

Só tenho que fazer a minha parte: sonhar, pôr ação e confiar, pois tudo acontece na perfeição.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Chris Barbalis on Unsplash

Os ingredientes para uma vida perfeita – 75 de 365

ingredientes

Nos últimos dias tenho refletido sobre tudo aquilo que foi acontecendo na minha vida e o que eu fiz com isso.

Sempre achei que tendo determinados ingredientes iria poder ter uma vida perfeita e por isso tinha que ter as coisas à minha maneira. Com o tempo pude ver que este método não estava a funcionar.

O segredo não estava em obter os ingredientes que eu queria; o que era necessário era que eu soubesse aproveitar aquilo que me era dado para conseguir “confecionar” aquilo que eu queria.

Hoje vejo as coisas de uma perspectiva diferente: o segredo para uma vida perfeita é saber que todos os ingredientes que recebo são aquilo que eu preciso.

No fundo não são os ingredientes que interessam: é aquilo que eu faço com eles que dita qual será o resultado.

Já andei atrás de muita coisa que no final de contas não me trouxe nenhum benefício e foi nos momentos em que larguei e que permiti que as coisas fluíssem que realmente usufrui e aproveitei as coisas.

Cada vez mais vejo o quão limitada é a minha consciência e quão grande é a minha ignorância perante o fluxo e processo das coisas.

Se eu tiver a certeza que aquilo que me é dado é aquilo que eu preciso e que é no momento em que as coisas acontecem que posso tomar decisões conscientes, o meu único foco será usufruir de cada momento e aproveitar cada oportunidade para ser alguém melhor.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Yeshi Kangrang on Unsplash

Querido fevereiro… – Inventário Mensal 2018

fevereiro

Querido fevereiro,

Há cinco anos atrás foste sinónimo de um início de caminhada, que até hoje perdura.

Este ano foste um mês de gratidão e de valorização, porque cheguei à conclusão que, mais importante que alcançar o objetivo, é usufruir de tudo o que me leva até lá.

Valorizar aquilo que tenho, aquilo que sou e tudo aquilo com que vou sendo abençoada deve ser algo a ter em mente sempre, pelo menos enquanto quiser ter uma vida plenamente satisfatória.

Esta foi uma das aprendizagens que me trouxeste.

No fundo, a única coisa que impede que o que preciso venha até mim, que é o melhor que posso ter, sou eu mesma, com a minha ainda existente vontade de controlar e de querer as coisas à minha maneira.

Enfim, um aspeto que tem vindo a ser trabalhado diariamente, talvez desde o início desta mudança na minha vida.

Tenho plena consciência que quanto mais me abro à vida, mais permito que tudo flua.

Aos poucos começo a ver a perfeição do fluxo da vida e quanto eu tenho a responsabilidade de estar bem, para cada vez mais contribuir para um mundo cada vez melhor.

Obrigado por todas as tuas bênçãos.

Até à próxima fevereiro!

Bem-vindo março!

Ângela Barnabé

 

Podes ler os artigos de fevereiro clicando aqui!

Foto original por Quinsey Sablan on Unsplash

Esforçar-me ou deixar fluir? – 60 de 365

deixar fluir

Muitas vezes ouvi dizer que para conseguir ter alguma coisa na vida tinha que me esforçar. Lutar pelo que queria era essencial para ter sucesso e muitas vezes o sacrifício era a base de muitas conquistas.

Quando comecei a ver a vida de uma forma diferente, passei a dar tanta importância ao percurso como ao destino e toda aquela filosofia de “não importa o meio, apenas o fim”, deixou de fazer sentido.

Se o controlo e a manipulação não me tinham levado ao bem-estar que sempre quis; se a caminhada é tão importante como o destino e se a principal base de toda a criação deve ser a confiança no processo da vida, para que serve o esforço?

Tenho conseguido tantas coisas deixando fluir e tenho criado outras tantas com amor e boa-vontade…

A vida não deve ser nem sacrifício nem esforço… Muitas vezes me sacrifiquei com foco em algo e no final aquilo que consegui não contribuiu em nada para o meu bem-estar e nem sequer usufrui do caminho que me levou ao objetivo.

Cada vez vejo mais que a vida é tão curta para desperdiçar um segundo que seja sentindo-me mal ou fazendo algo com uma postura que não seja a de amor, de aceitação ou de gratidão.

Posso esforçar-me e assim conseguir algo. Mas é muito mais fácil colocar ação e deixar fluir, confiante que o que for melhor para mim acontecerá sempre.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Fidel Fernando on Unsplash

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